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A Hepatite C é uma
doença silenciosa: raramente apresenta sintomas e pode
destruir o fígado lentamente. Em 80% dos casos a infecção
torna-se crônica e atualmente está matando quatro vezes
mais do que a AIDS.
É muito freqüente
pessoas de nível sócio-econômico e intelectual falecerem
por causa da Hepatite C sem que a sociedade venha a
saber”, afirma o Dr. Roberto Focaccia, Coordenador do
Grupo de Hepatites e do Curso de Pós Graduação do Hospital
Emílio Ribas.
Este é um dos temas
do 2º Congresso de Infectologia do Cone Sul, que será
realizado entre os dias 02 e 04 de dezembro, no Centro
de Convenções Rebouças, em São Paulo.
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Um
dado curioso é que o vírus da Hepatite permanece
vivo na tinta utilizada pelos tatuadores. Assim,
de nada adianta o material descartável ou esterilizado,
pois o perigo está na tinta.
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O grande problema
da Hepatite C é que as pessoas não sabem que são portadoras
do vírus. E pior, a comunidade desconhece a gravidade
da doença. Pesquisa realizada pelo Emílio Ribas mostra
que 76% dos habitantes da cidade de São Paulo não sabem
o que é e como se dá o contágio das Hepatites. “Este
é o reflexo da falta de um programa educacional comunitário
específico para o problema. As ONG’s têm realizado este
trabalho, mas ainda é pouco frente à dimensão do problema”,
comenta o Dr. Focaccia.
Ainda, de acordo
com o médico, o governo não pode fazer uma triagem de
toda a população, como seria desejável, porque não há
verbas e estruturas para tratar 4 a 5 milhões de pessoas
infectadas no Brasil. Somente os medicamentos para o
combate do vírus respondem por cerca de R$ 2 mil ao
mês – com um tempo de terapêutica de seis meses a um
ano, dependendo do tipo de vírus infectante.
A forma de contágio
da Hepatite C é, principalmente, pelo contato com sangue
contaminado. Além do usuário de drogas ilícitas injetáveis,
todo material cortante e perfurante de uso coletivo
constitui um risco potencial. “A gilete não descartável
do barbeiro e o cortador de cutícula da manicure não
devidamente esterilizado são grandes transmissores da
infecção. A falta de cuidados de biossegurança em consultórios
dentários populares, entre outros procedimentos a que
a população se submete, responde por metade dos casos
de contágio. A questão é cultural e pede um amplo plano
de redução de danos por parte dos gestores de saúde”,
diz o Dr. Focaccia.
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Opinião
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Pessoal, não
é o estilo do Domínio Feminino
ficar tocando terror e falando de doenças.
Muitas vezes informar demais sobre doenças
acaba gerando paranóia e hipocondria
( hipocondria
é mania de doença ) , mas no caso, como
envolve tatuagem é sempre bom dá
um toque.
Achamos até
que que o Dr. Focaccia quis dizer que se
a tinta estiver contaminada ela retém
e alimenta o vírus e aí não
adianta o material esterilizado. Então,
é isso que todos os tatuadores devem
cuidar. Super, super da esterilização
e não aproveitar restinhos de tinta
e cuidar na hora da compra dos corantes
e da manipulação.
Ah, não entrem
nessa de acreditar que o Estado vai garantir
os medicamentos. Tá é ferrado.
Se depender disso vai é morrer.
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Um dado curioso
é que o vírus da Hepatite permanece vivo na tinta utilizada
pelos tatuadores. Assim, de nada adianta o material
descartável ou esterilizado, pois o perigo está na tinta.
Outra questão envolve as drogas inalatórias. A mucosa
nasal é o ambiente mais propício para a absorção de
vírus. E os usuários de cocaína, crack, entre outros,apresentam
suas mucosas muito irritadas e sujeitas a secreções
e feridas contendo vírus, os quais podem transmitir
a infecção no momento do uso coletivo de “tubinhos”
para a inalação das drogas.
Há dois medicamentos
disponíveis no mercado para o tratamento dadoença: interferon
comum ou peguilado administrado em associação com a
ribavirina. A adesão completa ao tratamento é de mais
de 95% dos pacientes tratados, graças ao programa de
Pólo de Aplicação Assistida instituído pela Secretaria
Estadual da Saúde. “São centros dereferência onde os
pacientes recebem os medicamentos toda semana sob a
supervisão e controles das equipes médicas”, confirma
o Dr. Focaccia. Ele lembra que havia um “mercado negro”
de venda de medicamentos. Muitos conseguiam o remédio
e vendiam. Além do mais,complementa ele, não existia
a garantia de que o paciente estivesse auto-administrando
a medicação de forma adequada. Nem mesmo se os medicamentos
estavam sendo conservados às temperaturas adequadas
em geladeiras.
Quando as Hepatites
se manifestam clinicamente, surge numa primeirafase
sintomas inespecíficos de cansaço, intolerância a alimentos
gordurosos, febres, dores no lado direito do abdômen,
náuseas, entre outros. A seguir surge a icterícia, fezes
esbranquiçadas e urina escura. A Hepatite C, entretanto,
raramente apresenta essa fase clínica aguda, passando
desapercebida a infecção. E 20% vão sofrer lenta evolução
para cirrose, ou insuficiência hepática, e em 1 a 4
% desenvolverá câncer de fígado.
Aids e Hepatite
Segundo o Dr. Focaccia,
cerca de 50 a 60% dos soropositivos tem Hepatite C (especialmente
os usuários de drogas ilícitas ou portadores de doenças
que necessitem de transfusão de sangue ou derivados)
e, destes, 80% terão o fígado destruído. Em apenas três
anos a doença evolui para uma cirrose, insuficiência
hepática ou câncer de fígado.
Quando detectada
precocemente, a Hepatite C causada pelo tipo viral 2
ou 3, pode alcançar a cura clínica em até 80% dos casos
em portadores de HIV, e até 50% quando o tipo viral
é o 1. No entanto, com a doença em estágio avançado,
os resultados são muito ruins. No caso da co-infecção
de Hepatites crônicas (B ou C) com o HIV, os anti-retrovirais
podem agravar a doença. “As lesões no fígado, provocadas
pela Hepatite, decorrem da resposta imunológica do paciente,
e provavelmente a recuperação parcial do sistema imunológico
devido à medicação anti-retroviral aumenta o risco de
lesões hepáticas devido à presença da infecção pelo
vírus da Hepatite C (e/ou B)”, comenta o Dr. Focaccia.
Créditos:
www.comunique-se.com.br
Fonte: H 10
Comunicação Jornalista Responsável: Ana Paula.
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