As
mulheres são metade dos 38 milhões de casos de adultos infectados
pelo HIV, segundo o relatório Aids Epidemic Update e divulgado pela
ONU (Organização das Nações Unidas).
Esses
50% significam que as mulheres atingiram a igualdade com
os homens no número de casos de Aids (Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida).
Triste
e indesejada igualdade.
Como
as mulheres conseguiram atingir esse lugar?
Parece
que dois fatores contribuíram para esse infeliz patamar
de feminização da doença: a transmissão heterossexual e
a iniciação sexual precoce das meninas.
Houve
um aumento de casos de Aids entre as mulheres que têm parceiro
fixo, assim como, namorado e marido. Elas têm grande dificuldade
em negociar com eles o uso do preservativo.
É
incrível o egoísmo e o hedonismo de certos homens que em
nome do seu prazer imediato e egoísta, deixam de se proteger
e conseqüentemente colocam em risco a própria vida e a da
parceira fixa.
A
mulher, por sua vez, precisa ter um pouco mais de amor à
própria pele e ser mais radical quando se trata da sua autopreservação,
pois quando ela se recusa a correr riscos, está preservando
também seu parceiro e os filhos que por ventura gerar.
A
mulher tem que ter em mente que, por mais segura que lhe
pareça sua relação amorosa, pelo tempo e/ou pela intensidade, e por mais que sejam grandiosas as
juras de fidelidade eterna, cabe aqui como uma luva o antigo
ditado: “o seguro morreu de velho!
O
outro fator lamentável, que alavancou os casos de Aids entre
as mulheres e foi detectado em pesquisas, é a precocidadecom
que as meninas estão iniciando a vida sexual e contraindo
o vírus, em torno de 13 anos.
Imagine
que, como já dissemos, da dificuldade que uma mulher adulta,
com mais bagagem de vida e, portanto, com um maior poder
de argumentação e persuasão, para convencer seu parceiro
a se precaver com preservativos, o que dizer de uma menina
que mal saiu da infância?
Ultimamente
está havendo toda uma cultura de erotização da criança,
desenvolvida pelos meios de comunicação de massa pela banalização
do sexo. Faz parte dessa massificação,
roupas de adulto em miniatura, maquiagem, mães coniventes
que colocam química forte nos cabelos das filhas para tingir.
Crianças dançando com trejeitos eróticos. As meninas de
hoje são uma caricatura miniaturizada de adulto e tudo isso
em detrimento de uma fase muito importante na vida do ser
humano que é a infância e, não se pula uma fase da vida
do ser humano impunemente. Enfim, tudo isso pode desembocar
numa vida sexual precoce e arriscada.
A
jovem púbere parte para uma atividade sexual para a qual
não está, física e emocionalmente preparada e, muito menos,
para uma gravidez e parto.
As
conseqüências, entre outras, são: gravidez não desejada
e a contração de doenças sexualmente transmissíveis.
O
Dia Mundial da Luta Contra a Aids, e os outros dias também,
é perfeito para uma reflexão sobre essa doença, a discriminação
que a cerca e o aumento da ocorrência de casos entre mulheres
e meninas.
Nunca
é demais lembrar que para haver contaminação é necessário
que o HIV seja transmitido, de pessoa a pessoa.
A
contaminação pode ocorrer do contato com os líquidos sexuais,
sangue ou leite materno. Nem todo soropositivo manifesta
a Aids rapidamente. Alguns portadores vivem longo tempo
sem apresentar sintomas da doença, isso depende do sistema
imunológico de cada um. Mas, mesmo não apresentando sintomas,
o portador transmite o vírus.
Não
se pega Aids compartilhando talheres, roupas, locais ou
por dar beijo, abraço, apoio. Solidariedade, também, não
contamina.
A
progressão do número de mulheres e meninas contaminadas,
relaciona-se à despreocupação com comportamentos de risco
e, sobretudo, sexo sem camisinha. Nas meninas por imaturidade
e informação falha. Nas mulheres, muitas vezes, por conta
de uma pseudo-segurança que lhe traz uma relação antiga
ou um amor idealizado, imensurável e sem traições. E nesses
casos, a velha prudência aconselha: Não bote a mão no fogo
por ninguém!
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