Essa desestruturação é de grande interesse
mesmo que não se tenha certeza de a quem interessa tal horror
desestrutural. Pior do que isso, é o fato de as mães não estarem
se dando conta. A classe médias intelectual formadora de
opinião o sabem, mas o preço que está pagando é alto. Tão
alto que, da mesma forma distribui essa dívida com aqueles que
não têm a menor noção.
Por detrás de tudo isso há interesses
piores. É por aqui, a primeira brecha. Outra brecha importante
é o interesse desabonável da mídia, de comportamento imoral. Invadindo
cada recanto dos lares, banham pais e filhos com seus incentivos
ao consumo doentio. Não se trata de consumo de qualidade mas sim
de consumo conveniente aos interesses não apenas econômicos, mais
somados aos interesses políticos. Mesmo sabendo, todos se deixam
usar na esperança de tomar posse do seu quinhão na escalada social,
sem se dar conta da manipulação ideológica que assume outra dialética.
Temos observado com certa freqüência
que os envios de mensagens sobre crianças desaparecidas, as fotos
dessas crianças, acentuado o número de meninas, nas quais elas
são fotografadas em poses adultas de falsa sensualidade
falsa sensualidade porque crianças não conseguem se mostrar sensuais
mas apenas imitar teatralmente, segundo o psiquiatra Dr. Haim
Grunspun e maquiladas como gente grande, mostranto o tanto
do sonho dos pais ( mães, na verdade ) em verem suas filhas descobertas
como futuros modelos fotográficos. Meninas entre nove e doze anos
apenas, estimuladas precocemente a buscar os meios mais fáceis
para conquistar o sucesso.
Na verdade, o que se pode depreender
é que o estímulo caminha na direção do incentivo e da alimentação
à pedofilia e da prostituição. Muitas dessas crianças que são
educadas dessa forma, estarão se preparando para assumir uma profissão
qualquer durante o dia e complementar sua renda pessoal com atividades
ilícitas, à noite.
Essa mesma mídia, com programas infantis,
que dispõem até de grife de roupas e acessórios "infantis"
que estimulam os mínimos shortinhos onde meninas que, nem mal
se mostram púberes, exibem as popinhas. Aos nove ou dez anos,
muitas, bem desenvolvidas, já menstruando, diminutos seios, se
mostram verdadeiras muheres quase "feitas". Se observamos
as fotografias em anúncios de roupas ou qualquer outro
produto na linha infantil para grandes lojas de departamento,
por exemplo, ( vejam na própria internet ) vamos ver que
os meninos são fotografados em clima mais criança,
mais moleques. As meninas, mesmo com esforço de adereços
infantis, como bonecas ou bichinhos de pelúcias, estão
sempre com penteados adultos, pernas cruzadas, enfim "atitude"
ridículamente sensual e adulta.
Como vamos imaginar que os homens vão
olhar e sentir essas crianças-mulheres, tendo que vista que o
pinto deles tem um olho cego e cabeça sem neurônios? Provocar
o instinto animal do bicho homem nunca deu certo. Quem tem culpa
será pesado dizer que são as mães que estimulam,
acham uma gracinha que a filha não descubra a diferença entre
a calcinha e a saia mas, não se pode culpar de todo, apenas a
existência dos homens doentes. Mais crescidinhas, adolescentes,
não causaria espando que existisse alguma mãe que torcesse para
que sua filha continuasse sem descobrir a diferença entre a calcinha
e a saia. Agora a história não é ensinar filha a pegar um só marido.
Agora, é ensinar filha a distribuir-se por muitas fontes de renda.
Facilita muito não ter mais que dizer "meu esposo".
Não tenho como não prever a zanga de
alguma leitora que dê uma interpretação moralista-religiosa. Mesmo
que essas idéias escritas fossem de fundo moral-religioso, se
ainda assim fossem, para salvar nossos filhos e filhas da nossa
ambição e da nossa ganância, cegueira ou ignorância, salvá-los
das garras da mídia ensandecida, ainda assim valeria à pena.
Outros fatores estimulados artificialmente
ou como conseqüência desse artificialismo devem ser considerados.
Acrescente-se a isto tudo, a ausência da mulher-mãe, por força
do exercício profissional, essa mulher pós-pirula, sexualmente
seduzida pela sua "audácia". A "audácia", esta que só foi possível
através da permissão de cientistas homens.