Mulher
governando
o Brasil, só com
o modelo
finlandês
Adriana
Murin
05,
Março/2002
Jorge Murad. Um belo
espécime: alto, bonito, elegante e arrogante. Foi assim que
o descrevi para mim mesma quando o conheci, há muito, lá,
em São Luis mesmo. A família é boa de negócios,
com muitos empreendimentos e interesses negociais. Ele nunca foi
uma pessoa simpática ao nativo maranhense. Murad sempre foi
uma figura poser e muito bom de negócios, bem como toda sua
família.
Justamente aqui, neste
pedaço de marido e Clã, foi que sempre estive com
o pé atrás, nesta candidatura da Governadora Roseana
Sarney. Pensava sempre quem iria governar o País. Como no
PT. Quem iria governar se o Lula ganhasse? O PT de José Dirceu,
o PT de Cristóvam Buarque e José Genoíno, ou
o outro PT? Ainda cheia de dúvidas, nas últimas eleições
acabei por votar no Lula. Pensei, vamos lá, vamos ver o que
acontece se o PT deixar de ser oposição. Não
deu mas, apesar de tudo, o presidente Fernando Henrique Cardoso
deu uma boa alavancada. Muita coisa boa e pequena que não
dá para ver a olho nu.
Mulher entende de detalhes.
Os homens ficam no alto, rodando de helicóptero, olhando
o macro. Depois eles descem e vêm descobrir que o que parecia
tão grande, lá do alto, na verdade era tudo feito
de coisinhas pequenas. Exemplo disso é a nossa casa que temos
que pensar na poeirinha mínima que não está
aparecendo, mas sempre vamos ver um nariz alérgico, denunciando.
Nesta alavancada estatística
da Roseana Sarney estava só olhando. Sabia que mais dia menos
dia iam pegá-la pela cauda do Murad. O marido era o ponto
frágil, verdadeira mala política. Quem conhece a história
maranhense não se espanta. Bom, chegou a hora e está
tudo revelado sem surpresas. Fico aliviada e triste pois, lá
se vai a esperança de ver uma mulher inteligente e séria
como ela verdadeiramente é, correr o risco de sair do páreo.
Se temos uma mulher capacitada para governar o Brasil, sem dúvida
é a Roseana Sarney, queiramos admitir ou não.
Mas a mesma pergunta
que persiste para o PT, até hoje, foi a mesma que fiz para
a candidata do PFL. Quem iria governar, Roseana com Murad e/o Clã
dos Sarneys? Mais fácil dizer não para família
do que para marido. Pela família Sarney, eu já estava
sossegada. Mas o marido...ah, esse não dava sossego ao meu
voto. Com certeza, a Roseana diria um não sonoro para seu
pai e irmãos, caso começassem a atrapalhar. E aconteceu
o que eu tanto temia, por ela, foi o marido.
A coisa que estranho
é que, só agora, em 2001, quando a governadora já
estava a caminho, foi que inventaram fazer levantamento da vida
do marido dela, o Jorge Murad. Mais estranho é que agora,
quando ela sobe nas pesquisas o caso vem à baila, com toda
velocidade nas diligências e mais velocidade ainda, nos resultados.
Um processo desses, no Brasil, leva anos e anos tramitando pelas
gavetas da Justiça e poucas vezes se conhece os resultados.
Por outro lado, a decisão da Justiça em manter a documentação
guardada no palácio do governo, é outra preocupação.
Será que não pegar fogo outra vez?
Metido em inbroglio
na SUDAM, o que não causa nenhuma surpresa, tendo em vista
que outros escândalos, e maiores, têm existido e existirão
até o final dos dias da SUDAM. É bom lembrar do antigo
IAA
Instituto do Aúcar
e do Álcool
. Porre controlado com glicose direto na veia. Dizia-se até
que, quem trabalhava no velho IAA ficava conservado no alcoól
e não saía de lá. A SUDAM é mesma coisa.
O IAA era a farra dos usineiros de todo o País.
A solução
para que o Brasil tenha uma presidente mulher, terá que ser
baseada no modelo finlandês que em 2000 elegeu para presidente
a Sra.Tarja Halonen. Não tinha marido e era mãe solteira.
Ela está dando conta do recado e muito bem, em que pese as
diferenças abissais de território e população,
muito embora a densidade populacional
finlandesa seja quase equivalente a do Brasil ,
não deve ser fácil governar. A Finlândia tem
171.548 ilhas. O Maranhão tem só umas quatro, contando
com São Luis, a Capital. Das que são pequenas, uma
pertence a família Sarney, uma outra, também, particular
existe. Lençóis e Cajual, rendem com eco-turismo.
A falta de exatidão nos números das ilhas do Maranhão
não é o problema.
Não sei quem
disse que se não foi dito assim, foi quase
assim ,
"por trás de todo grande
homem existe sempre uma grande mulher ( devia ser um marqueteiro
com grande potencial ). Um dia vamos dizer o mesmo sobre
nossos maridos?