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        Intuição

 


             Roque Theophilo
             
Psicólogo
     
            03, Novembro/2003

Por intuição que descobrimos e pela lógica que provamos
Henry Poincaré - Matemático

 

Introdução

Apartir da entrevista da psicóloga americana Sharon Franquemont na Revista Veja-nº21-ano 35 de 29.05.2002 , ela diz que, no século XXI, o uso da intuição é fundamental para se dar bem no trabalho e no amor, temos recebido um sem número de e-mails pedindo que fosse escrito mais alguma coisa sobre o assunto da entrevista da referida psicóloga. Daí resolvemos apresentar um estudo sobre um Ensaio sobre a "Intuição". O que dizem os dicionaristas a respeito de Ensaio e de Intuição.

Em suma, a intuição vem do termo latim intueri e significa ver por dentro. É uma informação interna e aparece na forma de uma profunda emoção e autoconfiança. Segundo Carl G.Jung a intuição é uma capacidade inconsciente de perceber possibilidades. Para o filósofo Emerson, intuição é uma sabedoria interior que se expressa e orienta por si própria. Enfim, é uma inteligência que consegue resolver um problema ou elaborar um produto ou um serviço através de uma visão interior .

Em suma, a intuição vem do termo latim intueri e significa ver por dentro.

É uma informação interna e aparece na forma de uma profunda emoção e autoconfiança. Segundo Carl G.Jung a intuição é uma capacidade inconsciente de perceber possibilidades.

Para o filósofo Emerson, intuição é uma sabedoria interior que se expressa e orienta por si própria. Enfim, é uma inteligência que consegue resolver um problema ou elaborar um produto ou um serviço através de uma visão interior. .

Existe uma diferença entre e intuição e insight considerando que Intuição é a capacidade de prever possibilidades e insight é como a intuição é revelada. .

Psicologia e a Intuição Em psicologia

Intuição o processo pelo qual um novo conhecimento ou uma crença, surge no mundo dos conhecimentos do sujeito, sem que ele possa apresentar provas lógicas em apoio dessa idéia. Na intuição delirante, o caráter patológico não se prende ao fato de ter uma intuição, mas ao seu conteúdo e ao caráter de verdade que o sujeito lhe atribui, sem nenhum suporte perceptivo e sem necessidade de verificação lógica. Para N.Chomsky, que estudou sobre linguagem e sua aquisição, intuição gramatical é o processo que, sob a dependência do conhecimento tácito ( ou seja, inconsciente) que o locutor tem do conjunto de regras que determinam a boa formação das frases, permite ao sujeito fazer juízos de gramaticalidade a respeito der qualquer frase.

Trata-se portanto, de intuição da formas lingüística, e não do sentido de intuição partilhada por todos os membros de uma mesma comunidade lingüística. Vamos transcrever um comentário do Professor Efraim Rojas Boccalandro sobre o livro A intuição do Psicólogo; Técnicas de abordagem com o uso do Rorschach.

 

Como a criatividade adicionada a intuição atua no campo empresarial

A origem etimológica da palavra intuição como vimos acima provém de um verbo latino que significa ver; perceber; discernir; ato ou capacidade de pressentir. É uma forma de captar informações sem recorrer aos métodos do raciocínio e da lógica. Nosso cérebro está dividido em dois hemisférios: o do lado direito armazena e elabora as nossas emoções, a imaginação, criatividade, é a metade intuitiva, sem domínio verbal; o hemisfério esquerdo é o lado organizado, racional, lógico, analítico, usa a linguagem e domina a palavra. A intuição se opõe à razão? Não, ela apenas se situa fora dos seus domínios. Há mais probabilidade de acerto quando intuição e razão agem de forma equilibrada. Num recente levantamento feito pelo International Institute For Management DevelopmentIMD, com sede na Suíça, 80% dos 1.312 executivos entrevistados em nove países, avaliaram que a intuição se tornou importante para formular a estratégia e o planejamento empresarial.

