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Proteja-se dos
Colleges

Berta ataide
24, Maio/2002

 

Como uma introdução à leitura do artigo de Rogerio Martins, Marketing Pessoal, Sucesso Global, um artigo respaldado na especialização tanto profissional como em modelo acadêmico, pensei em fuxicar um pouco sobre o assunto para estimular você a tomar uma atitude, aquela que você vai deixando de lado e sofrendo. As mulheres empresárias precisam cuidar do assunto como prioridade.

A imagem pessoal através da qual você transmite sua personalidade e suas qualidades está diretamente ligada ao julgamento que tem de si mesma, ou, serve para mascarar suas inseguranças quanto aquilo que você não admira em você mesma, além de, no mínimo, não se permitir ser como é.

Saber vender a própria imagem é fundamental: se você não se valoriza, quem o vai fazer?

O perigo está em vender uma imagem que absolutamente você não vai poder "entregar" o que significa que as pessoas a sua volta percebem a inverdade. Daí para o juízo de valor e o ridículo, é um pulo. A coisa fica mais ou menos como uma camada de verniz barato numa superfície de um móvel: se arranhar de leve, a madeira crua aparece denunciando a qualidade verdadeira tanto da madeira como do verniz.

Minha mãe dizia: — Calça de veludo ou bunda de fora. Numa alusão às pessoas que se satisfazem com o menor. Está bem, é muito radical mas vou encontrar leitor que irá concordar que não deixa de ser por aí; tenha atenção pois o veludo pode rasgar-se deixando suas intimidades à amostra. Não use veludo verdadeiro se as pessoas estão vendo que você não tem condições para tanto gasto. Use um tecido bom, bonito e durável, cujo preço esteja dentro das suas posses. Tire proveito daquilo que você tem ou pode ter e mais, reaproveite o já existente.

 

Auto-estima muito baixa leva as pessoas a valorizar o "orgulho", confundindo-o com dignidade. Evitam falar com pessoas que de alguma forma venham a estar — ou elas pensam — acima delas, na escala sócio-econômica, intelectual, cultural até indo pelo conceito de beleza que esta pessoa tem. É comum ouvir alguém dizer que "afinal eu tenho orgulho e não vou me rebaixar!" Na maioria das vezes a superestima desses "conceitos e valores" são fabricados pela idealização. O engraçado é que essas pessoas, em geral, sempre fazem a conta em benefício alheio, nunca para elas mesmas.

Sem dúvida, constantemente, estamos lidando com pessoas que se pensam muito mais do que são, que se adicionam valores em demasia. Mostram-se arrogantes, egocêntricas. Essas pessoas vendem demais sua imagem. Não cola, porque não têm como fazer a "entrega" do que vendem. Melhor dizendo, elas não têm nada a vender ou estão vendendo de forma equivocada.

Um deputado federal, rejeitava, por pãodurismo, pagar uma assessoria de imagem. Chegou-se a uma amiga e perguntou qual a imagem que ele deveria vender, se a de intelectual ou a de empresário. O tal candidato era empresário, havia escrito um livro terrível. Costumava ir ter com seus futuros eleitores, nas cidades mais pobres do seu estado, usando um cinto de couro de lésard e camisa de seda. Ele era oriundo de uma família classe média-baixa de um estado muito pobre. Quando adulto, estudou na França. Perdeu duas eleições até admitir que teria que mudar, ser mais ele, um "ele" melhorado, aproveitando as qualidades verdadeiras já existentes.

Acontece que não se pode fabricar uma imagem partindo do inexistente. Trabalha-se a imagem com o já existente, realçando o que é conveniente realçar e transformando as imperfeições em instrumentos neutrais ou de equilíbrio. A preferência deveria recair sobre este último.

Uma jornalista que gostava de falar muito descobriu o que fazer com o inadmissível num jornalista. Desenvolveu uma técnica que ela chamou de a " técnica do morcêgo". Transformou o que era inconveniente e perigoso em instrumento para facilitar seu trabalho. Deu tintas mais fortes ao seu sorriso espontâneo e natural. Ela não precisou mudar. Apenas realocou suas imperfeições e qualidades.

