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Parece mesmo não
haver origem garantida para a palavra chapéu: chapeau,
anteriormente chapel, em francês. Uns afirmam que
viria do latim popular cappellus, diminutivo de cappa.
Mas uma capa, necessariamente, não cobre a cabeça.
O cappellus precisaria de um caput ( cabeça
), ou do afrancesado chapuis. Usando-se a palavra chapeau,
que significa a parte superior e arredondada do champignon,
chegamos mais próximo. Como chapel poderia ser uma
corruptela para a palavra chapelle, capela ( capellus
outra vez ), onde o uso de cobrir a cabeça é antigo,
entre os religiosos, temos aí outra possibilidade. Mas a
querer embrenhar-se pela etimologia da palavra, vamos acabar com
uma karebaria, ou dor de cabeça em grego.
Se não se
consegue chegar à origem da palavra do nosso chapéu,
fica quase impossível precisar quando foi que o primeiro
humano fez uso de pele de animal e com ela cobriu a cabeça
como proteção contra as intempéries.
Com isto não se pode dizer que neste momento teria
surgido o chapéu na forma e concepção
que hoje se tem. Apenas imagina-se que com tal ato descobriu-se
as vantagens de se cobrir a cabeça, mas, o costume
vem acompanhado o homem em toda sua evolução.
O que ressalta a
possibilidade de que a necessidade do chapéu tenha
sido uma invenção masculina está no fato
de que nas lutas pela caça, nas guerras por tomadas
de domínios, os homens tenham sentido a necessidade
de cobrirem as cabeças contra agressões mortais.
As primeiras armas, as pedras, com certeza, deveriam ser motivos
de baixas entre os contendores e esse raciocínio leva
a idéia de que os capacetes, os elmos foram os primeiros
chapéus utilitários militares para os homens.
O primeiro registro
da existência do que se entendeu como um chapéu
foi descoberta em Tebas, mais tarde, outra em Pileus que tinha
o formato de uma capa de pele com capuz, identificada pelos
estudiosos, como “capa da liberdade” que era dada
aos escravos, na Grécia e Roma, quando estes se tornavam
homens livres. Todos, portanto, seriam chapéus masculinos.
Da Grécia
Antiga, passando pelos Bizantinos e eclesiásticos, a moda
dos chapéus mescla culturas, usos e costumes que chegam aos
nossos dias sem que, ordinariamente, se tenha muita noção
do tanto de informações históricas que nos
comunicam fatos relevantes da Humanidade.
Alguns tipos de
coberturas usadas na cabeça acabaram por se transformar
em símbolos do status da autoridade ou da hieraquia
militar no uniforme e enquanto o tempo passava, transformaram-se
em um formulário de arte social bem como um acessório
diário da vestimenta, mantendo sua função
de protetor da saúde.
Tanto nas culturas
ocidentais como nas orientais e asiáticas, a religião
exigia o recato, e o Poder do rei, para o reconhecimento da importância
do estrato social dos seus súditos, embora estes, quando
diante do rei eram obrigados a despojarem-se de seus chapéus
como sinal de subserviência. Nunca se usava chapéu
na presença do rei ou da rainha e, somente eles cobriam a
cabeça com sua coroa ou ornamentos reais, não permitidos
aos súditos.
Até nos dias
atuais muitas culturas exaltam e exigem que seus adeptos permaneçam
dentro dos costumes mantendo as tradições, como é
o caso do chador ou da burka de exclusivo uso
feminino na religião muçulmana.
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