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Diversas pesquisas
efetuadas no serviço público e privado de saúde atestam para
uma triste realidade, a maioria dos médicos não abordam com
suas pacientes o tema da depressão pós-parto, nem durante
ou após a concepção da criança, fato este que se torna um
agravante do problema. A depressão pós-parto geralmente se
manifesta de dois a dez dias após o parto, sendo seu pico
no 15º até 20º dia.
Relatados diversos estados de
extrema ansiedade, depressão, idéias suicidas, medo da perda
do bebê, medo de que este desenvolva algum distúrbio incurável
ou limitador em seu desenvolvimento, idéias ou fantasias repentinas
de assassinar o bebê nos casos mais graves, chegando ao suicídio
ou infanticídio propriamente dito.
É
notório que o período da gravidez representa talvez o principal
marco psico-sociológico de uma mulher, pois, milhares de anos
de condicionamento histórico imputaram quase que exclusivamente
na mulher o papel da concepção e criação dos filhos, sendo
até natural que a mesma sinta ansiedade nesse tão delicado
momento de sua vida.
Obviamente
o parto nada mais é do que a conseqüência de todo o processo
da gravidez, assim sendo, ele manifestará na maioria das vezes,
o modo como essa gravidez foi trabalhada. Do ponto de vista
psicológico não poderia ser diferente, se a ansiedade, temor,
crises conjugais, insatisfação generalizada predominaram no
processo, nada mais óbvio que continuem após o parto.
A
depressão pós-parto representa todo o modelo de vida de uma
mulher, principalmente sua auto-estima, sendo que é, principalmente,
após a concepção, que a mulher reavaliará sua vida, pois antes
toda a sua energia estava concentrada na preocupação com o
nascimento da criança, sendo assim, poderá acontecer
que os problemas surjam depois.
Um
dos fatores que mais ampliam o problema é a falta de orientação
como descrita acima, assim como a própria mulher ocultar seu
sofrimento. Isso ocorre novamente por um condicionamento cultural
e principalmente religioso, pois caso a mulher verbalize que
está com depressão pós-parto, é como assinar uma declaração
de que não está feliz ou não tem competência para ser mãe.
Infelizmente é por esse pensamento prevalecer, que não temos
uma atuação mais eficaz na prevenção e tratamento da depressão
pós-parto.
A
depressão pode estar relacionada ainda a determinados problemas
psicológicos do passado da pessoa, como por exemplo, o que
Alfred Adler denominava de “situação de protesto”. Ele definiu
isso como sendo um tipo de rebelião da pessoa contra determinadas
responsabilidades que sente que não cumprirá, seja por sentimentos
de inferioridade, ou para forçar que outros a amparem e tomem
as decisões por ela. Se a relação familiar da futura mãe não
estiver elaborada, seu risco da depressão será muito maior
do que uma mãe que pelo menos se conscientizou de todo esse
processo. Todos sabemos que um filho gera nossos mais ternos
sentimentos de cuidado e carinho, mas se ainda ansiamos por
sermos cuidados e mimados no sentido de forçarmos a atenção
das pessoas, ou mantermos em alta o narcisismo, o processo
do nascimento explodirá esse complexo até então oculto, impedindo
o livre fluir da maternidade.
É
preciso que haja a conscientização de que qualquer sofrimento
nunca é um atestado de incapacidade ou motivo de vergonha,
mas representa um alerta de nosso organismo ou um pedido de
ajuda, para que se altere algo. Qualquer desajuste ou sofrimento
psíquico representa um caos momentâneo para que ocorra um
futuro equilíbrio interno. Se o organismo dá essa mensagem
através da depressão, não é sinônimo de fraqueza, mas talvez
porque se passou muito tempo sem pensar ou atuar em outros
problemas que afetam a satisfação pessoal. Quaisquer situações
novas trazem a tona velhos dilemas, e jamais conseguiremos
fugir deles sem avaliarmos suas implicações.
Fato
é que um nascimento atrai praticamente todos os sentimentos
humanos e principalmente como lidamos com os mesmos, tipo:
amor, afeto, sexualidade, harmonia, discórdia, solidão, tristeza,
abandono e especialmente o medo.
Como
Adler citava, não é totalmente correto afirmar que os pais
é que deram a vida a uma criança, mas esta última traz ao
mundo a possibilidade da redenção dos erros dos primeiros,
traz a luz todos os pontos reprimidos, traz nossas mais altas
virtudes e também os temores, enfim a criança desnuda nossa
alma, e por isso lhe devemos o mais puro amor e dedicação.
Por
fim, não há uma faixa etária específica onde a depressão pós-parto
se manifeste com maior intensidade, mas quase todos os casos
estudados revelaram problemas psíquicos anteriores ao parto,
especialmente nos relacionamentos afetivos, satisfação profissional
e expectativas de prazer pessoal. Assim sendo é fundamental
o trabalho preventivo, e se a mulher detectar qualquer distúrbio
ou idéia recorrente ou mesmo sonhos perturbadores em que se
sinta ameaçada, constantemente triste ou deprimida é de suma
importância que procure orientação profissional, com o objetivo
preventivo.
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Quem
é Dr. ANTONIO CARLOS
ALVES DE ARAÚJO, psicólogo ( C.R.P: 31341-5) End.: Rua
Eng. Andrade júnior, 156, TATUAPÉ, SP-SP Cep03061-040
Tel:66921958 e-mail:acaa@ig.com.br Experiência
profissional: Psicólogo clínico .Atendimento: crianças,
adolescentes, adultos, casais, orientação vocacional,
psicodiagnóstico.
Convênios:
Economus (caixa econômica estadual), unibanco, sindicato
dos corretores de imóveis, sindicato das secretárias
do estado de são Paulo, sindicato dos trabalhadores
em informática do estado de são Paulo, simpeem (professores
municipais), apeoesp (professores estaduais), trabalhadores
dos correios do estado de são Paulo. PALESTRAS: (entre
outras). BANCO DO BRASIL - 1999. Assunto: relações de
poder nas instituições. Faculdade de sociologia e política
do estado de são Paulo. Assunto: psicologia social e
professor universitário da referida carreira. Formação:
FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS Ano de formação: 1989.
Cursos em desenvolvimento: ADLERIAN’S INSTITUTE OF PSYCHOLOGY
( San Francisco – EUA ) SÃO PAULO, 16 de maio de 2000.
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