Desses, a maioria (53%) diz que recorre à intuição e ao raciocínio lógico em igual proporção no seu dia-a-dia. A intuição é velha companheira de artistas e cientistas. Num estudo recente divulgado nos Estados Unidos, 82 entre os 93 Prêmios Nobel enfatizaram o papel importante dessa capacidade na criatividade e nas descobertas humanas.

O físico Albert Einstein, que considerava a imaginação mais importante do que o conhecimento, disse certa vez: Às vezes confio estar certo, sem saber a razão. Os gênios da música clássica, Beethoven e Mozart, atribuíam suas maiores realizações ao uso da intuição. As mulheres estão galgando novas posições de destaque não só como empresárias, mas como líderes nas mais diversas atividades, graças aos seus dotes privilegiados em relação à intuição. Nelson Blecher cita no seu artigo alguns exemplos bem interessantes sobre a valorização da intuição no mundo dos negócios, começando pela Compaq, líder mundial de computadores pessoais. Ela contratou uma equipe de quatro psicólogos para percorrer todas as suas unidades espalhadas pelo mundo, para avaliar o perfil intuitivo dos seus executivos. Jorge Schreurs, presidente da Compaq do Brasil, foi submetido durante dois dias, a uma bateria de testes.

O curioso é que nos questionamentos não vieram perguntas sobre o mercado brasileiro, sobre novos modelos de computadores, ou, sobre suas relações com a indústria de informática. Os quatro psicólogos queriam saber, acima de tudo, se o presidente da Compaq do Brasil tinha uma intuição aguçada. Akio Morita, presidente da Sony, observara pessoas caminhando pelas ruas de Tóquio e Nova York carregando pesados aparelhos de som nos ombros. Levou o assunto para uma discussão com os engenheiros da empresa, pois, na sua intuição, um aparelho compacto, pequeno e leve, poderia ser um novo produto no mercado. .

Sua equipe achou que ninguém teria interesse em comprar um equipamento sem dispositivo de gravação. Morita fez valer a sua intuição forte e lançou em 1979 o walkman, que foi, e ainda é, um sucesso de mercado, multiplicando-se em mais de 250 diferentes modelos. Mais da metade dos executivos brasileiros já pesquisados em grandes e médias empresas, pende para o hemisfério esquerdo do córtex cerebral, guiando-se mais pelo raciocínio e a lógica, do que pela intuição. Japoneses, americanos e ingleses despontam no grupo dos executivos como os mais intuitivos.

Os empresários brasileiros ainda dão um peso muito grande às análises estatísticas, para a quantificação de dados, usando demais o lado esquerdo, em detrimento do direito. Conseguem examinar as árvores, deixando de enxergar a floresta. Ficam muito preocupados em contar, medir, pesar, e quando precisam decidir, o tempo passou e o concorrente saiu na frente. Um modelo novo de tênis dura apenas seis meses. Computadores estão superados em 18 meses. Os consumidores se tornam mais imprevisíveis.

As pesquisas de tendência estão ficando mais caras. São as aceleradas mudanças econômicas e tecnológicas que tornaram as questões demasiadamente complexas. Com a globalização, as empresas tiveram que se adaptar a novos esquemas de produção, novas fontes de suprimentos, novos nichos de mercado. Surgiram questões cruciais como: Produzir internamente ou terceirizar? Comprar de fornecedor nacional ou localizar outro melhor na Ásia? Montar uma rede própria de distribuição ou fazer parcerias estratégicas com outras empresas? As pressões para tomada de decisão estão sendo feitas em prazos cada vez menores, aumentando, progressivamente, nas pessoas bem-sucedidas, os apelos para os dotes intuitivos. Vale a pena voar nas asas da criatividade e intuição!

Não poderíamos adicionar a intuição a um sexto sentido?

