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Cinco homens viajando num vagão do trem Expresso Oriente: um russo
O russo encheu um copo de vodca, olhou para o copo elogiou o líquido brilhante e incolor e disse: Nossa vodca é inigualável, ninguém consegue fazê-la maravilhosa como nós. Temos tanta vodca maravilhosa que podemos até jogar fora. A melhor vodca é a nossa. E atirou o copo pela janela do vagão do trem. O cubano passou o charuto pelas narinas para sentir-lhe o perfume. Acendeu um e deu uma generosa baforada. Charutos...só mesmo os nossos, cubanos! Temos tanto que exportamos e até podemos nos dar ao luxo de jogar fora. Os melhores charutos são os nossos. Passou o braço pela janela e atirou fora o charuto. O americano só olhando. Deu um tempo, todos em silêncio, esperando que ele dissesse alguma coisa. O americano levantou-se, agarrou seu advogado que o acompanhava, e o atirou pela janela. O brasileiro, um ministro desgarrado da entourage que negociava no exterior, levando seu assessor à tiracolo gabou-se de que o pessoal das assessorias sabiam como fazer dinheiro, mas tanto dinheiro que chegavam a dividir com os chefes e muitos colegas. Nenhum país do mundo tem tantos assessores capazes de arranjar tantos negócios com tantos lucros. Nós temos, tantos, tantos assessores que sabem como fazer maracutaias que até jogamos fora também. O assessor olhou para o ministro e o ministro se jogou pela janela. |