A História
demonstra que as rivalidades entre irmãos sempre existiram
e são narradas na Bíblia como é o caso de
Caim e Abel e na história de Roma quando apresenta a rivalidade
entre os irmãos Romulo e Remo
A rivalidade
entre irmãos, é um acontecimento normal, inevitável
e necessário, e são freqüentes cuja utilidade
é ignorada pela maioria dos pais, e devem saber a posição
que devem tomar, enquanto pais ou educadores sendo. considerada
por muitos pais como um mau sentimento e que, por isso, deva ser
combatido. Sendo entretanto um sentimento benéfico, desde
que não extrapola certos limites.
Imaginemos
por exemplo, uma criança de dois anos brincando com o seu
carrinho predileto. Ela não entrega esse brinquedo, de
livre e espontânea vontade, ao seu irmão. Pelo contrário,
vai gritar, puxar, e dizer que não, que aquele carro é
só dele.
Se analisarmos
este cenário provavelmente não vamos constatar nada
de anormal. É um acontecimento comum, onde o procedimento
da criança demonstra egocentrismo: ela não quer
partilhar o brinquedo com o seu irmão. Mas isto não
significa que ela não gosta dele. Pelo contrário,
esta rivalidade é uma oportunidade para começar
um processo de aprendizagem relativamente ao conceito de partilha.
Assim,
a relação entre irmãos caracteriza-se pela
contrariedade de sentimentos: amor versus. raiva, que funciona
como uma mola impulsionadora da aprendizagem. É um marco
importante na estrutura psicológica da criança,
tanto ao nível psíquico como ao social, que deve
ser encarado como um processo de crescimento natural, desde que
não atinja proporções de agressividades perigosas.
Mas os
pais devem saber que o irmão é uma figura de referência,
com quem partilha os momentos da vida, as alegrias e as tristezas.
É a companhia ideal para os momentos de lazer, mas em determinadas
situações, é um provocador com quem se discute
e se cria alguma rivalidade
Os pais
e educadores, vivem freqüentemente o dilema de como evitar
que as crianças discutam. Sabem que não podem tomar
partido, mas não têm noção do que fazer
para pôr fim à discussão, o que dizer, se
devem ou não gritar ou se pô-los de castigo.
Pais
e educadores têm um papel fundamental na sociabilização
das crianças e são os responsáveis por fomentar
valores e atitudes que os tornarão adultos dignos, e os
mecanismos mentais permitem que as relações entre
as crianças se desenvolvessem como uma forma de aprendizado
para enfrentar situações que fatalmente irão
encontrar na vida, tais como as rivalidades na família,
na escola, no trabalho, nos esportes, na vida social etc. e os
parceiros para tal aprendizagem são os irmãos.
As frustrações,
renúncias, injustiças, ingratidões, preterições
ocorridas na convivência com os pais e os irmãos,
irão prepará-la para a vida futura. Isso irá
permitir que o egocentrismo normal da criança ceda lugar,
progressivamente, para atender às exigências da vida,
a condutas altruísticas. Esse processo de socialização
da criança é uma das funções essenciais
da família, e permitirá a passagem da rivalidade
à amizade e à cooperação
Como
outros sentimentos aparentemente nocivos, como a agressividade
e a desobediência, a rivalidade fraterna não deve
ser reprimida a qualquer custo, cabendo aos pais o estabelecimento
dos limites.
A rivalidade
fraterna começa cedo, no momento que os pais erradamente
disserem ao único filho: "Vamos ter outro filho, quando
ele chegar, não vamos deixar de gostar de você. Vamos
gostar, igualzinho, dos dois ".
Ao fazerem
esse tipo de comentário lançaram o primeiro alicerce
da rivalidade e a mensagem que ele irá entender é
de que irá aparecer em sua casa alguém com quem
terá que dividir tudo, inclusive o amor dos pais e os brinquedos
Certamente
ele não ficará nada satisfeito com os pais e com
o futuro "usurpador", ao fazerem a comparação entre
um filho e outro, o que não deve nunca ser feito entre
os irmãos. E também não disseram a verdade,
pois é quase impossível gostar e tratar, da mesma
maneira, duas pessoas, pois que sendo diferentes, necessitam de
tratamentos distintos, Melhor seria que os pais dissessem que
eles não seriam tratados de forma igual, pois um recém
nascido não pode ser tratado da mesma forma que um filho
de idade diferente.
Quantas
vezes os adultos se enganam pois que as crianças podem
estar se atracando violentamente e os pais os chamam a atenção
que irmão devem se gostar e eles respondem " nós
não estamos brigando, estamos brincando de luta livre".
Muitas
vezes a rivalidade é exteriorizada pela primeira vez quando
o bebê engatinha e pega um brinquedo do mais velho, e ele
reage. A rivalidade costuma ser maior entre o primeiro e o segundo
filho, obviamente. Os dois primeiros filhos, geralmente tem a
rivalidade muito exacerbada. Essa conduta não pode ser
confundida com inimizade, violência, agressividade. Antes
deve ser entendida como o estabelecimento de um vínculo
social;
Algumas
recomendações podem amenizar a eterna rivalidade
entre irmãos
Não
culpe a criança mais velha por zangar-se com a menor; às
vezes é difícil saber quem tem razão.
Não
tome partido, tenha um certo poder de isenção, e
com isto evita que algum deles se revolte e se sinta injustiçado,
pois ao tomar partido podem aumentar a rivalidade entre os irmãos.
Não
se envolva nas discussões, deixe-os tentar resolver o problema
sozinhos, e só deve intervir em último caso.
Não
atue com parcialidade mas sim como mediador. Quando perceber que
eles não vão chegar a nenhuma conclusão,
converse calmamente com os dois, entenda a posição
de cada um e peça-lhes que exprimam o que estão
sentindo um com relação ao outro.
Não
encare a situação como um processo revanchista mas
sim de aprendizagem na resolução dos conflitos.
Não
perca a oportunidade de desenvolver a empatia para com o outro.
Diga-lhes que quando se grita ninguém se entende e que
devem saber discutir com cortesia.
Não
fique tenso e procure relaxar-se quando a rivalidade entre irmãos
lhe provocam demasiada ansiedade.
Não
desvalorize a criança, mas respeite-a como ela é,
aceite os seus defeitos e saiba aproveitar as suas qualidades.
Não
coloque o afeto e a paixão de lado. A atitude dos pais
e educadores deve ser de um amor incondicional, por isso não
se sinta ameaçado por aquilo que elas possam pensar ou
dizer em momentos de raiva.
Não
rebaixem a auto-estima das crianças. Deixem que os irmãos
resolvam por si os seus problemas, pois isso será uma fonte
de aprendizado que para se vencer é preciso lutar por aquilo
que se acredita. Uma das maiores alegrias dos pais é poderem
assistir a rivalidade se transformar em amizade e companheirismo.
Não
devem os pais discutir dizendo que um é bom e outro é
malvado, pois que a rivalidade fraterna tem sua origem na competição
pelo amor dos pais.
Não
demonstre, apesar de existir, preferência por um dos filhos
Não
existindo risco nunca tomem partido com alegações
de que "você é maior e bateu , no seu irmãozinho
menor. Deixem que as crianças resolvam seus problemas com
supervisão a distância.