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Mundo dos Negócios,
Mercosul, Comércio Exterior, Importação
e Exportação, Oportunidades de Negócios,
Boas idéias em negócios, Seguros e muito do
que você precisa ler para encontrar idéias
para seus negócios.
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"Não
importa se o gato é branco ou preto, o que importa é que ele
cace os ratos".
Deng Xiao Ping
Somos tratados como
alvos da ingenuidade presidencial petista. Bombardeados pelas
notícias de uma glamurosa viagem de descobrimento de uma China
que sempre esteve no mesmo lugar, ficamos imaginando o que vender
para um país do qual não sabemos o que comprar.
Comércio international
é feito na base das reciprocidades. A Argentina só importa do
Brasil em razão de sua exportação de trigo de artigos complementares
à economia tupiniquim. Vendemos para os Estados Unidos, em função
de nossas grandes importações de produtos "Made In USA". Sem
comprar, não se vende nada. As grandes oportunidades de exportação,
muitas vezes, surgem quando se está negociando compras.
Por mais que a
gente se debruce em análises sobre a China, não se consegue enxergar
grandes expectativas de mercado para produtos brasileiros, a não
ser o feijão soja. Uma das razões, é a dificuldade e o custo do
transporte marítimo entre os portos chineses e os portos brasileiros.
O grande salto comercial
da China, foi o de abrir determinadas regiões costeiras ao desenvolvimento
capitalista, em contraste com o marasmo e pobreza de sua gigantesca
interioridade.Os investimentos privados vindos dos países mais
ricos do mundo, aproveitaram-se da mão-de-obra baratíssima, desvinculada
de sindicatos e sujeitas ao poder de polícia do Partido Comunista,
para montarem seus negócios de exportação milionários. Ou seja,
a China só é promissora para quem ajuda o Partido Comunista a
manter a população escolhida com trabalho e a boca fechada para
qualquer crítica ou manifestação de contrariedade- ela só abre
a boca para comer a produção barata, produzida pelos agricultores
escravos de seu imenso e paupérrimo interior.
Realmente, o capitalismo
é meio burro e cego, e sempre oportunista, em matéria de concessões
e, até, de adesões a regimes políticos que, lá no fundo, lhe devotam
ódio e planos de extinção. Não fosse isso, no Brasil não teríamos
as polpudas doações de banqueiros, de empresários da indústria
e do comércio, de empreiteiros, aos candidatos de esquerda. Mesmo
tributados com terrorismo e impiedade, sempre acalentam fechar
bons negócios, quem sabe um dia, com o Estado Amebão que os devora.
Uma ignorância capitalizada em busca do abismo...
Montar uma comitiva
presidencial, ministerial e empresarial com meio milhar de pessoas,
para uma viagem supostamente de negócios e muito mais de comilanças
regadas a promessas ideológicas do que qualquer outra coisa, não
ultrapassa em seriedade qualquer tentativa lusitana em abocanhar
o mercado das especiarias asiáticas, no Século XVI.
Na China, a corrupção
é grande mas não é publicada. As discordâncias são fuziladas.
Os estudantes são assassinados em plena Praça da Paz Celestial.
As minorias são perseguidas e um país pacífico, soberano limítrofe,
como o Tibete, pode ser anexado, transformado em província politicamente
dócil pela violência policial e militar, sem qualquer alarde ou
protestos populares no mundo ocidental. A Internet é a do Estado.
Os meios de comunicação são absolutamente controlados - um inferno
para os jornalistas de vocação. Um paraíso para os estatocratas.
O milagre chinês,
com seus 10% de crescimento econômico anual, não é nada em face
dos atrasos promovidos pela "Revolução Cultural" do companheiro
Mao à população de um bilhão de pessoas, de todas as idades, encarceradas
nas jaulas de produção sob controle da brutalidade estatal.
A companheirada
e os idiotas do séquito oficial, não devem deixar de anotar nos
relatórios da tão esperançosa viagem, que para chegar àqueles
10%, o socialismo chinês teve que pisar nos direitos humanos,
na adesão ao trabalho escravo, na criação de áreas liberadas ao
investimento capitalista estrangeiro e na prática comunista de
perseguição implacável à qualquer oposição. Se, por acaso, concordarem
com tudo isso, já terão feito um negócio da China. Certamente,
não para o Brasil.
Sobe