Comentário

O mercado de capitais no Brasil é voltado para muito poucos investidores, focado em papéis nada produtivos, tais como, índices cambiais, de juros e de pontos da própria Bolsa. Ações são negociadas com viés especulativo de curtíssimo prazo. O capital mínimo exigido para uma empresa ingressar no seleto clube é de R$ 10 milhões. Quem tem idéias novas não tem como conseguir dinheiro, especialmente quando bancos não têm interesse em emprestar, pois já tem um "clientão": o Governo Federal, que paga muito bem.

Com o dinheiro do povo, é claro. Abra-se o mercado de capitais, como é o padrão de Wall Street, crie-se a cultura de investimento particular em ações e empreendimentos por parte do público e a competição com os bancos criará um fato novo no mercado de juros. Claro, as demais reformas - trabalhista, tributária e burocrática - são acessórios da adoção do viés desenvolvimentista, o tal ambiente macro-econômico para que a micro e média economia cresçam, gerem empregos e riquezas. Isso pressupõe redução do tamanho do Estado e de seu consumo de 40,01% do PIB.

 

Fonte do comentário : www.federalista.org.br

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