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Medida Provisória 232

 

Informalidade
ou informalidade

 

Janeiro 25, 2005
Ana Louvado

     

Informalidade Jà

Seu prejuízo

Texto da MP-232

     

Observando bem o rosto do Presidente do Brasil, vemos que ele, cada vez mais, apresenta o rosto inchado. Larry Rother não disse mais nada sobre o assunto. Seria fácil e simplório repetir o slogan que viaja pela Rede : Se beber não governe, se governar não beba. Aceitar uma reação impensada de alguém alcoolizado não seria de assustar. O que assusta é saber e ter que lembrar aos nossos visitantes, que, nada que venha deste governo ( do anterior também ) é destituído de intenções duvidosas, decididamente não confiáveis. Tudo prepara para o bote final que não sabemos quando chegará.

O caso da MP-232 que, como dizia o Brizola, foi parida na calada da noite dos últimos dias do ano de 2004, não vem à-toa. Tem alguma coisa por detrás desse descalabro. Nossa Associada tem razão.

É capaz de a Turma do Social querer que todos os pequenos e micros empresários acabem por se verem obrigados a trabalhar em grupos comunitários participativos, controlados diretamente pelos sindicados e ONGs, estatais disfarçadas, pois estão em comum acordo com o Projeto populista do PT e arreganhos. Fazer o controle dos pequenos, micros e médios empresários é mais fácil do que tentar controlar a FIESP ou a FIRJAN, pois que estes já e$tão participando de outros assuntos mais rentáveis, com boa fatia do bolo.

Informalidade Já


1
Quem ainda estiver na informalidade, continue como está;
2
Não peça nota fiscal de outros pequenos empresários e comerciantes;
3 Quem estiver com dificuldades de sobrevivência empresarial faça o que tiver que fazer para não morrer.


Reação Nº 1


Nossa Associada nos pergunta o que fazer se as empresas maiores as quais ela procura para oferecer serviços querem que ela tenha uma empresa registrada. Nossa amiga é modelista e estudante de Moda.

Trabalha para ajudar no orçamento familiar. Marido cientista, uma filha na faculdade e a outra filha a caminho do curso universitário. Habita um apartamento pequeno, alugado, classe média desesperada. Subir na vida só se for morar na favela.

Quando ela descobre que precisa pagar ao menos um salário mínimo, mensalmente, para ter um contador, já começa a suspirar.
— Mas se eu aprender a fazer a contabilidade, digo, escriturar, e só pagar um contador para verificar se tudo está certinho e assinar, eu não pagaria menos? — Tenta exercitar a negociação.
— E pra que preciso de uma empresa?
— Para recolher em torno de 68% de carta tributária ( impostos, tributos e contribuições ).
— Como?
— É, para ter sua Nota Fiscal mercantil e de Serviços ou as duas. Sem ela você não pode vender e é com ela que a Receita controla seu faturamento.
— Mas se eu nem vendi nada nem tenho dinheiro? Gente, só quero começar a ganhar algum dinheiro para colaborar com minha família, não vou ficar rica com isso ?
— Mas...espera...e eu não posso só tirar umas notas fiscais e declarar no IR pessoa física, digo, assim, juntar tudo de uma vez só?
— Não
— Vou poder trabalhar em casa e deduzir minhas despesas com eletricidade, telefone e tudo o mais?
— Não, só se você tiver um telefone comercial que é mais caro, mas a eletricidade, não. Poderá incluir no preço mas...

— Nâo!??
— Mas se eu não tenho Nota Fiscal não vendo e se não vendo não tenho como fazer caixa para pagar as despesas do registro da empresa?
— Não vende Nota Fiscal na papelaria?
— Vende mas o objetivo é outro, só para circulação de mercadoria, ou coisa assim. Não temos certeza ainda, vamos ver para você, ok?
— Nem precisa, minha filha, vou continuar de mascate mesmo e, além do que, porque eu iria pagar tantos impostos e taxas e sei mais o que lá para dar tudo para a União sem mesmo ver meu dinheiro de volta. Sabia que nos hospitais não tem serviço dentário e hoje mesmo tenho que pagar dentista particular? O Estado não me dá nada. Por que primeiro ele não me dá uma forma de registrar minha empresa sem ter que pagar tanta coisa e depois me cobra os impostos de pessoa jurídica?

E vai em frente


— Se a Receita Federal quer dinheiro, o meu dinheiro, o Estado tem que me dar oportunidades, oras! — arremata...

— Ah, assim é mais fácil eu ir costurar nessas oficinas de moda de alguma "comunidade". Será que eles têm empresa registrada? Ah, não, são ONGs!...mas tinham que dar notas fiscais, não tem não?

Nossa Associada não se conformava nem se conforma.

Nem nós do Domínio Feminino que recebemos cópia da carta que uma empresária enviou para a redação da Folha de São Paulo:

Reação Nº 2:

----- Original Message -----
From: Ana
To: atitude@yahoogrupos.com.br
Sent: Sunday, January 23, 2005 10:39 PM
Subject: Fw: MP-232

Cópia de email que enviei hoje, para a Folha de S.Paulo, fórum dos leitores. Aquele que concordar, favor repassar! Ana

-----Mensagem Original-----
De: Ana
Para: leitor@uol.com.br
Enviada em: domingo, 23 de janeiro de 2005 15:47
Assunto: MP-232

Aviltante o que este governo vêm fazendo com aqueles que sustentam além do pagamento da dívida externa e da sustentação da máquina pública do país,seus gastos exorbitantes e "nada transparentes". Eu, como boa cidadã, sempre ensinei meus filhos a pedirem nota fiscal de tudo o que pagassem mas agora, sinto que devo ensiná-los exatamente o contrário.

De hoje em diante até pedirei para que não me dêem qualquer tipo de nota que possa ser fiscalizada e que o setor privado venha a pagar impostos por ela. É a contribuição que posso dar para o bem da Nação Brasileira. Trabalharei para que os amigos façam o mesmo e colaborem com a sonegação!
Ana Prudente

 

OBS: O MST não paga impostos nem é uma entidade registrada e ainda recebe dinheiro de dentro e de fora do Brasil por debaixo dos panos. Ninguém pergunta de onde vem tanto dinheiro para gastar 7 milhões para construir um sistema de ensino paralelo ao Estado brasileiro ( com curso universitário e tudo ) só para os sem-terra aprendizes de ditador. Ninguém pergunta de onde vem o salário do Rainha, do Stédile e outros reis. O MST não explica e a Receita Federal não pergunta.

Se o MST pode, nós empresários podemos, com muito mais direito.

     

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