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Como um país de dimensões continentais pode crescer de forma sustentável
? A economia vive e sobrevive graças ao empresariado brasileiro
que, contra todo o ambiente hostil à livre iniciativa, gera empregos
e paga impostos. Para tanto, não basta o mercado interno, o exterior
é atrativo máximo, tanto para a exportação quanto na importação,
na compra de insumos ou maquinários.
No entanto, toda
a cadeia produtiva ou de revenda depara-se com a parca e ineficiente
infra-estrutura logística, a qual precisa de constantes investimentos
do governo federal. Ainda que a propaganda salte aos olhos com imagens
deslumbrantes, não há traços desse comprometimento com rodovias,
ferrovias, aeroportos e portos.
Ainda era o mês
de setembro e o Porto de Santos, o principal da América Latina,
já estava superlotado, com demora na liberação das cargas e, consequentemente,
aumento dos custos portuários - eis o autêntico Custo Brasil. Esse
panorama é o mesmo em Paranaguá, em função da safra de soja, com
centenas de caminhoneiros nas estradas a espera da descarga.
Quem paga os custos extras, tais como armazenagem, sobrestadia
de container, estadia de caminhoneiro, multa contratual? Para quem
o empresário envia a fatura da qual não tem responsabilidade, da
qual é o consequente?
Os aeroportos, além das questões de passageiros, prenúncio do
vem para a Copa de 2014, estão no limite para o recebimento de cargas,
incluindo a estrutura aeroportuária, frequência de vôo e pessoal.
Sistema ferroviário para a logística
é restrito para cargas a granel, sendo que o modal rodoviário
é o que prevalece no Brasil, o qual conta com rodovias federais
em questionável estado de manutenção, elevando
custo, pois aumenta o tempo do transporte e deprecia veículo.
O País ainda não despertou, ou não tem interesse,
na hidrovia, modal esse que poderia otimizar tempo e dinheiro, combinação
crucial para o custo das operações em comércio
exterior.
A grande questão é que
o presente caos logístico é fruto que ausência
de política setorial, aparelhamento de postos técnicos
e falta de visão. O resultado é maléfico para
a sociedade como um todo, pois perde-se competitividade no exterior
e majoram-se os preços para o mercado interno. E creiam,
é praticamente impossível explicar aos estrangeiros
como funciona a logística à brasileira.
Adriana Flavigna é empresária e advogada
http://www.ariam.com.br/
Consultoria em Logística Aduaneira - ARIAM
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