Tato, olfato, audição, paladar e visão. São os cinco sentidos visíveis. O sexto, não poderia ser a intuição, palavra que vem do latim intueri, que significa olhar para dentro, ninguém sabe ao certo onde fica. Não existe uma fronteira definida que delimite o seu alcance. Sabemos que a língua é capaz de identificar sabores diferentes, que o tato nos permite ter sensações de volume e textura, mas, afinal, do que a intuição é capaz?

A intuição aguçada, pertence mais ao homem ou a mulher uma coisa é certa que as pessoas criativas são mais intuitivas pela facilidade no contato com as emoções e o imaginário é que as pessoas criativas podem a sua intuição com mais freqüência. Uma decisão acertada baseada na intuição pode parecer mágica. Não é isso que os cientistas, artistas pensam - segundo eles, a racionalidade e a criatividade exercitando a intuição? os que raciocinam, criam são muito mais intuitivos do que os emotivos e estereotipados que são repetidores do que os outros fazem.

As pessoas podem ativar a intuição através de objetivos claros que é a primordial condição, devendo saber discernir às informações objetivas e subjetivas e ter capacidade para fazer associações, conexões e analogias Conhece-te a ti mesmo e aumentarás a tua intuição.

O mergulho interior é uma forma de ampliar a intuição; Aquele que conhece a si mesmo conhece o senhor; diz o islamismo, Olha para dentro de ti tu és um Buda, fala o budismo.

Na Grécia se deu muita importância ao Conhece-te a ti mesmo a partir do templo de Apolo, figura complexa e enigmática, que transmitia aos homens os segredos da vida e da morte, Apolo foi o deus mais venerado no panteão grego depois de Zeus, o pai dos céus.

Os oráculos desempenharam uma função importante na vida dos gregos. Tratava-se de santuários em que um deus transmitia profecias ou conselhos a quem pedisse, através de um intermediário humano. O oráculo do deus Apolo em Delfos construído no século VII a.C. na Grécia manteve sua liderança até a época helenística. No oráculo de Delfos havia uma sacerdotisa, a pitonisa, que entrava em transe e recebia as mensagens de Apolo. Suas palavras eram interpretadas por sacerdotes que, por sua vez, as traziam em verso aos ouvintes.

No frontão do templo se lia Gnohti seauton cuja tradução é Conhece-te a ti mesmo; o dístico era completado ;e conhecerás o Universo e os deuses. A frase era uma advertência de quem desejasse conhecer os desígnios dos deuses deveria começar a procura dentro de si A frase tornou-se célebre e imortalizou-se graças ao filósofo Sócrates 469-399 a.C.

Em suma esse aviso era uma advertência para o visitante que se consultava com a pitonisa e que queria conhecer os desígnios dos deuses deveria começar a procurar dentro se si isto é intuir.

Resumo da entrevista da Sharon

A psicóloga americana Sharon Franquemont abriu um tema que empolga pelos poucos estudos que existem a respeito excetuando-se o do Jung que nos ocuparemos adiante. As teorias da psicóloga Sharon Franquemont já foram ouvidas por funcionários do governo americano, profissionais da educação e dirigentes de grandes corporações, como Intel, Procter&Gamble e AT&T. Ler Resumo

A captação das imagens apreendidas acontece muito rapidamente e o raciocínio é intuitivo. Está sempre aberto ao novo e gosta de experimentos não muito comuns As informações são recebe e processadas a partir de idéias e imagens, ao contrário daquele que desenvolve o pensamento analítico, tem grande capacidade de intuir que é o ato de ver, perceber, discernir; perceber clara e imediatamente os fatos em redor; por discernimento instantâneo com percepção do todo. A visão dos fatos é sempre inovar e criar e sem receio em acreditar em novas idéias. Não é titubeante e vê muito rapidamente as atitudes que pretende tomar. Para aqueles que pensam intuitivamente, é mais importante o futuro do que o presente. Pela sua ampla visão se perde nas minúcias e pormenores. Não se perde com detalhes. Prefere a análise do que a síntese.

