Amante faz bem?
Ou fidelidade conjugal faz mal?
Artigo
1 Por: Linda Albuquerque C. Cozen
Artigo
2
Por Maria Luiza Curti
Coordenação
editorial: Adriana Murin
01,
Setembro/2001
Uns toques, de leve
Artigo
1 Por: Linda Albuquerque C. Cozen
Nem me
passa pela cabeça julgar os depoimentos aqui amealhados
sim, porque colher depoimentos de natureza tão íntima
não é fácil como não deveria
passar por cabeça de ninguém. Cada qual sabe onde
o calo aperta, cada cabeça uma sentença, tudo isso
dito de maneira aforística. Se alguém não
viveu a experiência como, então, saber sobre a matéria?
É, pode ser.
Contudo,
mesmo sendo forte o exemplo de que não se precisa beber
veneno para saber seus efeitos, ainda assim serve, têm-se
uma idéia. Acontece que o que pensamos é que, sem
explicações científicas exatas, claro, a
mulher em geral tende muito mais à apegos afetivos. Ao
contrário dos homens, em geral nós mulheres nos
envolvemos com facilidade demasiada para viver vida dupla. Pode,
a certa altura, deixar de ser um benefício e passar a ser
fardo. Dois fardos. Se for entendido que a necessidade de ter
ido buscar um substitutivo para a carência, foi porque o
titular não estava dando conta.
Ou, a
insatisfação era interior e, nesse caso, vários,
inúmeros amantes não irão dar conta, também
e nada tinha a ver com o companheiro. Tem tudo para se tornar
uma ciranda.
Tem ainda
outro pormenor, há sempre o risco de se cair em arrependimentos
e acabar por revelar sobre a falta de fidelidade, ao companheiro.
Isso, deduz-se, seja fatal para a relação. Se fez
e bateu arrependimento, faça como os homens: morra jurando
inocência e castidade. Ele pode até ter visto alguma
coisa, mas negue, faça-o sentir-se estúpidamente
equivocado.
É
curioso observar a ginástica que os amantes fazem para
encobrir seus encontros. A imaginação, nesses casos
desconhece limites, mas o mais comum é um do par chegar
em seu próprio carro e ficar esperando pelo outro. Os dois
juntos, um deixa o carro estacionado em lugar, normalmente, discreto
e calmo, como uma rua tranqüila residencial de bairro de
casas, de preferência e saem no juntos em um só carro.
A preferência recai sobre ruas arborizadas.
Mais
tarde, eles voltam e fazem a troca dos carros e se dispersam.
A adrenalina já começa por aí. Tanto como
os problemas que podem acontecer até mesmo chegar a tragédias
lamentáveis. Bom, esse mesmo risco acontece nas relações
legais e portanto não seria esse o argumento.
O risco
maior é quando um do par insiste em invadir a vida privada
do outro com telefonemas anônimos, do tipo só para
ouvir a voz. Avançar até o trabalho do outro, são
alguns exemplos. Lembramos que se você pensa em encontrar
um amante, tome todos os cuidados para não deixá-lo
saber seus telefones. Ligue sempre para ele, nunca ele para você.
Cuidado com os documentos dentro da bolsa e não dê
mole. Não invada a vida privada dele mas, procure saber
com quem está lidando para evitar deitar-se com um psicopata.
Mantenha
seus filhos e marido distante do sujeito. Nunca fale mal do seu
marido, nunca deite choradeiras. Amantes não gostam disso
e é por isso mesmo que ele, como você buscam alguém
longe dos seus problemas familiares e pessoais.
Se for
o contrário, você desimpedida, a evitação
da invasão na vida privada do sujeito é importante
da mesma forma.
OBS:
nada de levar "coisinhas" do motel para casa! Óbvio?!
Incrível mas muita gente esperta é pega por
aí.
Por:
Linda Albuquerque C. Cozen
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