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Maria José Loredo Moreira de Souza, mulher, mãe, vítima.
Qual o tamanho da solidariedade feminina? Ela existe mesmo ?

 
Seja ditadora
da sua moda

Incremente a moda de inverno, começando desde já a preparar peças de roupas e acessório em tricô. Um pulover personalizado ou uma suéter com estilo.

 
Como estão as cortinas da sua casa?
 

Mesmo com dinheiro suficiente, sobrando, nós mulheres brasileiras precisamos aprender o que já sabem as mulheres dos países ricos: economizar, gastar menos e ter qualidade e durabilidade.
Durabilidade é a palavra-chave. Se um bem tem durabilidade isto significa economia. Essa máxima deveria ser utilizada para vestuário, roupas de toda a ordem, cama, mesa, banho e o mais.

 

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Lutando

 

 

       O sofrimento afetivo

 

         Dr. Antonio Carlos Alves de Araújo
         Psicólogo

         Em 06, Agosto/2001

 

Qual o tipo de relacionamento que estamos buscando?

"Idéias centrais do texto-relação entre classes sociais e afetividade, viver o pior através de uma relação".

Temos de reconhecer que em nossos tempos atuais, um dos maiores dramas vividos é à busca do parceiro (a) ideal, que nos preencha ou nos traga a satisfação ou felicidade esperadas, dando um sentido mais amplo às nossas vidas tão monótonas. Infelizmente tal busca acaba sendo uma das mais árduas tarefas da nossa existência, rodeada de conflitos de toda espécie. Uma reflexão profunda é mais do que urgente, no sentido de nos conscientizarmos sobre o que afinal de contas estamos buscando, pois sempre falamos de troca, amor, amizade, companheirismo e cumplicidade, mas parece que cada vez mais atraímos disputa, indiferença, ausência, mágoa e principalmente incompletude.

Em determinada altura, podemos até dizer que de um relacionamento, se instala um mecanismo automático da divisão do pior, ou uma espécie de ousadia para com o outro, forçando-o a vivenciar os mais obscuros elementos da personalidade humana como forma de testar os limites da pessoa. Obviamente todos fracassam nesse ponto, pois tal fato é o cerne da relação do mais puro poder entre os seres humanos, e a divisão do que seria o melhor fica totalmente comprometida por um dos lados achar consciente ou inconscientemente que o outro não é merecedor da plenitude amorosa, lhe passando então toda uma mensagem diária de sofrimento e angústia.

Viver junto com alguém jamais é uma prova de amor, esta última se manifesta principalmente no combate ao desinteresse. Já está mais do que na hora de admitirmos que a busca da satisfação amorosa e sexual quase sempre é suplantada por elementos destrutivos, sendo a autocomiseração seu expoente máximo. Se observarmos atentamente nossa realidade social, não será nada difícil a confirmação de tal fato, pois constantemente somos apanhados pelo mecanismo não apenas da queixa, mas um prazer interno na vitimização ou sacrifício de nossos mais altos desejos, nos tornando mártires frente ao outro. Obviamente esse traço religioso impregna nossas almas, e acabamos nos reconfortando com o mesmo às custas de nossa evolução afetiva e espiritual.

O reconhecimento de que elementos destrutivos e paranóicos operam numa relação é fundamental para um constante diálogo entre dois seres que almejam principalmente serem bem sucedidos em sua empreitada amorosa. A questão do amor jamais deveria ser usada como elemento propagandístico ou de um fundo religioso, pois é desvirtuar o maior potencial humano, e infelizmente a tendência à divinização do mesmo nada mais é do que uma compensação pela recusa de sua doação. Sempre será mais fácil amar uma entidade do que testar esse mesmo potencial com alguém ao nosso lado. Preferimos a destrutividade em detrimento das coisas darem certo, e sabendo de tal fato ainda continuamos absolutamente impotentes e inoperantes.

Ausência, desinteresse, indiferença, imobilismo, quais destes processos acabamos reforçando diariamente? Assim como no campo econômico e social, infelizmente temos três categorias de relacionamento:

1) a absoluta miséria afetiva;

2) uma relação sempre conturbada pela disputa de poder e mágoa;

3) alguns poucos privilegiados que tem acesso à satisfação plena e prazer a dois.

O que quase ninguém percebe, é que nesse campo afetivo a mudança de uma categoria para outra depende exclusivamente dos recursos pessoais de cada um, sendo talvez uma das raras vantagens que estão a nossa disposição na sociedade demente em que aceitamos viver. Por fim, gostaria de discutir um dos aspectos mais penosos de uma relação, que se trata da mágoa. Esta passa a ser o elemento mais devassador do outrora espírito amoroso, restando apenas o rancor, revolta e ódio em relação à determinada experiência afetiva.

Fazer alguém sentir os mais abjetos sentimentos humanos como a mágoa, por exemplo, é a mais clara demonstração do lado obscuro do poder sobre outro ser humano, lhe retirando totalmente seu poder pessoal e direito de vivenciar experiências realmente gratificantes.

A questão do perdão se insere neste contexto, pois quem dá ou o recebe está exercendo da forma mais pura o poder sobre o outro, sendo que muitas vezes nos esquecemos de refletir até que ponto determinada relação já não se exauriu por completo, restando apenas elementos nocivos a saúde afetiva de ambos.

A perseverança em determinada relação não aborta novas possibilidades para ambos os parceiros?

Nesse exato ponto podemos falar de uma nova tentativa ou apenas o mais puro exercício da posse?

Creio que todas as questões levantadas deveriam ser objeto quase que diário de discussão e reflexão entre dois seres que buscam não apenas viverem juntos, mas, sobretudo o eterno desafio da satisfação mútua e concomitante sentimento de se sentirem especiais por estarem com alguém que a cada dia renova o sentido da sua existência e inserindo o prazer na mesma.

 

ANTONIO CARLOS ALVES DE ARAÚJO- PSICÓLOGO

C.R.P. 31341/5

ENDEREÇO: RUA ENGENHEIRO ANDRADE JÚNIOR, 156,

TATUAPÉ- SP-SP

EMAIL acaa@ig.com.br

CONTATOS E CURSOS: 66980558

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