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Dia do
Consumidor
 

Maria José Loredo Moreira de Souza, mulher, mãe, vítima.
Qual o tamanho da solidariedade feminina? Ela existe mesmo ?

 
Seja ditadora
da sua moda

Incremente a moda de inverno, começando desde já a preparar peças de roupas e acessório em tricô. Um pulover personalizado ou uma suéter com estilo.

 
Como estão as cortinas da sua casa?
 

Mesmo com dinheiro suficiente, sobrando, nós mulheres brasileiras precisamos aprender o que já sabem as mulheres dos países ricos: economizar, gastar menos e ter qualidade e durabilidade.
Durabilidade é a palavra-chave. Se um bem tem durabilidade isto significa economia. Essa máxima deveria ser utilizada para vestuário, roupas de toda a ordem, cama, mesa, banho e o mais.

 

Portal www DominioFeminino com

 

 

 

 

              Entrevista com Bianca JHordão,
           líder da Banda Leela
           
Clique ler sobre o CD

 

A imagem de bad girl está mais para passado em tempos de passagem. Passagem da adolescência para a mulher adulta profissionalizada.

Bianca jHordão com uma trajetória precoce que lhe deu chão o suficiente para subir e descer as escarpas do mundo artístico musical como líder da banda Leela; uma mulher perseverante, doce e forte. Nenhum desses adjetivos empana a capacidade de ser "atrevida" no melhor dos sentidos. Ousada, no mínimo.

BTW, não falem mal do signo de Leão perto de um leonino, assim como do de Aquários perto de um aquariano. Esses dois signos apavoram os astrólogos: a vaidade deles não permite que eles ouçam alguém dizer como eles são. Mas, trocentas mil outras qualidades cercam o signo de Leão, o signo da máquina do rock, que estamos entrevistando, Bianca Jhordão. Organizados, os leoninos, são exigentes ( com outras pessoas ), generosos, bons amigos e líderes natural. Eles ganham todas no Fogo e no Sol, ou seja no suor. São mulheres de atitude visto que o signo é masculino ( e machista pelo visto ).

Leonina, nascida no Rio no dia 4 de agosto de 1977, 24 anos. Aos sete anos seus pais resolveram morar em Itaipava, Petrópolis e lá ficou por onze anos.

— Na época, Itaipava era uma cidade muito pequena e não tinha quase nada. Me senti um pouco isolada, ainda mais porque minhas amigas estavam todas aqui no Rio. Hoje em dia percebo que ter passado a adolescências lá foi maravilhoso: morava num sítio com cachorros, piscina, pomar, horta, coisas que se eu morasse aqui no Rio não teria.— Bianca relembra.

DF — Bianca, como aconteceu sua iniciação na música ?

Bianca jHordão — Sempre gostei muito de ouvir música. Minha mãe e meu pai tocam piano muito bem e um dia descobri que minha mãe também tinha um violão. Tive curiosidade em aprender, mas o que eu realmente queria tocar era bateria, mas meu pai disse que não me daria uma. Passei a aprender o violão mas dormia nas aulas de teoria. Eu sentia dificuldade em começar a tocar porque sou canhota e meu professor na época disse que me ensinaria a tocar do lado "normal" (o destro). Na verdade acho que ele não sabia ensinar a canhotos. Até hoje toco no lado "certo", mas acho que se tivesse aprendido a tocar canhota tocaria melhor. Um dia eu aprendo.

DF — O quê deu origem a sua imagem de bad girl?

Bianca jHordão — Coisas da adolescência, pode ter sido isso. Quando tinha 15 anos fui chamada para comandar um programa na Rádio Tribuna FM, em Petrópolis. Trabalhei na rádio durante 2 anos e depois passei a ter meu próprio programa, o "Alternative Mind", que tocava música alternativa e novidades do rock. Eu fazia o programa com um amigo meu, o Sidarta, e nós éramos muito censurados por parte da rádio.

Parece absurdo, mas tínhamos que ir durante um dia da semana mostrar todas as músicas que iríamos tocar no programa, que era aos sábados das 18 às 19h. Se o programador da rádio achasse que era um pouco pesada ou não iria combinar com a rádio, ele não deixava tocar. E isso porque tínhamos a maior audiência da rádio e patrocinadores bancando o programa. O diretor da rádio não aceitava que uma "adolescente que gosta de rock" tivesse o programa mais ouvido e resolveu acabar com o programa. Fiquei muito revoltada. Alguns meses depois fui tentar voltar com o programa, mas eles não aceitaram.

DF — E essa coisa de entrar na música de cabeça, com banda e tudo?

Bianca jHordão — Aconteceu que mudei para o Rio para fazer a faculdade de jornalismo e comecei a escrever resenhas de discos para algumas revistas. Durante um show no Ballroom, conheci a Eva e, juntas, formamos o Pólux, minha primeira banda. Não sabíamos tocar direito mas resolvemos cair de cabeça e aprender a tocar, cantar e compor. Foi tudo muito rápido. Com um mês de banda gravamos nossa primeira demo com 3 músicas e começamos a fazer shows pelo Rio. A banda também contava com a Marcela Gomes na bateria e o Rodrigo Brandão na outra guitarra.

