.                                                       
                                                                                                                     
                  .DF
                         
.
..                    
.                                                               
    
                          

 

 

    Artigos
    Seguros
    Oportunidades
    Controle de Qualidade
    Pequenos empresários
    Serviços
    Mediação de Conflitos
    Mercosul
    Finanças&Investimentos
    Idéias
    Opinião
    Internacional

 

 

 

 

 

    O ambiente institucional conta muito

 


     Odemiro Fonseca
     31 de Novembro/2008

 

Madrugar, trabalhar muito, estudar com afinco, observar pelo menos cinco dos dez mandamentos a partir do quinto, dar ouvidos à Benjamin Franklin (pontualidade e retidão nos negócios), tudo ajuda a vencer na vida. Mas mesmo que você faça tudo direitinho e ainda seja sortudo e sagaz, é muito mais complicado se você trabalha num país com as instituições econômicas atrapalhadas. Seguem duas histórias para ilustrar a importância do ambiente institucional.

A primeira história começou com uma paixão. Um campeão de tênis americano caiu de amores por uma carioca. Decidiu ficar por aqui. Notou que no Rio não se comia um bom sanduíche de carne moída e grelhada e também que uma bebida gelada que misturava sorvete de baunilha com leite fazia sucesso entre a juventude dourada local, desde que tudo fosse limpo e o atendimento rápido. Em 1952, o tenista americano inaugurou uma lanchonete numa rua de Copacabana, com seu nome na fachada.

Câncer Burocrático
Rodrigo Constantino

Nem mesmo a cegueira ideológica permite mais que os olhos não vejam o estrago que o excesso de burocracia estatal faz com o país. Não há indivíduo ou empresa que não prefira estar na legalidade. Se esta não é a situação da maioria das empresas brasileiras, isto deve-se somente ao lamentável fato do custo de tal legalidade ser proibitivo. Seguir todas as absurdas leis do país e pagar todos os impostos é simplesmente tarefa impossível para a maciça maioria .' Ler mais

A segunda história começou na mesma época. Dois irmãos americanos implantaram o mesmo conceito na Califórnia. O nome deles também estava na fachada da lanchonete. A diferença entre as idéias iguais foi o ambiente institucional. Atualmente a empresa americana vende cerca de duzentas vezes mais do que a brasileira. A empresa brasileira passou por agruras, quebrou as cacundas de duas multinacionais e tem valor hoje graças aos esforços de empresários locais. A empresa americana espalhou-se pelo mundo e tem hoje suas ações nas carteiras de fundos de pensão. Além de ter empregado milhões de jovens, ajuda velhinhos a viverem melhor. O americano do Brasil chamava-se Bob Falkenburg. Os dois irmãos da Califórnia chamavam-se Dick e Mac McDonald.

Ninguém deve concluir que devemos instalar no Brasil as instituições econômicas dos EUA. Mas também não precisamos da obsessão por soluções originais ou acharmos que somos tão únicos que precisamos de teoria econômica exclusiva. Afinal, isso aqui é parte do mundo ocidental.

Instituições econômicas não se reformam sozinhas. Tem que ser uma iniciativa de governo. Programas de aperfeiçoamento das instituições estão sendo implantados em muitos países, com enorme sucesso. Mas no Brasil falta convicção e de muito mau grado, somos empurrados pela realidade. Mas se Lula gastasse um pouco de seu capital político em algumas reformas, os historiadores econômicos, extasiados, iriam se dedicar à ele.

Lula poderia ser mais afirmativo em algo que comentou com Daniel Ortega, de que o governo não deve ser empreendedor nem escolher quem deva ser, mas sim criar um ambiente propício para que existam e surjam empreendedores. Lula poderia criar um programa para simplificar a abertura, venda e encerramento de empresas, problema muito sério no Brasil.

Lula poderia exigir forte melhoria na qualidade da administração fiscal, com suas exigências acessórias, um enorme custo Brasil. Mas seria incrível se além da simplificação fiscal houvesse uma redução nas alíquotas. Estudo recente da PricewaterhouseCoopers mostra que um aumento de 10% nas alíquotas das empresas diminui a relação investimentos/PIB em 2%. E falar em imposto progressivo e sobre fortunas é dar tiro no pé.

Lula poderia pedir mais pressa e mais audácia na reforma dos sistemas previdenciários dos governos. O que está sendo discutido já é um grande avanço, com a criação de um teto para as transferências intergerações. Além de algum impacto fiscal positivo à curto prazo, irá dar um sinal muito positivo aos investidores, pela desativação de uma perigosa bomba fiscal. Seria demais pedir ao Lula uma reforma trabalhista.

Odemiro Fonseca é empresário - O Globo, 19, 06, 2008. Instituto Millenium.

 

DF
Interativas

Amizade

ClubeDF

CtrlQualidade

Participe
Expatriates

Onça

Amor

Seguros

Socorro

Trabalho&

Negócios

Serviços

Separação

Moda

ElesPorEles

Viagem

Cultura

NetColun@

NetHumor

Brechando

Entrevistas

Mulher

JovensElas

Noivas/Noivos

Perfumes

Lar&Casa

Lojas

Saudável

Internacional

Lazer

Lojas

Temáticos

Editorial
Opinião
Editora
DF

[ Domínio Feminino © 2000-2001. Todos os direitos reservados. ] Brasil - Brazil We speak brazilian Portuguese