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Um único hormônio até hoje descoberto
pela ciência é capaz de banhar uma mulher, apenas, durante
a gestação: a gonadotrofina coriônica. Outros hormônios banham
a mulher grávida com tanta intensidade que sua produção ou
diminuição no pós-parto deixa marcas. Na gestação todo o sistema
endócrino passa por efervecências e abundante produção hormonal.
Esse é o motivo
pelo qual as mulheres grávidas se sentem diferentes. Sensíveis
à felicidade, tristezas e todos os outros sentimentos. Tudo
à flor da pele. Poucas chances para o exercício pleno da racionalidade,
até que seu organismo esteja processando, metabolizando
os novos "ingredientes" até que haja uma
impregnação. Após a impregnação
que é quando o organismo se acostuma e aprende a metabolizar
os novos hormônios.
A irritabilidade,
sensibilidade, tudo à flor da pele; enjôos, tudo
isso vai passando ou diminuindo e lá pelo 3º ou
4º mês, tudo começa a ser só maravilha,
só festa.
Se todo processo
desconfortável que acontece no início da gravidez,
não cessa, ou não diminui, os componentes aí
são outros que não os hormonais. Podem ser de
natureza psicológica, de reação ao medo
de estar para reeditar na filha ou filho, uma trajetória
de vida que não é uma coisa satisfatória
à lembrança da gestante.
Casos assim, é
bom lembrar que você poderá mudar a história
da sua filha ou filho. Basta que se lembre que, mesmo que
a história possa se repetir, ela também pode
ser alterada por instrumentos ao seu alcance, tais como amor,
dedicação e responsabilidade, muita responsabilidade
com objetivo de não repassar essa herança que
tanto incomodam você. Até porque, a história
da sua filha e.ou a do seu filho vai estar sendo escrita em
outras circunstâncias, em outra época. Ela não
será igual a sua mesmo que você veja traços
que lhe pareçam iguais.
Além das
inscrições codificadas do seu DNA há
alteração desse DNA que parece intocável
e irreversível, no que diz respeito à possibilidade,
na qual eu acedito piamente, ao fato de vivências diferentes.
Um DNA alterado por estas vivências e experiênias.
Essa fase de senssibilidade
da mulher gestante e o sentimento de posse, ela só
é notada quando algumas mulheres já se preparam
para o exercício do uso do filho como moeda de troca
no "mercado futuro". Embora muitos médicos
não reconheçam o "desejo" na mulher
grávida, ele existe dependendo das necessidades do
organismo. Desejo de comer "coisa ácida"
misturas estranhas de alimentos etc. O "desejo de comer"
isso ou aquilo é uma fala das necessidades orgânicas,
tais como sais minerais, por exemplo. Acontece que, muitos
desses "desejos" podem mascarar a descoberta providencial
de um meio para exercitar o "poder de chantagear"
a partir do "sentimento de posse". Eu tenho
uma coisa de todos querem, mas, só eu tenho e só
eu posso permitir que eles tenham acesso. O marido
ou os familiares só poderão saber disso mais
tarde, em situação de conflito entre o casal
ou familiares. E não será difícil identificar,
pois, você ficou na berlinda por nove meses consecutivos
e era o alvo das atenções. Todo mundo prestou
muita atenção a você através das
suas reações.
O
depois ou o pós
Depois do parto,
a diminuição ou cessação hormonal ( da gonadotrofina coriônica
que só está presente na gravidez ) causa outra
reviravolta. Nove meses convivendo com uma quantidade imensa
de hormônios circulando pelo sistema sangüíneo e de repente
o freio. Não sei se os médicos me permitiriam
comparar e dizer que há, assim, uma espécie
de "síndrome de abstinência" causadas
pela cessação repentina da produção
hormonal. Com certeza, não poderiam ser diferentes os resultados,
ainda que possam variar de mulher para mulher, acaba apenas
por arrefecer um pouco, só um pouco.
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Estou
com medo!
Há mulheres que
de tanto medo do parto acabam por não engravidar
ou não levar a gravidez a termo. Não é só um medo
pelo castigo bíblico no sentido da palavra.
É fato que tudo
tem seu risco. Pegar gripe, inclusive.
Já se foi o tempo
no qual as mulheres eram condenadas ao parto.
Em nossos dias, nada mais tranqüilo que a hora
do parto, que sai da " realidade" das novelas,
com mulheres urrando e se contorcendo. Parece
até que quanto mais informação mais as mulheres
tëm medo.
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Leia
Depressão Pós-parto
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Para algumas mulheres
o que estou denominando como "síndrome de abstinência
hormonal" tem um período mais duradouro e dependendo
da qualidade psicológica do período gestacional,
ela se revela na depressão que também bem se
poderia chamar de "traumática".
Apesar de que acima
eu digo que depois dos enjôos e hiper-sensibilidade,
tudo será festa, a coisa não é bem assim.
A festa é no sentido de que livrou-se do mal estar,
vai passar um bom tempo vivendo novidades, aprendendo coisas
novas, numa movimentação grande. O outro lado
é o lado da preocupação constante com
exames, pré-natal e com as fantasias ruins que vêm
de assalto , vez por outra, mas são inevitáveis,
tanto quando as boas. O medo do desconhecido e do folclore,
esses são os piores.
Há, sem dúvida,
um estado de tensão grande mas que é minimizado
pelo lado gostoso dessa realização feminina
o lado romântico das expectativas. Apesar de tudo isso,
a tensão persiste sileciosamente. É normal para
as primíparas.
Ocorre que se a
gestante não recebeu cuidados e atenção,
pelo contrário, foi rejeitada e/ou esquecida, ficou
muito sozinha, o pós-parto vem como uma ressaca que
pode se prolongar além do comum ou além do tempo
"dito" como normal.
Após o parto,
as tensões e as inseguranças se intensificam,
agredindo ainda mais a mulher puerperal. O sono fracionado,
o trabalho em excesso. Para as mulheres que tabalham fora
e que não são primíparas, a situação
embora seja aguda, ela já tem know-how, ao menos.
O parto em si, é
uma maravilha e principalmente se você fez uma boa escolha
no obstetra e equipe. Esses são decisivos para que
seu parto seja inesquecível. Uma boa equipe médica
é o suporte dentro de uma sala de cirurgia, seja parto
normal ou cirúrgico propriamente entendido.
Se sua opção
para o parto está sendo por parteira, escolha com o
mesmo cuidado que escolheria seu obstetra.
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