Como a intuição é vista pela filosofia e a sua importância nos conhecimentos:

Platão, nasceu em Atenas, em 428/427 a.C., e lá morreu em 347 a.C. seu verdadeiro nome era Aristóteles, e foi denominado de Platão que, segundo alguns, derivou de seu vigor físico e da largueza de seus ombros ( platôs significa largueza ). Ele era filho de uma abastada família, aparentada com famosos políticos importantes, por isso não espanta que a primeira paixão de Platão tenha sido a política. Platão distingue quatro formas ou graus de conhecimento, que vão do grau inferior ao superior: crença, opinião, raciocínio e intuição intelectual. Para ele, os dois primeiros graus devem ser afastados da Filosofia — são conhecimentos ilusórios ou das aparências, como os dos prisioneiros da caverna — e somente os dois últimos devem ser considerados válidos. O raciocínio treina e exercita nosso pensamento, preparando-o para uma purificação intelectual que lhe permitirá alcançar uma intuição das idéias ou das essências que formam a realidade ou que constituem o Ser.

Platão cita que Anaxágoras, um dos pré-socráticos, tinha estudado a necessidade de introduzir uma Inteligência universal para conseguir explicar o porquê das coisas, mas não soube levar muito adiante esta sua intuição, continuando a atribuir peso preponderante às causas físicas, afirmava que a verdade direta e evidente era aquela que a pessoa recebia de um plano transcendente, sem nenhuma mediação do mundo material. Apartir da teologia medieval, esse conceito foi sendo gradativamente resgatado. Na Idade Média, tinha-se em mente que o contato direto com o sagrado promovia o êxtase religioso, a sensação de iluminação e de plenitude. Atualmente, muitos religiosos consideram esse tipo de experiência como sendo puramente intuitiva.

Mais tarde, uma maior exploração do tema teve como base duas fontes centrais, No século XVII, Renè Descartes (1596-1650) tratou a como uma verdade evidente nas obras Meditações Metafísicas e Discursos do Método. Um século mais tarde, Kant (1724-1804) identificou a como um pensamento que engloba verdades e conhecimentos que independem da experiência adquirida. Ou seja, para o filósofo alemão, a pessoa nasce intuitiva. Pouco mais tarde, na Inglaterra, a corrente chamada intuicionista, que tinha no filósofo escocês William Hamilton (1788-1856) um dos principais representantes, afirmava que a era a primeira manifestação do conhecimento, uma iluminação súbita que alargava a compreensão humana. O físico Albert Einstein (1879-1955) afirmava que a criatividade é mais importante que o conhecimento. Assim ele se referia :

Se o senhor quer estudar em qualquer dos físicos teóricos os métodos que emprega, sugiro-lhe firmar-se neste princípio básico: não dê crédito algum ao que ele diz, mas julgue aquilo que produziu. Porque o criador tem esta característica: as produções de sua imaginação se impõem a ele, tão indispensáveis, tão naturais, que não pode considerá-las como imagem de espírito, mas as conhece como realidades evidentes
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Todo o século XVIII foi consumido na exploração das possibilidades abertas pelo método infinitesimal, então recém-descoberto. Foi um período de prodigiosos calculadores (como Euler) que, apoiados na fecundidade da pura técnica operatória, invadiam e desbravavam domínios cujo fundamentos eram, amiúde, pouco claros.

Os matemáticos manipulavam séries infinitas (guiados apenas pela pura intuição, pois não conheciam os fundamentos dos métodos utilizados). Esses procedimentos originaram dúvidas e perplexidades, que terminaram por inspirar uma nova atitude crítica, na passagem do século XVIII ao XIX.

Não é fácil conceituar a intuição. Se perscrutarmos os dicionários, encontraremos algo do tipo: a intuição é o ato de ver, perceber, discernir, pressentir. Fica-nos, então, aquela impressão de que a intuição é o ato de ver algum objeto ou fenômeno de maneira diferente daquela normalmente vista pela maioria das pessoas que olham para esse objeto ou fenômeno. Por exemplo: bilhões de pessoas, no decorrer de milhares de anos, já devem ter se deparado com um cenário, ao cair da tarde, onde, por trás de uma macieira repleta de frutos suspensos por pedúnculos visualiza-se a Lua, fixa no firmamento.

