Sem
pretender esticar pelo caminho da história antropológica da bolsa,
afirmamos que os primeiros a fazer uso delas foram os homens em
seus deslocamentos para conseguir alimentos. No início, todas eram
simples trouxas ou mochilas de couro advindo das caçadas. De simples
alforje de provimento alimentar foi evoluindo em tamanho diferentes
de acordo com suas necessidades.
As primeiras bolsas femininas pode-se
considerar, as bem primitivas, simples suportes de couro, e mais
adiante fibras urdidas, que eram utilizadas para transportar os
filhos e também os poucos provimentos em deslocamentos de suas tribos.
O lenço era de grande importância no
vestuário feminino e masculino, mas as mulheres o portava nas mãos;
eram carregados nas mãos dado a sua elaboração de requinte na feitura;
era, pois, preciso exibi-lo em outros momentos o leque fazia
as vezes de acessório. Além de outras práticas, o lenço tinha
grande utilidade como objeto de sedução e depois por cuidados para
a limpeza do corpo. Na moda pode-se dizer que o lenço teria sido
a primeira bolsa do ambiente social acessório do vestuário. Depois
do chapéu.
Passos lentos, com e evolução da farmacologia,
com os perfumes e carmins, veio a necessidade de pequenas bolsas
para o transporte destes acessórios na manutenção da beleza e o
lenço pulou para dentro dela, embora a obrigação de ter um lenço
passasse a ser dos homens, pelo motivo de facilitar o resultado
da conquista e não apenas para iniciar o processo de sedução. O
lenço apenas finalizava o processo vitorioso.
Acelerado o desenvolvimento da cosmética,
da atividade profissional feminina as bolsas começaram a ser vistas
como a casa e o escritório, os dois ambulantes e para manter referência
com o passado nômade e tribal. Hodiernamente, a bolsa de uma mulher
é um domínio verdadeiramente feminino. Dali ela regula a casa, a
família, o trabalho e a rede de amigos.
Não sem explicação, as bolsas vão se
estendendo em tamanho e espaço e isto garante, para algumas, certa
autonomia de voo. Pelo que uma mulher transporta dentro da bolsa
ela sabe a distância que pode percorrer e o tempo que pode se permitir
manter-se distante de casa. Dependendo ou não da mulher, as bolsas
falam por elas. De acordo com o estilo de vida, algumas precisam
de verdadeiras malas que garantam essa autonomia.
Mas
e por qual motivo as mulheres precisam ter tantas bolsas?
A resposta é que muitas precisam, mas
nem todas. As que realmente precisam, são aquelas que sabem fazer
uso da bolsa adequada ao que exige as circunstâncias. Essas são,
realmente, as elegantes que não dissociam a utilidade da bolsa da
complementaridade do conjunto indumentário, ao seu estilo próprio.
Sejam jovens ou adultas, as mulheres
elegantes são criteriosas no uso da bolsa. Independentemente da
personalidade que define o estilo de cada uma. Dentro da personalidade
e estilo ainda estão as necessidades específicas.
As bolsas não podem ser vistas como
simples adornos, mas há as que estão mais para adornos. Essas são
as bolsas de noite, bolsas de festas, bolsas para eventos sociais..A
escolha errada, e o desastre está feito, independentemente de todo
os esforços no restante da composição.
Para quem pretende artigo de longa duração,
bolsa em couro, por exemplo, procura por querer ser enganada. O
couro, aquele de verdade, quase que inexiste no mercado brasileiro.
Motivo para tal fato é a preferência dos beneficiadores pelo mercado
externo. O couro que nos sobra para abastecimento interno é composto
por raspas e aparas trituradas e prensadas. Pó de couro e raspas
prensadas de durabilidade imensamente inferior. Algum pouco couro
resulta do que não é exportado por falta de qualidade: são mantas
com cicatrizes de arame farpado ou cicatrizes de berne.
Uma bolsa de bom couro produzido no
Brasil é encontrada a preço bem inferior no mercado externo. Por
tais motivos, além do crescimento do mercado de reprocessamento
e de velhas matérias-primas reabilitadas como o látex banhando tecidos,
as bolsas ganham em variedades. Outras direções como pele de frango,
couro de tilápia e fibras naturais embora não tenham seus baixos
custos em conta no produto final, como deveria estar acontecendo,
são utilizados.
A importância das ferragens
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Detalhe de uma
ferragem de qualidade percebe-se na cromagem. Bolsa forrada
com tecido e estruturada.
