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Dia do
Consumidor
 

Maria José Loredo Moreira de Souza, mulher, mãe, vítima.
Qual o tamanho da solidariedade feminina? Ela existe mesmo ?

 
Seja ditadora
da sua moda

Incremente a moda de inverno, começando desde já a preparar peças de roupas e acessório em tricô. Um pulover personalizado ou uma suéter com estilo.

 
Como estão as cortinas da sua casa?
 

Mesmo com dinheiro suficiente, sobrando, nós mulheres brasileiras precisamos aprender o que já sabem as mulheres dos países ricos: economizar, gastar menos e ter qualidade e durabilidade.
Durabilidade é a palavra-chave. Se um bem tem durabilidade isto significa economia. Essa máxima deveria ser utilizada para vestuário, roupas de toda a ordem, cama, mesa, banho e o mais.

 

Portal www DominioFeminino com

 

 

 

 

      Crise nossa de cada dia

        Thereza G. Guedes

 

Flores desbotando e murchando

Desde os primeiros dias de recém-casados, quando o par conjugal passa a conviver com as imperfeições um do outro, descobre o quanto vai necessitar ceder e trabalhar para conseguir ocupar seu espaço em nome da harmonia. Desde este momento, tão primeiro na vida de um casal, as pequenas crises, mesmo as momentâneas passarão a fazer parte do cotidiano. Impossível uma relação tão próxima como a vida em comum não gerar desconfortos mas, com tato e bom senso, sabe-se que nunca se deve chegar as vias de um impasse. Ou seja, deve-se deixar uma janela, ou mesmo uma seteira aberta, para a recondução do diálogo.

Muito das " crises conjugais " que pensamos estar enfrentado, algumas delas são causadas, não raro, pela insatisfação pessoal de um do par. Insatisfações e frustrações que acabam por serem projetadas no outro. Cabe pensar o que é "meu", o que é " dele" e o que é "nosso". Quando se encontra a resposta no que é "nosso" aí sim, há o risco de se estar vivendo uma crise conjugal. Mas, o que é "meu" e o que é "dele" se não for cuidado, sem dúvida acabará por transformar em " nosso" problema.

Cuide desse jardim

A noção de companheirismo está mais para amenizar essas individualidades; ao repartir o que é de um com o outro exerce-se o companheirismo que ameniza o sentimento de solidão com determinado peso de responsabilidade individual. Dividindo com o marido certa carga de frustrações e instatisfações decorrentes da vida profissional, ou que seja até com insatisfação de desenvolver determinadas tarefas que diz respeito ao lar e à casa o caminho para não acumular essas frustrações já garantem que se evite uma crise. O marido por sua vez, encontrando o mesmo respaldo não travará os sentimentos dele.

O que acontece quando se trava os sentimentos por muito tempo seguido é que acaba-se por se ter mais vontade de falar, de desabafar. Assim o silêncio será uma incômoda tônica na vida de um casal. Depois, tudo é uma grande solidão, uma grande mágoa. Imensa. Continuando, o bolo vai crescendo com o fermento da mágoa e do silêncio. " Eu não falo com ele porque não vai adiantar, ele não vai ouvir" . O inverso acontecendo paralelamente. Abalada a noção e o sentimento do que seja companheirismo, só resta a solidão. Um vaga pela casa evitando o outro. Os projetos não incluem o outro, os desejos não incluem o outro.

O casal ao agir de forma desrespeitosa, individualmente. ofende o conceito de conjugação de vida íntima. O desrespeito entre um casal, não acontece apenas com atitude ou comportamento; ela acontece a partir do momento em que o outro não foi participado, ou convidado a participar quando poderia ter sido. E a pergunta é por que fui esquecido, ou esquecida?

Se prestarmos bem atenção, os filhos têm um peso muito importante nessas crises. A carga de cobrança feita à mãe que por sua vez, devidamente, a divida com o pai. Não raro as posições se polarizam de acordo com a situação do casal naquele momento. A mãe muitas vezes entendem com mais facilidade as situações dos filhos. E quando acontece de o pai não concordar, há sempre a tentativa de um prevalecer sobre o outro e o ( ou os ) filho ( os ) sem querer, colaborar com a instauração de uma marola conjugal. É claro que em circunstâncias normais, em não havendo outros tipos de conflitos vividos, mesmo que individualmente, o casal tira de letra. Mas quando jã existe um processo subterrâneo. A gota d' água faz barulho.

Qualquer crise tem sempre a característica de passageira, enquanto se tome providências para esmiuçar suas causas.

 

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