Quantos viram algo além de maçãs e da Lua? Pois é bem possível que num cenário como este e em seu sítio, em Woolsthorpe, o jovem Isaac Newton, com apenas 24 anos de idade, tenha visualizado, além de maçãs e da Lua, a inércia retilínea e a atração entre corpos com massa. Entre a visão normal, ou o ato puro e simples de olhar, e a visão sofisticada, qual seja, o ato de ver, de perceber, de discernir, de pressentir, reside o segredo da intuição, também descrita como a contemplação pela qual se atinge a verdade por meio não racional

Newton, quando viu cair a maçã e teve a intuição da Lei da Gravidade, passou o resto de sua vida trabalhando para verificar aqueles conceitos que determinara como leis. Se pesquisarmos com intuição, poderemos, agindo com amor a natureza, fazer uma viagem fantástica, e redescobrir a arte de descobrir

Vamos, então, trabalhar um pouco mais este conceito no sentido de esclarecero que aqui entendemos por verdade e por que o processo intuitivo seria não racional.

O cientista é, diferentemente dos outros, um homem que procura pela verdade e que, portanto, assume a existência dessa verdade. Nessa procura, admite como certo o que poderíamos chamar de verdade provisória. Digamos, então, que esta última seja o que consideramos como verdade científica, e o que a distingue das demais verdades provisórias, encontradas pelos que não são cientistas, seria o seu acoplamento ao método científico ou à experimentação. Para resumir, poderíamos dizer que a verdade científica é uma verdade provisória tomada por empréstimo da natureza e da forma como ela aparenta ser.

As hipóteses e conjecturas científicas assumem, com freqüência, esse papel de verdades científicas. Digamos, então, que o primeiro passo, mas não o único e/ou o derradeiro, para chegarmos às verdades científicas seria a contemplação da natureza.

A não racionalidade, atribuída à intuição, retrata o seu caráter essencial, mas não engloba, propriamente, todo o processo intuitivo. Digamos que se refere ao insight ou estalo ou, ainda, à percepção de alguma coisa estranha, não notada nas outras vezes em que se observou o mesmo objeto ou fenômeno. É óbvio que esta percepção, ao ser trabalhada racionalmente, poderá vir a se constituir numa conjectura ou hipótese. No entanto, mesmo antes de formularmos uma conjectura ou hipótese, já estamos frente a algo a que podemos associar o conceito de verdade provisória. Existe um conceito popular a dizer: Gato escaldado tem medo de água fria..

Seria isto equivalente a admitir que o gato raciocina?

Seria isto coerente com a afirmação de que o gato formula hipóteses (a água queima) e as generaliza (as próximas águas queimarão)? Provavelmente não! Podemos, pelo exemplo, simplesmente inferir que o gato está dotado de uma intuição primitiva e da capacidade de memorizar fatos e, em conseqüência disso, em condições de aprender por um meio não racional.

Se a ciência experimental começa pela intuição, poderíamos concluir que o intuitivismo é a base fundamental de todos os conhecimentos humanos oriundos das ciências empíricas. É importante não confundir intuitivismo com intuicionismo. Este último relaciona-se à doutrina que faz da intuição o instrumento próprio do conhecimento da verdade: ver para crer.

Mesmo porque o cientista parte da contemplação do que realmente existe, e interpreta esta verdade seguindo um raciocínio lógico aprisionado ao método científico. O cientista, então, parte da verdade (intuitivismo) e procura por novas verdades científicas intuição é, portanto, bem diferente de dizer que a ciência começa pela observação.

É comum contemplarmos a natureza por vias indiretas. Newton, por exemplo, conhecedor da inércia circular de Galileu, viu a Lua em movimento e deve ter associado este movimento à desnecessidade de um pedúnculo para que a Lua permanecesse a uma distância fixa da Terra, o que não acontecia com as maçãs. Ou seja, Newton contemplou a natureza com conhecimentos adquiridos em seus estudos, o que é diferente de observar um fenômeno sem conhecimento algum.

