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  No oco do mundo (*)

   sub-t

 

   Glacy Domingues
   04, Janeiro/2005

Nos rudimentos de História do Brasil, aprendi no primário, que o País era governado por três poderes com características próprias, mas agindo harmoniosamente. Bonito, não? São eles: Executivo, Legislativo, e Judiciário..

O primeiro, é quase como uma dona de casa que gere, distribui e controla as despesas da família. E ainda, fiscaliza a boa execução das leis elaboradas pelo legislativo.

Desde o começo dessa divisão de poderes, dizia-se que o primeiro, o executivo, sempre foi meio maroto. Mas, se comparado com a nossa realidade, foi apenas um pouco travesso. Não sei onde irá parar o nosso País, a continuar essa escalada de desgoverno, escândalos sucessivos, roubalheiras descaradas, etc. Talvez, vá parar no oco do mundo, que pode ser o lugar de onde vem tanto dinheiro para ser mal usado. Pode ser até que encontrem as contas fantasmas .Alguns, situados em escalões mais altos da administração, dispõem de tanto dinheiro, que parece que colhem em árvores no fundo do quintal. Poderiam distribuir mudas para o povo.

O segundo, sempre foi mais afoito nas suas travessuras. Tanto que o termo «é um político», passou a ser uma tarja quase negativa. Pelo menos, de alerta. Há muito se sabe que uma parte de seus membros, são aventureiros que dão vazão às suas megalomanias, sempre protegidos pela impunidade de suas leis, sempre feitas pelos próprios, que garantem também sua imunidade.

A ganância, ignorância, ambição de muitos eram e são aproveitadas por aqueles que queriam ou querem Ter PODER. PODER. Oh! Palavrinha perigosa!

A corrupção é visceral no homem. Está sempre em latência. Em alguns, nunca desperta. Em outros, está em atividade vinte e quatro horas por dia. Dessa parte ativa, alguns são corruptores e os outros, corrompíveis. Uma parte não vive sem a outra.

A sabedoria popular já há muito, usa uma filosofia tão transparente quanto indiscutível:« quando um não quer, dois não brigam«

O terceiro, judiciário, até há algum tempo, parecia imune à doença dos outros dois, e até gozava da credibilidade da Nação. De repente, parece que alguns acordaram e quiseram recuperar o tempo perdido. Para alcançar os colegas de Poder, passaram a fazer as mais infames e inacreditáveis tramóias. Foram partícipes de escândalos, que ninguém acreditava pudessem tolerar, quanto mais compactuar.

Hoje, juiz de futebol é mais respeitado pelo povo, porque sua atuação, suas atitudes, são tomadas à vista de todos, em campo aberto...

E nós, o povo que não pertencemos a nenhum Poder, como ficamos? Será que teremos que ir buscar o nosso também no oco do mundo?

 

oco (ôco) * Expressão nordestina: lugar desconhecido.

www.militar.com.br/artigos/artigos2001/ glacydomingues/noocodomundo.htm.

Sobe

 

                    

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