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YÔGA


Sempre praticando várias formas de meditação; da Yôga Indiana até Wu Chu e os Exercícios Inacianos da Companhia de Jesus católica, passando pelo exorcismo do medalhão de São Bento para tentar controlar-assimilar a telúrica vicking-berseker ''Fúria Fenrir''. Após sua primeira Viagem Astral, Calazans vem buscando atingir a não-mente por meio do método Zen-Budista Mú : disciplina relativamente similar à Ataraxia epicurista grega e à Apatia estóica romana, a Alquimia Taoísta e ao rodopio Sufi ; sinta o vazio em seus olhos.

 

O Alquimista



O alquimista é aquele que sabe respeitar o ritmo da via úmida (Panacéia - elixir da longa vida na mÃo direita) e da via seca (as pedrinhas filosofais formando a Árvore da Vida da Cabala na mão esquerda).

Ele tem o pescoço longo do Dragão-Kundalini e as orelhas grandes da lebre de maio (cio).

O alquimista aperfeiçoa a si próprio no prazer de exercer seu ofício.

Ele se engrandece como pessoa agindo no mundo que o cerca pela sua profissão, ele ama seu trabalho e se realiza nele.

Ele olha os lírios do campo e os pássaros no céu e não se preocupa.

É o sufi-taoista-zen-tantra.

 

I - O MÍSTICO-ARTISTA

Quando se ouve falar de Alquimia, a primeira impressão a vir à mente é a de uma das ciências ocultas mais difíceis e complexas, Com metáforas confusas e obscuras e textos sem sentido e contraditórios.

Esta dificuldade inicial é algo feita de forma proposital pelos adeptos (praticantes da Alquimia), pois isto desencorajará curiosos superficiais e imediatistas, provocando no aprendiz as virtudes da perseverança, persistência e paciência, que caracterizam o verdadeiro alquimista.

E o alquimista, em sua pesquisa, descobrirá que na verdade já sabia e já vivenciara há muito todos os processos que os textos clássicos descrevem - pois, em verdade, tanto a Alquimia quanto a Cabala, o Tarô, a Geomancia, a Quiromancia, etc., todas as disciplinas esotéricas repetem o que o místico já sabe em seu coração.

O místico intui, ele tem o Dom de Deus (desígnio = dio signo, desenho = o Dom das Artes), que se manifesta pelos sinais de predomínio do hemisfério direito do cérebro humano.

O artista é o místico, o artista é a ''antena da raça'', o vidente, que aprende por si só, observando a natureza e sentindo empatia com todas as coisas, comungando com o cosmo, pois ele sabe ler o livro da Vida escrito sem palavras.

O artista expressa o que aprende em suas obras; desperta, acorda os poderes adormecidos da mente, os siddhis dos yogues - os poderes ditos paranormais que nada mais são que frutos de um estado alterado de percepção, de uma sensibilidade apurada. O artista mantém sempre abertas as portas da percepção.

É assim que ele, ao ler tomos antigos, alfarrábios amarelentos e empoeirados, volumes grossos escritos por inteligências tão antigas, ancestrais, apenas reconhece neles as leis naturais. E tal padrão de reconhecimento ocorre nos homens, nas sociedades, nas civilizações e no Cosmo (das partículas sub-atômicas às galáxias, como na Tábua Esmeralda), pois essas Leis da Natureza são pressentidas pela intuição e expressas na Arte. Pela intuição, o homem lê a linguagem do mundo, o canto dos pássaros e as vozes dos carvalhos druidas.

 

 

A palavra místico tem sua origem etimológica no verbo mys, que significa ''calar'', pois tais intuições são não-verbais, provêm do hemisfério direito do cérebro, só podem ser expressas por meio das artes, para serem compreendidas por outros místicos-artistas.

É desta maneira que se formam os círculos místicos: são pessoas que se aproximam e formam as Sociedades Secretas (como a Sociedade Rosa-Cruz, a Maçônica), e suas mentes, trabalhando em conjunto, formam um ambiente, uma Egrégora, uma alma coletiva que reflete as características e os anseios da comunidade de homens que a gerou.

O místico é nato, nasce com Dom de Deus; é um escolhido, enviado (anjo; missionário) com uma Missão: ele sempre será, em cada gesto e obra, um ECO DO TROVÃO.

Ao contrário dele, o iniciado é uma pessoa normal cuja dedicação, persistência e paciência levam-no a aprender de outros adeptos a Tradição, os rituais (como contemplar longamente uma mandala, ou recitar por horas a fio um mantra), roteiros e receitas seqüenciais típicos do hemisfério esquerdo do cérebro, cuja monótona e metódica repetição acabam levando-o a libertar artificialmente seu cérebro direito, sua intuição.

Este tipo de transe leva o iniciado a vislumbrar de relance o estado místico, após longo e árduo treinamento por décadas, cumprindo extensos programas, etapas, provações, degrau por degrau.

As Sociedades Secretas Iniciáticas empregam este processo programático em graus, como a Maçonaria, em seus três níveis (Aprendiz, Companheiro e Mestre), seguidos pela perfeição alcançada em 33 degraus - as 33 vértebras da coluna dorsal, nosso teclado místico.

Quando o artista plástico AUSTIN OSMAN SPARE abandonou a ordem esotérica metódica e disciplinada de ALEISTER CROWLEY, começou a criar seu próprio sistema, seu método pessoal, personalizado, de auto-conhecimento que gerou uma obra plástica fruto da energia erótica (orgone para REICH, e libido para FREUD e JUNG), obra esta inigualável, tântrica, da mão esquerda.

 
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Nossos agradecimentos especiais ao Dr. Flávio Calazans pela permissão.

 

Sobe

 

                    

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