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Muitos dos programas da tv brasileira
se prestam à informação. É preciso aspas nessa informação
mas, de qualquer maneira a fronteira entre a vida real
e a produção de fatos é cuidada e tem verossimilhança
servindo para todos os níveis sociais, culturais e intelectuais.
A moça que virou celebridade por ser mãe
solteira e garantiu ao filho história, conta bancária
e nome famoso, apresentadora Luciana Gimenez tem sempre
casos sensacionalistas para serem exibidos e, mal maior,
há sempre quem esteja absorvendo experiências nada edificantes
para a juventude. Situações quase cômicas se não fossem
tão deprimentes, como ter no programa uma mãe solteira
reclamando que o pai do filho dela não assumia a paternidade.
A posição da apresentadora Luciana Gimenez
era de quem jamais tinha vivido semelhante experiência.
A certa altura a mulher entrevistada recebeu a incumbência
de responder por qual motivo ela não havia se protegido
contra a gravidez e se havia sido pelo fato de o "acusado"
ser figura conhecida e de razoável poupança financeira.
Curioso para quem viveu a mesma situação
e teve que responder as mesmas perguntas.
Em outro programa que não tenho a menor
idéia do nome nem do veículo, também, na tv, uma apresentadora
enfileirou filhas e filhos que levavam queixas contra
suas mães. Cheguei a ficar arrepiada ao comparar o quadro
com o horror e o rigor nazista. Vi um bando de mães, como
aconteceu com milhões de mães judias expostas e denunciadas
pelos filhos, ouvindo e vendo suas vidas privadas jogadas
aos quatro ventos.Todos os filhos reclamavam do excesso
de invasão praticada pela mãe em suas vidas. Uma mãe solteira,
dark, que freqüentava festas e eventos
celebrados no cemitério. Essa jovem mulher é mãe de uma
criança ainda bebe. A mãe da entrevistada só se preocupava
com o fato de a filha querer vestir o filho pequeno todo
de preto para o batizado e levar o filho para o mesmo
caminho.
Outra denunciante ou queixosa construiu
casa no fundo do terreno da casa da mãe e temuma filha
de onze anos. Reclamava, a moça, que a mãe dela era permissiva
com a neta porque ficava perguntando pelo namoradinho,
se ela já tinha um etc. Esse era o crime maior da velha
senhora, "estimular a filha ao sexo fora da idade". Estamos
falando de uma pessoa do povão, sem instrução alguma.
A filha denunciava outros fatos que eram invasivos à privacidade
dela, da queixosa. Os fatos eram de que a mãe não permitia
que ela trabalhasse nem saísse de casa pra lugar algum
dando a entender que vivia situação de cárcere privado,
tortura psicológica etc.
Uma mulher simples, jeito cândido e materno,
nos seus 70 anos tentava explicar-se com a maior dificuldade,
senão pela falta de articulação, pela falta de perguntas
honestas que permitissem resposta de sim o não. Com grande
custo o telespectador entende que a filha denunciante
quer viver uma vida livre, leve e solta mas, quer que
a mãe tome para si odever de cuidar da neta enquanto ela,
bonitona e loira farmacológica, cai na gandaia.
Muitos outros casos se apresentavam, uns
verídicos e outros inventados pela produção do programa
ou como resultado da loucura do povo brasileiro.
Enfim, em comum, em todos os casos havia
o fato curioso de que as e os denunciantes do cerceamento
e invasão de privacidade eram todos adultos, absolutamente
dependentes financeiramente da família, da mãe especificamente.
Nem a dark maluca nem a loirona-ox tinha
renda nem de se próprio trabalho. As duas não apenas não
trabalham e por isso vivem as custas das mães como largam
os filhos em cima da pobre coitada.
Os filhos crescidos que não admitem nenhuma
intromissão dos pais apesar de morarem e viverem com ajuda
dos pais ou as custas deles, não reconhecem neles nenhuma
autoridade. Esses filhos querem ser livres, "independentes"
com o dinheiro dos pais. No caso das filhas mulheres,
tal inversão é muito mais acentuada e escandalosa. Elas
nunca são irresponsáveis e sim vítimas do acaso e das
más intenções do namorado.
Ao encherem seus ventres nenhuma se lembrou
de perguntar ao "co-"participe" se desejava ter um filho
naquele momento. Ao encherem seus ventres não foram perguntar
às mães se elas queriam e podiam sustentar sua irresponsabilidade.
Sabe-se que uma mulher mau-caráter apaixonada
e/ou interessada em alçar outro nível financeiro ou social
lança mão do artifício de parar o método contraceptivo
e mente ao parceiro. Ela tem a intenção de enganar como
uma escroque qualquer. É este homem seja jovem ou maduro
que cai na esparrela de ter que assumir a paternidade
quando a mulher, detentora do conhecimento de saber-se
fértil ou não o atrai com intenções indignas de uma futura
mãe.
Em geral essas mulheres que, intencionalmente,
engravidaram, ao fazerem o comunicado ao patopai, elas
insistem que não vão precisar dele "pra nada". Que elas
serão as tais em produção independente. Não demora, e
o patopai, que nem foi perguntado se desejava participar
da fecundação passar a ter todas as obrigações definidas
na lei.
Se a lei reza essa obrigatoriedade material,
que algum dispositivo sirva para punir aquelas que, sem
autorização reconhecida do dono do espermatozóide, apropriou-se
indevidamente da matéria-prima do macho.
As mulheres, desde sempre, sabem que irão
dobrar todas as resistências usando o filho como instrumentos
para tortura psicológica do paipato que resistir. Ninguém
resiste às lágrimas de uma mãe cujo filho é um "rejeitado"
pelo próprio pai, tenha ele condições financeiras ou não
para prover. E é disso que essas mulheres irresponsáveis
e desonestas se alimentam e alimentam programas de tv
como esses. Manipulam pessoas usando o filho para trazer
simpatizantes para sua causa.
No círculo de amigos do paipato, todos
desconfiavam que mais dia menos dia a namorada dele iria
pegá-lo dessa forma, menos o paipato. Ao final, recorrem
à Justiça sem o esclarecimento sobre seu
furto.
Se viermos a chegar ao modelo chinês,
verão com quantos paus se faz uma canoa. Enquanto
isso, valem-se de trinta moedas. Coitados dos filhos e
que eles nunca venham a tomar conhecimento de sua história
iniciada tão tragicamente.
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