Psicologia
demais pode atrapalhar a mulher-natura tanto quanto o desconhecimento;
por isso deixe que a natureza do seu instinto feminino tenha a
vez e a fala maternal.
Toda e qualquer mudança para
o ser vivo é sempre um momento de ameaça. Para o
ser humano ela vem acompanhada de receios e dúvidas, quando
não, considerado um momento difícil. Hora da passagem
do berço para a cama, hora de deixar as fraldas, ida para
a creche, escola, mudança de residências e escolas.
Para algumas crianças, essas
mudanças não parecem afetá-las em nada e
às vezes isso é fato. Ocorre que nunca é
fácil para os pais terem essa certeza. Nem para ninguém.
Por isso, é que sempre é melhor lidar com essas
coisas com muito cuidado, juntamente com a criança. Levar
a fala da criança em consideração é
fundamental; seja qual for a linguagem através da qual
ela se expressar.
Para a criança essas ocasiões
devem acontecer por etapas:
Do berço para cama;
no caso da passagem do berço para a cama, deixe que seu
filho ou sua filha brinque com a novidade. Deixe que ele escolha
o dia em que vai experimentar dormir na cama e fazer a troca no
meio da noite, até que vá aos poucos se acostumando.
Não precisa ficar repetindo que que ela, a criança
já está crescidinha, porque a criança vai
absorver isso sozinha.
Trocando as fraldas pelo vaso:
gradativamente. No início requer paciência da mãe
e muita, muita ternura. Sempre antes de fazer a criança
dormir deve-se evitar os líquidos, a menos que a criança
externe que está com sede, é claro. Outra providência
é levá-la ao vaso com tampo infantil, com cuidado
para não insistir verbalmente, para que ela urine. Abra
uma torneira da pia ou mesmo o chuveiro enquanto a criança
estiver sentadinha no vaso. O barulhinho da água ajuda
a acalmar e por parecer-se com o som do jato da urina funciona
como estímulo.
Mais adiante no tempo, uma vez ou
outra ela vai fazer xixi na cama. Pelo amor de Deus, nunca a repreenda.
Brinque, dizendo que água, sabão e sol foram feitos
para deixar a roupa cheirosinha outra vez. Diga alguma coisa gostosa
e leve para que a criança não se sinta culpada.
Brinque dizendo que deu goteira no pijaminha dela; claro que a
criança vai entender a brincadeira. O mesmo processo de
tranqüilidade deve acontecer ao fazer cocô. Sem pressa.
Muita gente não sabe até hoje porque sofre com prisão
de ventre. Não que prisão de ventre seja causada
unicamente por este motivo; ela pode ter inúmeras causas.
Mudança de residência:
se a sua criança já percebe mais agudamente as diferenças,
o ideal seria que houvesse oportunidade dela se despedir da antiga
casa. Como? Uma noite, toda a família iria dormir na casa
nova. Dormir em colchonetes, se não puder contar com alguma
cama. Fazer uma farra nos colchonetes. Fazer o reconhecimento
da área da casa ou do edifício, em mais de uma oportunidade.
Assim sua ou suas crianças fariam a passagem sem tanto
receio. Quase sempre crianças gostam desse tipo de mudança
nas vidas delas; vai depender da idade. Tente obter informações
dela sobre o fato. Faça uma ausculta e deixe que a mulher-natura
siga o instinto.
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Tô
com medo!
É
na hora de dormir, quando a hora em que eles sabem
que vão estar sozinhos é que as fantasias
de medo e morte se apresentam de maneira perturbadora,
ainda que a idéia de morte, nas crianças,
não seja identificada como os adultos a identificam
e exprimem. Se assim acontece com os adultos, porque
com eles seria diferente?
Por
este motivo que o ideal é que a criança
na hora de deitar para dormir, tenha a presença
da mãe ou do pai. Uma avó afetuosa.
Pessoa com quem a criança sinta-se confortável
para dizer dos seus medos.
O medo das sombras
que povoam as paredes ou qualquer outro espaço
do quarto. Muito comum é uma criança
chamar a mãe para dizer que simplesmente
está com medo. É importante identificar
através do " quê" o medo
se manifestou.
No caso da hora de
deitar, a luz de fora do quarto projeta na parede
as sombras do que está no caminho do facho
de luz. Uma dobra no tecido da cortina um galho
de árvore ou planta movida pelo vento, vai
se projetar como sombra em movimento.
Quando a criança
explicita medo das sombras, uma brincdeira esclarecedora
é identificar o objeto que resulta em um
"monstro" . Se a criança desejar
se levantar para procurar o "monstro"
é bom deixá-la fazer.
Não apenas pelo
medo do escuro que a criança poderá
sentir, sempre é bom deixar um foco de luz
bem tênue aceso.
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