Mas,
essas crianças precisam ver atitudes e comportamentos
dos pais. Ainda que, pessoalmente, não ache
que " filho de peixe, peixinho é",
mas há quem acredite.
Se
os filhos se acostumaram vendo os pais conversando,
como um costume deles, como casal, com certeza,
terá facilidade para se comunicar com eles,
enquanto seus pais. Conversas sem tabus e na medida
da curiosidade e necessidade dos filhos embora
exista uma corrente de psicoterapeutas que diverge
desse comportamento sob a alegação
de que as crianças ficam dependentes dos
pais. Dessas conversas muito íntimas com
os filhos é que os pais poderão fazer
com que os filhos venham a atribuir mais credibilidade
a esses pais. Penso que esta é a melhor maneira
de manter-se em sintonia e, portanto harmonizar
a convivência, além de fortalecer os
vínculos de companheirismo, os mesmos praticados
pelos pais.
Buscar
saber o que frusta o filho, como está a relação
dele com este ou aquele amigo que andava meio difícil,
se ele encontrou saída para a professora
que pegava no pé. No entanto, para que isso
seja possível, tem que ter começado
desde lá, na primeira infância. Banhos
juntos, boas brincadeiras com os pais, apelidos
engraçados, usado só na intimidade,
restrita apenas aos pais. Historinhas infantis que
foram inventadas só para ele. Coisas desse
tipo criam vínculos afetivos, garantem espaços,
também afetivos e equilibrio emocional. Tudo
isso contribui para que mais adiante, na hora crucial
da passagem pela adolescência, alguma coisa
possa ser facilitada através da credibilidade
que mãe e pai gozarem.
Rita
B. W. Andrea