Einstein, por outro lado, contemplou a natureza utilizando-se unicamente da imaginação e de seus conhecimentos prévios, deixando a observação momentaneamente de lado. Seus conhecimentos sobre eletromagnetismo, aos quinze anos de idade, relacionavam-se a brincadeiras com uma bússola ganha na infância e ao que pôde aprender no segundo grau a respeito do eletromagnetismo vigente na época.

 

Jung e a intuição

Carl Jung, psicanalista profundamente interessado pelo estudo das diferentes formas de expressão da vida, inclui a intuição como uma das atividades do psiquismo que funda o que é o humano.

Considera a intuição conjuntamente com o pensamento, o sentimento e a sensação qualidades que permitirão criar uma tipologia dos seres humanos pela predominância e interação de cada uma destas funções.

Jung julgava ser a intuição e o sentimento faculdades preponderantes para uma vivência adequada da psique, pois é apenas através de todos os seus elementos (pensamento, sentimento, sensação e intuição) que podemos tentar entendê-la.

Foi ele quem determinou, na sua obra Tipos Psicológicos, que a intuição é um componente indispensável para a formação da personalidade do homem, ao lado da sensação, do pensamento e do sentimento. E foi ele também quem colocou a intuição como uma ocorrência nascida e processada a partir do plano inconsciente.

Hoje, em função das mudanças teóricas, deixa-se de acreditar no imediato. Temos como mediadores os conhecimentos histórico, econômico, político e social, entre outros.

Jung classifica a sensação e a intuição, juntas, como as formas de apreender informações, ao contrário das formas de tomar decisões. A sensação refere-se a um enfoque na experiência direta, na percepção de detalhes, de fatos concretos, o que uma pessoa pode ver, tocar, cheirar. A intuição é uma forma de processar informações em termos de experiência passada, objetivos futuros e processos inconscientes.

Os intuitivos processam informação muito depressa e relacionam, de forma automática, a experiência passada e informações relevantes à experiência imediata. Para o indivíduo, uma combinação das quatro funções resulta em uma abordagem equilibrada do mundo: uma função que nos assegure de que algo está aqui (sensação); uma segunda função que estabeleça o que é (pensamento); uma terceira função que declare se isto nos é ou não apropriado, se queremos aceitá-lo ou não (sentimento); e uma quarta função que indique de onde isto veio e para onde vai (intuição). Entretanto, ninguém desenvolve igualmente bem todas as quatro funções. Cada pessoa tem uma função fortemente dominante, e uma função auxiliar parcialmente desenvolvida. As outras duas funções são em geral inconscientes e a eficácia de sua ação é bem menor. Quanto mais desenvolvidas e conscientes forem as funções dominante e auxiliar, mais profundamente inconscientes serão seus opostos. Jung chamou a função menos desenvolvida em cada indivíduo de função inferior. Esta função é a menos consciente e a mais primitiva e indiferenciada.

Jung classifica a sensação e a intuição juntas, como as formas de apreender informações, diferentemente das formas de tomar decisões. A Sensação se refere a um enfoque na experiência direta, na percepção de detalhes, de fatos concretos. A Sensação reporta-se ao que uma pessoa pode ver, tocar, cheirar. É a experiência concreta e tem sempre prioridade sobre a discussão ou a análise da experiência.

Os consumidores sensitivos tendem a responder à situação imediatamente, e lidam eficientemente com todos os tipos de aspectos negativos. Em geral estão sempre prontos para o aqui e agora. O consumidor intuitivo processa informações em termos de experiência passada, objetivos futuros e processos inconscientes. As implicações da experiência são muito mais importantes para os intuitivos do que a experiência real em si. Os intuitivos recebem e decodificam a informação muito depressa e relacionam, de forma automática, a experiência passada com as informações relevantes da experiência imediata.