A banda durou 3 anos. Nos apresentamos em vários lugares do Brasil, e em importantes festivais como o Abril Pro Rock de 98 (Recife), Palco do Rock 99 (Salvador), SuperDemo, etc. Tocamos com várias bandas legais, conhecemos muitas pessoas interessantes e fizemos nossa história no meio under daquela época. Foi muito divertido. Não tinham muitas bandas com garotas quando o Pólux surgiu e senti dois lados muito fortes: ao mesmo tempo que chamava atenção ter mulher tocando e cantando, a cobrança é bem forte. As pessoas cobram muito mais de você ter que cantar bem "afinadinho e bonitinho", tocar bem, Ter presença de palco, ter atitude, ter visual, etc.

DF — Você já coleciona uma boa lista de parcerias. Onde isso começou?

 

Bianca jHordão — Em 99 conheci o Fausto Fawcett num show do Pólux. Ele nos viu tocar no MAM, no evento do Chacal, o CEP 20000 e depois do show me chamou para fazer parte da banda dele. Nos reunimos e fizemos as musicas para o show "Dallas Melrose" que teve uma temporada no Rio no mesmo ano.

Fausto deu uma parada porque tinha que terminar o livro dele Copacabana Lua Cheia mas continuávamos a nos falar. Em 2001 nos reunimos novamente (e dessa vez com a participação de Dado Villa Lobos na outra guitarra) para shows no Free Zone no Rio e em Porto Alegre. Fausto e eu nos tornamos além de amigos, parceiros de música. Começamos a compor juntos para o Leela e atualmente no nosso show tocamos 3 músicas dessa parceria: "Romance Fugitivo", "Último Jantar" e "Qualquer Um". No fim do ano passado Fausto, Dado, Marcelo de Alexandre e eu começamos a compor as novas músicas para o próximo show do Fausto, que irá estrear em março. Fizemos 19 músicas em pouco mais de um mês.

DF — A volta à Banda, como é que aconteceu?

Em meados de 2000, o Pólux terminou e eu e Rodrigo Brandão (que também tocava guitarra no Pólux) formamos o Leela. Chamamos a Katia Dotto para o baixo e o Luciano Grossman para a bateria. Juntos gravamos nossa primeira demo, que tem 3 músicas "Ver O Que Faço", "De Vez" e "Nenhuma Palavra" em dezembro de 2000. Lançamos esse material em janeiro de 2001 e começamos a fazer shows pelo Rio.

DF — Como está sendo a trajetória da Banda Leela

Em maio de 2001, o Leela tocou no festival MADA em Natal (RN) e seguiu com uma pequena turnê pelo Nordeste: shows em João Pessoa, Aracaju e Salvador. Em junho tocamos na festa "London Burning", em São Paulo e também nos apresentamos no programa da TV Cultura, "Musikaos" e no Sesc de São José dos Campos. Em novembro tocamos no "Goiânia Noise Festival" ao lado de Ratos de Porão e Wander Wildner. Menos de um mês depois voltamos a cidade para outra apresentação e ainda tocamos em Brasília no festival de 10 anos do programa de rádio "Cult22". Em dezembro fomos para Belo Horizonte e em janeiro vamos tocar no festival Humaitá Pra Peixe (no próximo dia 15 de janeiro), no Ballroom junto com o Arnaldo Brandão (no dia 21 de janeiro) e depois iremos para o Sul tocar no "Festival Senhor F" em Florianópolis e ainda em Porto Alegre.

DF — E depois da música?

Bianca jHordão — Adoro fotografias. Adoro tirar fotos de todos os meus momentos. Tenho fotos de todos os shows doPólux, do Leela, das minhas viagens, meus cachorros....Essa minha mania começou quando um dia minha mãe me mostrou uma caixa enorme aonde ela guardava várias fotos. Tinham fotos dos amigos dela, das viagens e o que eu mais gostava era de observar o estilo de roupa das pessoas nas fotos, dos cabelos, das situações e também de saber um pouco mais sobre a vida dela. Desde então comecei a clicar todos os meus momentos e quando revelava as fotos, anotava o nome das pessoas, o lugar e a data de cada foto. Até hoje faço isso.

 

Bolinha rápida:

DF — Bianca, fazendo uma pausa profissional ( risos ) e o sexo? Vale tudo?

Bianca jHordão — Vale se você estiver a fim. Fazer qualquer coisa forçada não existe.

DF — Considera que na hora da vingança a mulher é mais perversa do que o homem?

Bianca jHordão — Sim. a mulher calcula melhor sua vingança. por exemplo, a mulher pode simular um orgasmo, o homem não. A partir daí tudo fica mais fácil se a mulher tiver o controle da situação.

DF — Mulher detona mas a outra quando se sente ameaçada, mais do que homem ?

Bianca jHordão — Detona.

 

Perfil:

As bandas que mais me influenciam são Pixies, Weezer, Smashing Pumpkins, Bealtes, Portishead.

O filme que mais me marcou foi "A Noviça Rebelde" que vi quando era pequena. Foi quando percebi que a música teria que fazer parte da minha vida. Comprei o disco, o filme e quero comprar o DVD....

Meu diretor preferido é o Buñuel. Vi quase todos os filmes dele, são surpreendentes, maravilhosos. Recentemente, os filmes de que mais gostei foram "Clube da Luta", que critica o "american way of life" recente e "Cecil Bem Demente", que faz uma crítica literalmente violenta a Hollywood (e essa crítica pode ser estendida à indústria fonográfica também). É uma crítica ao mainstream, ou seja, a megas-produções patrocinadas por corporações feitas só com o intuito de gerar lucros utilizando-se de clichês bem manjados.

 

                    

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