A
imagem pessoal através da qual você transmite
sua personalidade e suas qualidades está diretamente
ligada ao julgamento que tem de si mesma, ou, serve para
mascarar suas inseguranças quanto aquilo que você
não admira em você mesma, além de, no
mínimo, não se permitir ser como é.
Saber
vender a própria imagem é fundamental: se
você não se valoriza, quem o vai fazer?
O
perigo está em vender uma imagem que absolutamente
você não vai poder "entregar" o que
significa que as pessoas a sua volta percebem a inverdade.
Daí para o juízo de valor e o ridículo,
é um pulo. A coisa fica mais ou menos como uma camada
de verniz barato numa superfície de um móvel:
se arranhar de leve, a madeira crua aparece denunciando
a qualidade verdadeira tanto da madeira como do verniz.
Minha
mãe dizia: — Calça de veludo ou bunda de fora.
Numa alusão às pessoas que se satisfazem com
o menor. Está bem, é muito radical mas vou
encontrar leitor que irá concordar que não
deixa de ser por aí; tenha atenção
pois o veludo pode rasgar-se deixando suas intimidades à
amostra. Não use veludo verdadeiro se as pessoas
estão vendo que você não tem condições
para tanto gasto. Use um tecido bom, bonito e durável,
cujo preço esteja dentro das suas posses. Tire proveito
daquilo que você tem ou pode ter e mais, reaproveite
o já existente.
Auto-estima
muito baixa leva as pessoas a valorizar o "orgulho",
confundindo-o com dignidade. Evitam falar com pessoas que
de alguma forma venham a estar — ou elas pensam — acima
delas, na escala sócio-econômica, intelectual,
cultural até indo pelo conceito de beleza que esta
pessoa tem. É comum ouvir alguém dizer que
"afinal eu tenho orgulho e não vou me rebaixar!"
Na maioria das vezes a superestima desses "conceitos
e valores" são fabricados pela idealização.
O engraçado é que essas pessoas, em geral,
sempre fazem a conta em benefício alheio, nunca para
elas mesmas.
Sem
dúvida, constantemente, estamos lidando com pessoas
que se pensam muito mais do que são, que se adicionam
valores em demasia. Mostram-se arrogantes, egocêntricas.
Essas pessoas vendem demais sua imagem. Não cola,
porque não têm como fazer a "entrega"
do que vendem. Melhor dizendo, elas não têm
nada a vender ou estão vendendo de forma equivocada.
Um
deputado federal, rejeitava, por pãodurismo, pagar
uma assessoria de imagem. Chegou-se a uma amiga e perguntou
qual a imagem que ele deveria vender, se a de intelectual
ou a de empresário. O tal candidato era empresário,
havia escrito um livro terrível. Costumava ir ter
com seus futuros eleitores, nas cidades mais pobres do seu
estado, usando um cinto de couro de lésard
e camisa de seda. Ele era oriundo de uma família
classe média-baixa de um estado muito pobre. Quando
adulto, estudou na França. Perdeu duas eleições
até admitir que teria que mudar, ser mais ele, um
"ele" melhorado, aproveitando as qualidades verdadeiras
já existentes.
Acontece
que não se pode fabricar uma imagem partindo do inexistente.
Trabalha-se a imagem com o já existente, realçando
o que é conveniente realçar e transformando
as imperfeições em instrumentos neutrais ou
de equilíbrio. A preferência deveria recair
sobre este último.
Uma
jornalista que gostava de falar muito descobriu o que fazer
com o inadmissível num jornalista. Desenvolveu uma
técnica que ela chamou de a " técnica
do morcêgo". Transformou o que era inconveniente
e perigoso em instrumento para facilitar seu trabalho. Deu
tintas mais fortes ao seu sorriso espontâneo e natural.
Ela não precisou mudar. Apenas realocou suas imperfeições
e qualidades.
Um
dos melhores exemplos que todas nós conhecemos é
o Mick Jagger. Aquela boca imensa, desproporcional tornou-se
o charme e o caminho para um gordo e longo talão
de cheques ao criar o logo da banda. A boca do Mick Jagger,
numa pessoa sem imaginação transformaria o
portador em um complexado que iria desperdiçar as
boas oportunidades de sorrir. Você também pode
transformar seu "defeito" num logo atraente. Dê
mais atenção aquele ponto e neutralize outros.
O Jagger pagou alguém para descobrir isso. Se você
não pode pagar ainda, faça você mesma.
Os
( falsos ) colleges
Uma
pessoa tímida, daquelas que descobrem que sempre
há um grupo ( e pode haver de fato ) que lhe dão
pouco valor, quando não a deixa de lado de maneira
acintosa e agressiva. Fazem pouco caso de suas qualidades
aptidões ou aparência física. Claro,
se você não sabe se vender falando, o que aliás
não é a forma mais indicada, então
descubra outra forma de vender sua imagem.
Quer
uma? Um belo dia você descobre que precisa de uma
informação e que um dos membros daquele grupo
ou vários membros, sabem a resposta para o que você
precisa. Vá lá e pergunte. Voz firme, sem
explicações sobre sua necessidade. Mesmo que
não obtenha resposta satisfatória, alguém
vai responder. A questão é que você
demonstrou fazer um "monte" para a opinião
deles a seu respeito. Um fator importante, é a surpresa,
a imprevisibilidade. Quem naquele grupo imaginaria que você,
tão tímido ou tímida, fosse até
eles de forma tão direta e desassustada? A pergunta
deve ser curta e objetiva. Não puxe papo à
toa.
No
ambiente profissional sempre se encontra as igrejinhas.
O pessoal do grupo college girls ou boys.
Aquele pessoal emproado que risivelmente se pensa "pura
tecnologia de ponta ", o ISO de gente. Na verdade
esses grupos, os dos colleges, sempre se acham compostos
das mais brilhantes, bonitas e espertas pessoas e, quase
sempre entre eles ou elas, há um que é parente
de alguém muito "importante" que pode ser
um tio que antes de fugir para Miami, "saiu" na
página policial de um jornal, por exemplo.
Evitam
conversa com quem não foi eleito para pertencer ao
grupo. É um conjunto de atitudes. Fodões ou
fodonas do pedaço. O chefe medíocre adora
isso. Esse grupos sempre escondem os esquemas que rolam
entre eles. Muitas vezes o que acontece é que eles
se sentem ameaçados com alguém fora do "esquema".
Medo de serem descobertos. Trabalhar contra eles é
perder seu tempo. Cuide de você porque o esquema deles
um dia fura e deixa todo mundo com a calça de veludo
rasgada e a bunda de fora. Fique longe deles, para o bem
da sua dignidade. Eles ou elas, vez por outra, usam aditivos
e se você for careta, no chance !
Os
Colleges existem nos meios empresariais e
são indigestos e são até perigosos
e/ou periculosos. São grupos fechados, catedrais
das grandes, que a qualquer batidinha de estranho, na porta,
podem reagir no melhor estilo máfia chinesa. Para
as empresárias, romper o bloqueio desses grupos requer
uma bela assessoria e consultoria de especializados. Além
de muito tato.
Os
grupos Colleges dos executivos funciona, um tanto,
como os primeiros grupos tratados.
Nos
traços da personalidade e temperamento a coisa segue
o mesmo padrão. É só pôr a cabeça
para pensar e mãos à obra.
Você é maravilhosa
e vai saber disso!
NOTA
do DF: Aguarde o próximo artigo de Rogerio
Martins, que vai dar a você o caminho para o marketing
pessoal.
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