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Convivência
Conjugal
Hilma Ramos Toriba
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O tratamento diferenciado
que é dado aqui, entre Lar e Casa, é
para distingüir, o âmbito absolutamente privado e afetivo
que chamaremos de Lar.
Nada é tão desafiador
quanto a relação duradoura de um casamento. Um renovar que não
encontra fim. Aliás, qualquer relação continuada no tempo é sempre
um desafio. Seja com amigos, colegas de trabalho, qualquer que
seja a qualidade da relação, nenhuma fica de fora quando se trata
de desgastes.
>> O Cotidiano se encarrega disso...
Mas, no casamento, na convivência
de duas pessoas, numa relação marital, esse cotidiano
se transforma num triturador constantemente
ligado. Vai misturando tudo que encontra pela frente; junta tudo
no mesmo copo; família do marido com família da mulher,
funcionários domésticos, contra-parentes, buracos
na parente, azulejos rachados etc.
Essa relação para ter
base de sustentação precisa que desde o namoro, o
casal tenha descoberto uma única maneira de convivência
adequada às relações: a freqüente troca
de informações sobre o sentir do outro. A conversa
aberta os ouvidos atentos e a capacidade de repensar atitudes e
comportamentos. Conversar muito sobre tudo, trocar idéias
com profundidade, discutir conceitos, os mais simples possíveis,
expor clareza de posicionamentos.
Se um casal acostumou-se a conversar
sempre sobre coisas do seu cotidiano, do seu íntimo vai conseguir
facilitar em muito, a vida em comum. Esse tipo de coisas serão
repassadas para a convivência com os filhos que virão
no futuro. Os dois já se desenvolveram e se exercitaram para
a cumplicidade e para o companheirismo. A longevidade da vida conjugal
e familiar terá mais chances. Assim, mais chances os filhos
terão para apreender valores sem muita necessidade de discursos
por parte dos pais.
Tentar aprender tudo isso depois que
surgirem os problemas será doloroso, mas não impossível.
Hilma
Ramos Toriba
Sobe
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