Falta
acreditar
Em recente entrevista
a um canal privado de TV, o presidente das Cooperativas
do Rio de Janeiro queixava-se dos absurdos das leis
que regem as cooperativas, inclusive com a Receita Federal
e outros órgãos fiscalizadores passeando pela internet
em busca dos pequenos grupos de pessoas físicas, classe
média, que tentam driblar os bafos da miséria.
O hábito do
Estado, por intermédio desses fiscalizadores é um ato
covarde, pois, por detrás de um e-mail gratuito um celular
que não se sabe atrás de qual muro ele vai estar, fazem
pedidos fictícios e ainda dizem como querem a forma
de pagamento: boleto bancário. Interessante, não? Um
desrespeito sem nome, uma ignomínia, para com um povo
sufocado a caminho da autofagia. Pode haver coisa mais
covarde, coisa mais imoral ?
Se existem os
informais é porque o Estado está sempre buscando intrometer-se
onde não deve, criando burocracias absurdas, intransponíveis
nas dezenas de formulários e certidões disso e daquilo
tudo que significar atendimento aos interesses cartoriais.
Não bastasse
o Estado, os Poderes, invasores e saqueadores, cada
qual em busca de arrancar as entranhas da iniciativa
privada que os sustenta, a todo momento mudam as regras,
inventando leis novas, novas contribuições, novos impostos,
tudo de acordo com a máxima " de onde vamos arrancar
dinheiro desses trouxas para financiar nossos projetos
pessoais "?
Quando alguma
nova lei é "inventada" o cidadão já pode por as barbas
de molho. Mais tarde, os mesmos legisladores estarão
descobrindo que aquela lei não foi bem pensada e "melhor
para o povo", portanto, que ela seja revista, repensada.
Nessa repensada é que está o flagrante. É aqui que eles
podem ser pegos com a mão na massa. Mas a quem importa
ou quem se importa?
Quando é que
vamos nos convencer de que nossos representantes, vereadores,
deputados estadual e federal e senador não vão querer
fazer leis bem feitas? O que importa é que durante a
feitura do projeto de lei, todo mundo acrescente uma
vírgula ou um ponto e vírgula, o que é pior. O ponto
e vírgula significando que pode haver mudanças, que
não é uma coisa nem outra ou pode ser qualquer coisa
de acordo com os interesses do momento. Momento deles,
dos governos e políticos.
Políticos e
Governos se sucedem trabalhando com a mesma estratégia
de desmonte. Nesse, não é diferente, é pior. Os milhões
de empregos prometidos seriam criados por quem? Deveria
ser pela iniciativa privada. Penso, logo erro, me ferro.