A grande maioria dos Programas de Treinamento Gerenciais abordam que é o estudo dos diversos modos pelos quais as línguas podem diferir umas das outras., as decisões são geralmente tomadas enfatizando-se a preferência que emprega a função dominante, geralmente ignorando-se a função inferior. É mais provável que uma decisão seja melhor tomada quando as quatro funções forem utilizadas já que estão relacionadas à observação (Sensação - i ntuição) e à tomada de decisões (Pensamento -Sentimento ).

Os tipos Intuição-Pensamento, enfatizam problemas e conceitos gerais. Sua organização ideal é aquela em que o enfoque principal é a descoberta, invenção e produção de novas tecnologias e portanto deve ter um alto grau de flexibilidade. Os autores a denominaram organizações ligadas a pesquisa e desenvolvimento.

Os tipos Intuição-Sentimento, também tem como ideal organizações mais flexíveis e globalizantes. A diferença marcante com os Pensamentos é a de que enquanto eles preocupam-se com aspectos teóricos da organização, estes enfatizam as metas pessoais e humanas. Sua organização ideal é aquela que pudesse servir a humanidade, ou seja, eles realmente acreditam que as organizações existem com o objetivo de servir as pessoas. Foram chamadas de organização orgânico-adaptativa pelos autores.

Erich Fromm (1900-1950), psicanalista e filósofo social alemão naturalizado americano, constitui o terceiro pilar fundamental da utilização terapêutica dos sonhos. Sua grande contribuição à psicanálise foi a nova ênfase que deu aos fatores econômicos e sociais no comportamento do indivíduo. A título de ilustração realizou novas interpretações de sonhos famosos, aplicando-os à terapia das neuroses e dos desvios de comportamento. Para Fromm, o sentido fundamental do sonho é a realidade e a autêntica que se manifesta também em conseqüência de problemas e questões socioeconômicas.

Como a parapsicologia enquadra a Intuição

No Corpo Mental que é o veículo de manifestação pelo qual a consciência se manifesta usando os atributos da inteligência ( intelecto, intuição, memória, imaginação, etc. ); mente; corpo do pensamento.

O Feng Shui e a intuição

Quando se aplica o Feng Shui nos ambientes, temos que reunir a Sabedoria com a Intuição para termos um trabalho com ótimos efeitos. A intuição é uma das formas de Ver a Energia destes ambientes e, saber quais as "curas" que se deve fazer para Harmonizar as Energias.

O Zen e a Intuição

O discernimento pelo espírito oriental, apoiado no pensamento Zen, permitiu que os conhecimentos se perpetuassem e passassem do mestre ao aluno através dos anos, com certas variações técnicas, condicionadas pelo ambiente físico de cada época, mas aglutinadas todas elas ao redor de uma idéia, o conhecimento das coisas na sua forma real e de nós mesmos como meta final. Este "do" , este caminho necessário a percorrer se apóia num sistema, a intuição ensinada, a qual nos leva ao paradoxo de que algo próprio e íntimo de cada indivíduo, a intuição, pode ser ensinado, e inclusive formar escola. Isso se consegue perseguir através dos métodos de ensino Zen, que os mestres transferiram às artes marciais.

Conclusão

Como dissemos no inicio que faríamos um ensaio panorâmico sobre a intuição julgamos desprenteciosamente ter atingido o nosso alvo e como iniciamos o nosso ensaio com os conceitos de psicóloga Sharon Franquemont gostaria de finalizar com o final de sua entrevista com o meu ponto de vista que a intuição também tem um pouco de querer é poder.

Conta a psicóloga que conhecia uma casal que foi para Londres passar as férias: Lá, a mulher teve a intuição de que um dia ela e o marido se mudariam para aquela cidade. Cinco anos depois, ele foi convidado a se transferir e, ela mesmo tendo que abandonar projetos pessoais importantes em andamento, não hesitou em acompanhá-lo. Ela tinha certeza de que tudo sairia bem, como, de fato aconteceu e conclui Pura intuição.

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