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O
que há de mais doce
na Suiça
Berta Ataíde
05 Agosto/2004
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Setembro, 27 de 2001 o povo suiço
estarrecia, quando um atirador solitário disparou
e matou em 14 pessoas em Zug, perto de Zurique. Imediatamente,
o ministro suíço da justiça, à época, Ruth
Metzler, acusava as leis liberais do próprio país.
A esquerda assanhou-se logo, mobilizando a opinião
pública para convencê-la que que a liberdade
que salvou seus antepassados não mais valia. Um fato
comprovado durante quatro séculos, desabava por causa
de uma isolada ocorrência, de origem tão nebulosa
e passível de questionamentos. Um país pequeno,
grandes bancos, grande e sofisticado parque industrial,
grande fabricante de armas. O melhor chocolate. O melhor
dos doces: um povo livre.
A tradição
de que um cidadão armado correspondia a uma fortaleza,
que vigorava desde 1291, correspondia igualmente, a povo-
exército em permanente defesa de seus interesses, interesses
da nação, consequentemente, do povo suiço.
Dessa forma aquele povo resistiu a diversas tentativas de
dominação e, exatamente as fortificações
civis espalhadas pelo território montanhoso, impediu
Hitler de invadir aquele país para tomar-lhe as reservas
de ouro.
Com bases na estratégia
de segurança do suiços, onde cada cidadão
representava a segurança, o povo americano inspirou-se
para adicionar emenda à Constituição
Americana que garantia aos seus cidadãos o direito
de possuir e portar arma, que poderiam ser necessárias
à segurança de um Estado livre, seja do usurpador
externo ou interno.
Apesar do barulho
"pacifista", a tradição ainda vigora na Suiça
onde os homens de 20 a 42 anos são requisitados a manterem
suas armas e lojas de armas são encontradas em qualquer
esquina. Por ter em cada um dos seus cidadãos um soldado
atento, assim, a Suiça ficou apenas como espectadora
das duas Grandes Guerras Mundiais.
As argumentações
usadas pelos ditos "pacifistas" não se sustentam
nem quando alegam que o registro é essencial por possibilitar
a identificação da arma, quando, poucas vezes,
o assassino deixa a arma no local do crime assim como pode
muito bem recolher as cápsulas deflagradas. E quando
ocorre de deixar a arma, ela não é uma arma
registrada. Segundo estudos, nos Estados Unidos, em áreas
que compreendem Havaí, Chicago, e Washington, C.C., nenhum
crime foi elucidado por identificação através
da arma com bases nessa teoria e a lei que a sustenta.
Hoje, o serviço
militar para homens suíços é universal. Aos 20 anos, cada
cidadão recebe 118 dias consecutivos de treinamento
militar. É o momento em que ele se reúne com
seus concidadãos em quatro idiomas oficiais: Alemão,
francês, italiano e Romansch, além de muitos dialetos.
Será mesmo
que os casos de atiradores solitários são apenas
fatos sem conexões ou táticas terroristas com
inteção de dobrarem os países que ainda
insistem em tentar manter sua soberania e seus povos livres
?
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