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Dos
materiais utilizados na confecção de bolsas, há um de extrema importância
e pouca atenção tanto por parte das confecções, e mais, principalmente,
pela desinformação do consumidor. A durabilidade e a beleza de uma
bolsa está toda nas ferragens, na cromação correta. Tanto na qualidade
dos metais como no desenho. Uma bela bolsa pode ter vida curtíssima
se as ferragens não forem de boa qualidade. Com o passar do tempo
as bolhas resultantes da cromagem de baixa qualidade arrebentam
e expõe o metal enferrujado.
Este é outro ponto fraco. As ferragens
baratas de ferro com cromagem de baixa qualidade, os desenhos, todos
semelhantes. Basta ver os fechos, aros, rebites etc. . Não temos
uma indústria criativa e que ofereça bom material a preços suportáveis.
Não há competição pela estreiteza do mercado e acomodamento dos
fabricantes. As confecções que desejam desenhos arrojados ou diferenciados
têm que mandar fundir seus projetos e nesta situação o preço final
é alto. Uma única indústria, com qualidade de metais para bolsas,
domina o mercado.
Na hora de desenhar um modelo, o estilista
com pouco capital de giro tende a dar voltas e voltas na cabeça
para realizar o que pretende. Pensa uma coisa e esbarra na dificuldade
do custo final. O jeito é projetar de acordo com o que está disposto
no mercado. Se o dono da confecção não for o estilista, a situação
complica ainda mais.
O tecido em pauta
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Mochila em napa
de couro. Yolanda Britto.
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A sacola em tecido é excelente opção
para estudantes e jovens alternativas. De custo mais baixo, práticas
e laváveis. Muito bom para a moda praia.
Bolsas e carteiras em tecido - estruturadas
-, seja em lona ou tecido de forração ou mesmo tecido de roupas
são elegantes, a depender de quem usa e como as usa. Essa tendência
é cada dia mais firmada em todo o mundo. A confecção ainda exige
muito material industrial, com diversos tipos de colas, papelões,
recouros, maquinário industrial e pode, dependendo do design, prescindir
de ferragens que encarecem o produto. A grande liberdade de os designers
poderem trabalhar com estamparia mais variada e até mesmo criar
sua própria estamparia.
Acessórios opcionais
Ao contrário dos carros cujo mercado
de automóveis já completos foram arrebatados pelos japoneses, as
bolsas com inúmeros compartimentos não são as mais práticas. Daqui
surge, então, a praticidade de adquirir um modelo standard e abastecer-se
dos bolsos e compartimentos em peças separadas como já é tão comum
em outros mercados.
Poucas mulheres gostam ou têm tempo
e paciência para organizar os compartimentos de uma bolsa. Seja
pelo temperamento, personalidade ou estilo de vida. Poucas são as
que têm disciplina e tempo para manter a organização.
Um sofrimento desnecessário. Um dos
perigos de bolsas de mil e um compartimentos e bolsinhos é quando
se guarda alguma coisa com preocupação de encontra-lo, mais facilmente,
depois. Fica-se tão preocupada em guardar o anel que insiste em
ficar saindo do dedo, ou um cartão de alguém que muito interessa,
uma nota escrita etc., que se não for logo resgatado, fica perdido
por anos ou então se for lembrado pouco tempo depois, terá que fazer
desesperada devassa em todos os bolsos de todas as bolsas.
A maioria das mulheres costuma mesmo
é de enfiar tudo dentro da bolsa. É a pressa dos dias atuais. As
casadas, quando acompanhada dos filhos, essas então, não podem dispensar
tanta atenção em utilizar o cantinho adequado. As casadas que estudam
e trabalham fora, coitadas, nem param para respirar. Muito comum
é sacudir a bolsa, ouvir o barulho das chaves e sem sequer olhar
para dentro da bolsa, no tato, alcançar o chaveiro.
Quase toda mulher usa o tato para encontrar
tudo o que deseja dentro de sua bolsa. A coisa mais adequada é ter
uma nécessaire para a maquiagem. Um compartimento da bolsa não é
o local adequado para guardar baton, lápis, brilhos, perfume e outros
trequinhos. Fazendo uso de tantos bolsos e compartimentos a bolsa
acaba deformada e parecendo uma mala de viagem. E aí, acabou-se
elegância.
Então, uma bolsa para cada hora. Uma
bolsa para ir à faculdade e depois ao barzinho é uma diferente da
que deve ser usada na noite e nos finais de semana. Em festas, encontros
e outros sociais.
A bolsa que leva você
Muita atenção para não ser identificada
como alguém que é levada pela bolsa. Você é quem leva a bolsa. Sua
estatura fisica tem muito a ver com o tamanho da bolsa. Então, caríssima,
equilíbrio.
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