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O véu, emblema
feminino de modéstia, submissão e respeito não
originou-se no Egito, como assinam alguns historiadores e especialistas
em moda, pelo fato de que no Egito as mulheres eram consideradas
com os mesmos direitos masculinos, livres para ir e vir, mas, teria
sido nos haréns do Vale da Mesopotâmia este berço
da civilização.
Símbolo de
recato o véu apresenta uma trajetória de longo período,
por séculos e milênios até nossos dias. A moda
através dos tempos demonstra que tudo o que se pretenda criar
como algo novo não passa de derivação do mais
remoto passado e que de todos os estilos e modelos que persistem,
apenas o snood mantém a característica das toucas
primitivas feitas de pele animal para o aquecimento da cabeça
e protegê-la contra impactos.
Nenhum adorno de
cabeça ou de cabelos deixa de encontrar na História
longínqüa e, insistimos, o que se entende como novo
nada mais representa do que uma adequação a situações
e fatos econômicos, políticos e tecnológicos
que constroem a História. Assim, a cada estilo ou modelo
de moda corresponde um reflexo de situação histórica
local ou mundial.
O chapéu
feminino em sua forma estrutural como a conhecemos, há quem
afirme, não surgiu antes do século XVI. Curiosamente
a teoria de que o chapéu é uma invenção
masculina e não teria surgido antes do século XVI
está corroborada com maior clareza gráfica, no fato
de que os estilos dos chapéus femininos têm suas origens
nos elmos do Séc. XIV, período de transição
— do medieval para o contemporâneo, ou Renascença
— para a o redesenho da armaria das Cruzadas, modernas e luxuosas.
Outra curiosidade
que nos remete à versão é o fato de que Henry
VIII, do Reino Unido da Grã-Bretanha, no período da
Renascença, resolve incentivar o comércio de armaria,
em 1515. É o que se observa nos desenhos ergométricos
dos capacetes e armaduras da época. Há, portanto,
toda uma confluência inovadora de visão, não
apenas humanista da época, mas, uma grande descoberta da
importância do comércio externo, das relações
da expansão de mercados ao oferecer diferenciais. A armaria
passa a ser mais detalhada, não resumindo-se aos capacetes,
armaduras e lanças. Pillbox e hood ( ou snood ), juntos ,
isto porque havia a necessidade do uso do hood, uma espécie
de touca que também protegia o rosto descendo até
o pescoço e que dava proteção à cabeça
contra o metal do capacete. A toucas de lã usada como passa-montanha
que só deixa os olhos à amostra ou mesmo toucas que
vão até a testa, descem até o pescoço
mas deixam o rosto de fora.
Neste momento de
transição na armaria do Séc. XIV, os elmos
equivalentes aos estilos dos brimmeds, dos cloches, pillbox, casquetes
femininos nasciam lá. Por sua vez os elmos teriam tido origem
na primitiva touca de proteção. Pelos séculos
seguintes, a evolução foi constante. Além das
perucas exageradas os chapéus seguiam a mesma tendência
tendo sido usados ao mesmo tempo, peruca e chapéu, com igual
exagero.
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Cloche com abas
largas e ondas, transformando-se no brimmed.
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Sobe
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