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Planeje
sua festa de Halloween aproveitando as duas versões
da origem do Shamhain. Misture as duas, ou escolha
uma, para preparar a festa com muita alegria e
diversão. Você, ainda, poderá
acrescentar elementos possíveis da cultura
brasileira como personagens do folclore indígena
e africano. Além bonecas de pano personagens
do livro de Monteiro Lobato. Mas tem que passar
idéia de falsos sustos e medos, ao mesmo
tempo de muita alegria. Mas, cuidado e resista
à carnavalização, que acaba
sendo a tendência.
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O
Brasil das abóboras
Suzana
Bertioga
20/10/2008
Uma
indignação pueril, resquíscios
de um mundo fechado e sem interligações
globais, ataca alguns brasileiros, em geral, o repúdio
é explicitado por homens que se esqueceram de,
antes, se preocuparem com o vernáculo. Logo esses,
que são nacionais-ufanistas de extrema qualquer
coisa ou qualquer idéia, desde que contra o povo
norte-americano.
Tanta
"luta" pela conservação do Idioma
Português acaba por fazer com se que destaquem
no uso do que há de triste na linguagem chula
da expressão para o Halloween: é o cacete.
Melhor diriam: Halloween é duca!!
Do
que adianta execrar a festa celebrada pelos norte-americanos
- e com início em suas origens que passa pela
nossa origem católica! - se, sequer, se dão
ao trabalho de respeitar uma melhor linguagem para uma
festa muito mais voltada para o público infantil
?
Para
tanto os moços-moçoilos recorrem ao alcance
descomunado da hegemonia norte-americana. Fosse o Carnaval
uma festa hegemonica, tudo bem, nosso ufanismo incontido
rasgaria o mundo da globalização e com
muito direito para exportar absoluta homenagem à
prática da sodomia e de todas as doenças
transmissíveis sexualmente. Devem pensar assim,
pelo visto.
Na
falta de melhor bandeira, alguns poucos elementos da
imprensa, de poder colunável, deveriam recorrer
aos experts em desenvolvimento e implantação
de indústria turística para que se fizesse
um levantamento vigoroso do que há de possível
em nosso folclore e transformá-lo em geração
de riqueza. Quiçá, de exportação
sadia.
Em
nota em sua coluna social em O Globo, o jornalista Ancelmo
Goes faz um nem tão discreto patrulhamento e
intimidação ( dia 20/10/2008):
Halloween
é o cacete
O braço brasileiro do canal pago Discovery Kids, dirigido
às crianças, anuncia uma programação especial para o
Dia das Bruxas, 31 de outubro.
Halloween, como eu ia dizendo, é uma imitação boba da
cultura americana..
Ou,
seja, quem da elite da coluna iria dar uma festa de
Halloween já se vê em maus lençóis.
Ao invés da execração, estimule-se
a festa da forma como nós do Domínio Feminino
fazemos. Talvez porque não sejamos uma ONG a
serviço desta ou daquela ideologia de enfrentamento
e guerra, atitudes tão tolas que só fazem
dar realces ao nosso sentimento de inferioridade e ignorância
sobre a realidade do mundo atual.
Por
qual motivo nossos cantantes, artistas e intelectuais
em geral não se fazem de rogados na hora de aceitar
convite dos americanos para este ou aquele prêmio,
por mérito, em suas atividades profissionais
ou outro tipo?
Cadê
esse mundo sem preconceitos e de respeito às
diferenças que tantos defendem? Tem alguma coisa
boa nisso tudo que ainda desconhecemos. Sera que dá
lucro mesmo atacar os americanos? Quem paga e quem ganha
?
Que
profissionais do jornalismo só tenham a oferecer
esta pobre contribuição à cultura
brasileira é querer ganhar no tapetão.
Como dizem lá na terra do Ancelmo: "chore
não, viu?"
Deem
um tempo, pois!
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