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Nascida para ser livre

 

Berta Ataíde
07 Agosto/2004

 

Milla Kette nossa colaboradora, toda orgulhosa, exibe seu riffle assim como seu registro no seleto RNA ( National Riffles Association ). Nossa amiga inicia-se na prática do esporte de tiro-ao-alvo. Para nós, brasileiros, tanto a foto quanto nossa notícia soará como um apoplético sacrilégio político, em plena campanha pelo desarmamento, apenas dos cidadãos para torná-los inofensivos à sociedade ( brasileira ). Nenhuma forma de vida pode ser considerada inofensiva, principalmente a humana. Essa, talvez, seja menos do que quaisquer outras.

Enquanto era finalizado o Projeto do Desarmamento, dois grandes crimes abalaram o noticiário com destaque para o norte-americano, mórmon, assassinado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, sem que tenha sido dado, um só tiro. Muitos outros têm sido noticiados. Assassinatos cometidos com facas, facões, porretes, martelos e socos. Pedradas matam.

Também, as rebeliões dentro dos estabelecimentos carcerários, inúmeras mortes de presidiários aconteceram com uso de simples instrumentos contantes fabricados manualmente.

A arma branca existe e se esqueceram disso, os preocupados com o desarmamento. Talvez nunca tenham ouvido falar em arma branca, que pode ser até um cotovelo — articulação entre o braço e o ante-braço — , bem aplicado, no lugar certo, é uma arma. Um pedaço de corda, enforca. Um par de mãos, mesmo que falte algum dedo, também mata. Uma agulha de costura, quem diria?!! Mata feio e dá trabalho elucidar o crime, se introduzida em parte delicada do corpo, seja humano ou "animal".

Diante disso o que se vem chamando de desarmamento, parece ter todos os objetivos, menos o de intervir na escalada da violência. O número de mulheres iniciadas no mundo do crime já é espantoso mas não tanto quanto as mulheres vítimas da violência doméstica e urbana.

Todos os dias os noticiários nos informam o número e as formas de assassinatos. As elucidações, raras. Interessante é ver que, proporcionalmente, está longe, qualquer confirmação de que as mortes tenham origem no fato de em vizinho conflituado com outro, por exemplo. Faltariam vizinhos com diferenças entre si? Falta colega de trabalho rangendo os dentes e desejando que o outro seja eliminado da face da Terra? E mulheres e filhos maltratados pelos maridos e pais. Se essas pessoas vivendo tais situações resolvessem fazer uso da arma de fogo, que muitas vezes possuem, qual parte da sociedade seria responsável pelo insuportável índice de violência e criminalidade.

O que vem a seguir, é o aumento do uso de instrumentos domésticos como armas letais até que que um desses "protetores" da humaninade, sem ter a menor competência, resolva abolir o uso de garfos e facas. Obrigar toda pessoa a andar com os cotovelhos envolvidos em espumas. Parar as fábricas de cordas, eliminar todo e qualquer profissional que precise de um martelo, faca, facão, foices, machados. Uma pá, pode ser a pá de cal. A construção civil seria obrigada a declarar todo o vergalhão adquirido e estocado.

Em recente massacre cometido por indígenas contra garimpeiros, pouco sinal de arma de fogo. Os crânios foram esmagados, torturados e mortos os prisioneiros.

A estupidez da tal Lei foi tanta, tão demonstrativo de inpensada, que não apareceu nenhuma cabeça que atinasse o lado Histórico atingido. Com estas e outras leis que estão chegando, os Poderes, este Governo, demonstram que só estão servindo para corroborar a falência total das Instituições que deveriam nos proteger.

Enganar ingênuos e mal informados, é mais fácil. Enquanto Milla é proprietária de uma arma, pelos simples direito à liberdade, nós cá, somos os bandidos, ou, no mínimo estimuladores amigos da bandidagem.

E se, nós brasileiros, por direito à insatisfação precisássemos nos rebelar contra algo extremamente ditatorial? Como o faríamos, sem armas ? Evitar uma guerra civil, não seria por este caminho. Leia >> Ao contrário, na Suiça o direito dado a todo cidadão é exatamente este, proteger a Nação contra a usurpação da liberdade.

 

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