Fidelidade conjugal
faz mal?
Artigo
2 Maria Luiza Curti
mlcurti@uol.com.br
Coordenação
editorial: Adriana
Murin
01, Setembro/2001
Hoje,
os conceitos coloniais americanos não fazem
mais sucesso. Os Estados Unidos com sua fama de
puritano estão na liderança mundial
(50%) em matéria de infidelidade amorosa.
Quem diz é a pesquisa de comportamento sexual,
realizada pela Durex Global Sex Survey para um fabricante
de preservativos, em 1998.
No
princípio da colonização americana
as mulheres acusadas de infidelidade eram condenadas
por religiosos a usar, costurado a seu vestido a
letra "A" de adúltera, em tecido
vermelho, o que inspirou o romance de Nathaniel
Hawt (1804-1864), que mais tarde virou filme estrelado
por Demi Moore:"A Letra Escarlate".
No
Brasil, o Instituto Data Folha, em 1997 realizou
uma pesquisa sobre o comportamento sexual do brasileiro,
mas seus resultados com relação à
infidelidade não podem ser levados ao pé
da letra. Apenas 13% confessaram ser infiéis.
Dá para perceber que os entrevistados foram
pouco sinceros ao responder às questões.
Dá também para depreender que a mulher
brasileira que trai, se esconde e o homem tende
a exagerar seus pulos.
A
traição já não é
mais um assunto tabu; hoje, é discutida mais
abertamente. Quando a nova legislação
entrar em vigor, mesmo que tardiamente, o adultério
não será mais crime.
Há
pessoas que conseguem equilibrar uma relação,
mantendo uma outra paralela e garantem que os três
são felizes assim...
Vejo
com reservas esse conceito, pois, se o relacionamento
é tão bom, que tal perguntar ao outro
o que acha da inclusão de mais um, caso contrário,
alguém está sendo hipócrita
e outro alguém está sendo enganado.
Se o parceiro concordar em participar do triângulo,
nada contra.
Não
é questão de puritanismo e sim de
clareza sentimentos, pois, na verdade, tanto o homem
como a mulher, apenas cedem lugar para mais um na
vida deles quando o relacionamento não está
bem. Se a união tiver qualidade, há
sincronia de sentimentos, confiança, cumplicidade,
intimidade e não sobra espaço.
Nesse
caso a fidelidade só faz bem.
Maria
Luiza Curti é psicóloga
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para : dominiofeminino@dominiofeminino.com.br