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Por Maria
da Penha Vieira
Saúde
Sanitária
Os
caminhos percorridos pelos perfumes não foram tão
fáceis como se possa supor. Como todas as descobertas,
uma vai dependendo da outra para firmar-se. O perfume que
passou das poções mágicas — onde viveu
por muitos milênios —, passou à curativas; no
Ocidente, teve caminhos incertos ao sabor das especulações
e pesquisas empíricas dos primórdios da Saúde
Sanitária, quando o olfato teve seu reconhecimento
como um dos sentidos importantes — até encontrar —
por um brevíssimo e oscilante espaço de tempo
— respaldo através das primeiras e titubeantes descobertas
na Química.
As
descobertas científicas, na química, sobre o
ar, do inglês Joseph Priestley ( descoberta primeira,
que posteriormente, foi apresentada ao eminente químico
francês Lavoisier ) desenvolvidas por Antoine Laurent
Lavoisier ( pneumáticas, ligadas à respiração,
à combustão ). Lavoisier foi o primeiro a desenvolver
e usar instrumentos de precisão para medir as alterações
de peso de reagentes e produtos das reações.
Até esse período, entre 1760 e 1780, cientificamente,
nada estava ligado às qualidades atmosféricas
— instrumentos científicos medidores dessas qualidades.
1788,
já tendo sido descoberta a água sanitária
de Javel e manufaturada pelo conde de Artois, foi uma descoberta
importantíssima para a Medicina Sanitária. O
farmaceutico Labarraque substituiu o clorato de cal pelo do
cloro e assim consegue um potente desinfectante.
Quando
da morte de Luís XVIII foi confirmado o sucesso de
Labarraque. Pelo odor terrível, exalado do cadável
do rei, foi preciso chamar o farmaceutico que embebeu um lençol
em clorato de cloro. Os efeitos de tais descobertas acabaram
por alterar procedimentos da engenharia de edificações:
a exaustão e a invenção do ventilador
de Van Hecke.
Portanto,
a história do perfume está mais ligada à
busca desesperada dos higienistas em encontrar a saúde
do ar e à manipulação religiosa de acordo
com os interesse políticos. A adequação
dos horários para usar-se os perfumes, as colônias
etc., podem ser compreendidos com imensa facilidade.
- Os perfumes ( mais fortes,
gordurosos, animais e vegetais ) à noite, hora da
luxuria das mundanas.
- As águas de colônias
e toaletes florais — durante o dia, após o banho,
no sentido da pureza e do frescor espiritual, da higiene
corporal que desperta as fragrâncias sutis. Os cheiros
de santidade das águas purificadoras que defendem
a mulher de ceder à lascívia e à concupiscência
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