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Venda
de empresa como estratégia
Henry
Whitney
01,
Novembro/2003
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Uma
estratégia de montar seus negócios com o fim de conseguir
os melhores resultados. Outra estratégia é planejar
sua empresa com o fim de vendê-la mais adiante.
Quando uma pessoa,
ou grupo monta um negócio, deve considerar o que pretende
fazer com ela no futuro, principalmente se esta empresa
for uma empresa de prestação de serviços, como em seguro,
por exemplo.
Tradicionalmente
monta-se uma empresa com a intenção de seguir com ela por
toda a vida, após passar o comando administrativo aos filhos.
É uma idéia nobre, mas nem sempre com bons resultados.
Muitas vezes
o principal problema á a falta de capital necessário para
manter a posição obtida ou para seguir crescendo. Outras
vezes as pressões vêm pelo lado da competência ou pelo surgimento
de novos produtos.
Um problema muito
comum é não ter familiares predispostos e/ou capazes de
levar adiante o empreendimento empresarial.
Por isto, para
muitos, a solução é vender a empresa para outros. Aos herdeiros
se deixa dinheiro, não uma empresa. Se você analisar algumas
biografias " dos
mais ricos "
, verá que, entre os americanos, 4 de 8 empresários venderam
suas empresas.
O caso mais curioso
e interessante é o caso de Williams.
Ele tinha uma operadora de corretagem de seguros incrivelmente
exitosa e punjante. Não tinha competência. Sem nenhuma dificuldade
ele a vendeu e, grande parte de sua fortuna atual adveio
do lucro depois da venda.
Hoje em dia é
comum que pessoas que tenham montado uma empresa tenham
a intenção de vendê-la desde o início. A forma de trabalho
e organização desde o primeiro dia prevê a venda.
Entre os corretores
de seguros e seguradoras é especialmente comum que, chegado
o momento certo, busquem vender sua carteria a outros. Muitas
vezes a técnica é incorporar aos empregados e agentes como
acionistas e gradualmente ir passando a organização. Em
outros casos, se busca vender a organização à terceiros
externos.
Nesses casos
o preço vai dos quatro vezes o tamanho da carteira original
de anulações dos 12 primeiros meses pós-venda. Muito comum
é haver uma cláusula contratual através da qual o vendedor
se abstém de visitar os clientes se não tiver a prévia autorização
dos compradores.
Na Argentina
não há um mercado de compra e venda de organizações. A triste
realidade é que muitas vezes, quando um corretor não mais
deseja continuar no empreendimento, ele perde sua carteira
sem deixar nada para sua mulher e filhos.
A situação entre
os grandes produtores de seguros, sejam corretores ou seguradores,
para esses brokers, a situação é diferente. Vários
deles têm sido vendidos. Tipicamente, a venda aconteceu
a um broker internacional. As negocioações aconteceram e
foram fechadas no exterior.
O correto para
todo empresário, seja acionista de uma empresa ou dono é
que a partir dos 50 anos de idade deve começcar a prever
o que fará a partir dos 60 anos de idade. Se tem filhos
e/ou familiares capazes e dispostos a entrar no negócio
com intenção de levá-lo adiante, excelente.
Deixar toda uma
fortuna para a família que conhece pouco ou nada do mercado
de atuação é um crime de desperdício, se tal lei existisse.
As opções são,
ir incorporando sócios jovens e acordando com eles o controle
da empresa no momento adequado e após isso aguardar o melhor
momento de negociar a venda.
Muitos organizadores
dizem que não querem ter sócios porque têm medo de que os
"sócios" lhes tomem a carteira. Sim, é um risco. Para evitá-lo,
basta um convênio legal sobre a relação entre as partes
e sobre o que acontecerá se um dos sócios pretenderem apoderar-se
de alguma parte da carteira.
Henry Whitney não
conheceu Arthur Williams mas fez uso das mesmas técnicas
com grande êxito no Brasil, Venezuela e Argentina. Mais
do que usar forças de vendas usava marketing direto. No
Brasil, o marketing direto voltado para seguros foi aplicado
pela primeira vez com total êxito, quando Witney presidia
a Corretora de Seguros do Citibank.
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