Um dos melhores exemplos que todas nós conhecemos é o Mick Jagger. Aquela boca imensa, desproporcional tornou-se o charme e o caminho para um gordo e longo talão de cheques ao criar o logo da banda. A boca do Mick Jagger, numa pessoa sem imaginação transformaria o portador em um complexado que iria desperdiçar as boas oportunidades de sorrir. Você também pode transformar seu "defeito" num logo atraente. Dê mais atenção aquele ponto e neutralize outros. O Jagger pagou alguém para descobrir isso. Se você não pode pagar ainda, faça você mesma.

 

Os ( falsos ) colleges

Os colleges boys ou colleges girls podem ter feito um curso fora do Brasil. Harvard, Cornell, entretanto, no máximo o que fizeram mesmo foi um cursinho de "cultura americana" via intercâmbio. Fantasiam um estereótipo intelectual e sócio-econômico e o assumem com se isso os classificassem como a mais dourada e pura "tecnologia de ponta".

Uma pessoa tímida, daquelas que descobrem que sempre há um grupo ( e pode haver de fato ) que lhe dão pouco valor, quando não a deixa de lado de maneira acintosa e agressiva. Fazem pouco caso de suas qualidades aptidões ou aparência física. Claro, se você não sabe se vender falando, o que aliás não é a forma mais indicada, então descubra outra forma de vender sua imagem.

Quer uma? Um belo dia você descobre que precisa de uma informação e que um dos membros daquele grupo ou vários membros, sabem a resposta para o que você precisa. Vá lá e pergunte. Voz firme, sem explicações sobre sua necessidade. Mesmo que não obtenha resposta satisfatória, alguém vai responder. A questão é que você demonstrou fazer um "monte" para a opinião deles a seu respeito. Um fator importante, é a surpresa, a imprevisibilidade. Quem naquele grupo imaginaria que você, tão tímido ou tímida, fosse até eles de forma tão direta e desassustada? A pergunta deve ser curta e objetiva. Não puxe papo à toa.

No ambiente profissional sempre se encontra as igrejinhas. O pessoal do grupo college girls ou boys. Aquele pessoal emproado que risivelmente se pensa "pura tecnologia de ponta ", o ISO de gente. Na verdade esses grupos, os dos colleges, sempre se acham compostos das mais brilhantes, bonitas e espertas pessoas e, quase sempre entre eles ou elas, há um que é parente de alguém muito "importante" que pode ser um tio que antes de fugir para Miami, "saiu" na página policial de um jornal, por exemplo.

Evitam conversa com quem não foi eleito para pertencer ao grupo. É um conjunto de atitudes. Fodões ou fodonas do pedaço. O chefe medíocre adora isso. Esse grupos sempre escondem os esquemas que rolam entre eles. Muitas vezes o que acontece é que eles se sentem ameaçados com alguém fora do "esquema". Medo de serem descobertos. Trabalhar contra eles é perder seu tempo. Cuide de você porque o esquema deles um dia fura e deixa todo mundo com a calça de veludo rasgada e a bunda de fora. Fique longe deles, para o bem da sua dignidade. Eles ou elas, vez por outra, usam aditivos e se você for careta, no chance !

Os Colleges existem nos meios empresariais e são indigestos e são até perigosos e/ou periculosos. São grupos fechados, catedrais das grandes, que a qualquer batidinha de estranho, na porta, podem reagir no melhor estilo máfia chinesa. Para as empresárias, romper o bloqueio desses grupos requer uma bela assessoria e consultoria de especializados. Além de muito tato.

Os grupos Colleges dos executivos funciona, um tanto, como os primeiros grupos tratados.

Nos traços da personalidade e temperamento a coisa segue o mesmo padrão. É só pôr a cabeça para pensar e mãos à obra.

Você é maravilhosa e vai saber disso!

 

NOTA do DF: Aguarde o próximo artigo de Rogerio Martins, que vai dar a você o caminho para o marketing pessoal.

 

 

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