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Por Maria da Penha
Vieira
Guerra ao almíscar
Não apenas ao
almíscar, mas à tuberosa, âmbar e outros. A
composição de Água das Mil Flores, sobretudo
quando se tratava das fezes de indivíduos saudáveis
e vigorosos, foram utilizadas como matéria-prima na perfumaria
( arômatas ), num certo tempo. O almíscar foi banido,
nesta época, acusado por Frédéric Hoffmann,
que segundo ele, pairava suspeição sobre os perfumistas
que estariam fazendo uso de excremento de ratos para substituir
o verdadeiro almíscar. Ao mesmo tempo, químicos e
higienistas perfilam-se contra a Água das Mil Flores: o cheiro
da bolsa odorífera do almiscareiro mataria o caçador
que esquecesse de tampar o nariz antes de se aproximar de sua presa.
A Igreja estava por trás reforçando, pelos seus interesses
morais.
Outra teoria contra
os arômatas animais: os fortes odores esgotariam o psiquismo
ou criavam inquietações que por vezes provocavam o
estupor. " Se é o prazer que começa a sensação,
afirmava Bouffon, é a dor que a completa", a propósito
dos efeitos colaterais.
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