|
Intuição
Roque Theophilo
Psicólogo
03, Novembro/2003
Por intuição
que descobrimos e pela lógica que provamos
Henry Poincaré - Matemático
Introdução
Apartir da entrevista
da psicóloga americana Sharon Franquemont na Revista Veja-nº21-ano
35 de 29.05.2002 , ela diz que, no século XXI, o uso da intuição
é fundamental para se dar bem no trabalho e no amor, temos recebido
um sem número de e-mails pedindo que fosse escrito mais alguma
coisa sobre o assunto da entrevista da referida psicóloga. Daí
resolvemos apresentar um estudo sobre um Ensaio sobre a "Intuição".
O que dizem os dicionaristas a respeito de
Ensaio e de
Intuição.
Em suma, a intuição
vem do termo latim intueri e significa ver por dentro. É uma informação
interna e aparece na forma de uma profunda emoção e autoconfiança.
Segundo Carl G.Jung a intuição é uma capacidade inconsciente de
perceber possibilidades. Para o filósofo Emerson, intuição é uma
sabedoria interior que se expressa e orienta por si própria. Enfim,
é uma inteligência que consegue resolver um problema ou elaborar
um produto ou um serviço através de uma visão interior .
Em suma, a intuição
vem do termo latim intueri e significa ver por dentro.
É uma informação
interna e aparece na forma de uma profunda emoção e autoconfiança.
Segundo Carl
G.Jung a intuição é uma capacidade inconsciente de perceber possibilidades.
Para o filósofo
Emerson, intuição é uma sabedoria interior que se expressa e orienta
por si própria. Enfim, é uma inteligência que consegue resolver
um problema ou elaborar um produto ou um serviço através de uma
visão interior. .
Existe uma diferença
entre e intuição e insight considerando que Intuição
é a capacidade de prever possibilidades e insight é como a intuição
é revelada. .
Psicologia e a Intuição Em psicologia
Intuição o processo
pelo qual um novo conhecimento ou uma crença, surge no mundo dos
conhecimentos do sujeito, sem que ele possa apresentar provas lógicas
em apoio dessa idéia. Na intuição delirante, o caráter patológico
não se prende ao fato de ter uma intuição, mas ao seu conteúdo e
ao caráter de verdade que o sujeito lhe atribui, sem nenhum suporte
perceptivo e sem necessidade de verificação lógica. Para N.Chomsky,
que estudou sobre linguagem e sua aquisição, intuição gramatical
é o processo que, sob a dependência do conhecimento tácito ( ou
seja, inconsciente) que o locutor tem do conjunto de regras que
determinam a boa formação das frases, permite ao sujeito fazer juízos
de gramaticalidade a respeito der qualquer frase.
Trata-se portanto,
de intuição da formas lingüística, e não do sentido de intuição
partilhada por todos os membros de uma mesma comunidade lingüística.
Vamos transcrever um comentário do Professor Efraim Rojas Boccalandro
sobre o livro A
intuição do Psicólogo; Técnicas
de abordagem com o uso do Rorschach.
Como a criatividade adicionada a intuição
atua no campo empresarial
A origem etimológica
da palavra intuição como vimos acima provém de um verbo latino
que significa ver; perceber; discernir; ato ou capacidade de pressentir.
É uma forma de captar informações sem recorrer aos métodos do
raciocínio e da lógica. Nosso cérebro está dividido em dois hemisférios:
o do lado direito armazena e elabora as nossas emoções, a imaginação,
criatividade, é a metade intuitiva, sem domínio verbal; o hemisfério
esquerdo é o lado organizado, racional, lógico, analítico, usa
a linguagem e domina a palavra. A intuição se opõe à razão? Não,
ela apenas se situa fora dos seus domínios. Há mais probabilidade
de acerto quando intuição e razão agem de forma equilibrada. Num
recente levantamento feito pelo International Institute For
Management Development IMD, com sede na Suíça,
80% dos 1.312 executivos entrevistados em nove países, avaliaram
que a intuição se tornou importante para formular a estratégia
e o planejamento empresarial.
Desses, a maioria
(53%) diz que recorre à intuição e ao raciocínio lógico em igual
proporção no seu dia-a-dia. A intuição é velha companheira de artistas
e cientistas. Num estudo recente divulgado nos Estados Unidos, 82
entre os 93 Prêmios Nobel enfatizaram o papel importante dessa capacidade
na criatividade e nas descobertas humanas.
O físico Albert
Einstein, que considerava a imaginação mais importante do que o
conhecimento, disse certa vez: Às vezes confio estar certo, sem
saber a razão. Os gênios da música clássica, Beethoven e Mozart,
atribuíam suas maiores realizações ao uso da intuição. As mulheres
estão galgando novas posições de destaque não só como empresárias,
mas como líderes nas mais diversas atividades, graças aos seus dotes
privilegiados em relação à intuição. Nelson Blecher cita no seu
artigo alguns exemplos bem interessantes sobre a valorização da
intuição no mundo dos negócios, começando pela Compaq, líder mundial
de computadores pessoais. Ela contratou uma equipe de quatro psicólogos
para percorrer todas as suas unidades espalhadas pelo mundo, para
avaliar o perfil intuitivo dos seus executivos. Jorge Schreurs,
presidente da Compaq do Brasil, foi submetido durante dois dias,
a uma bateria de testes.
O curioso é que
nos questionamentos não vieram perguntas sobre o mercado brasileiro,
sobre novos modelos de computadores, ou, sobre suas relações com
a indústria de informática. Os quatro psicólogos queriam saber,
acima de tudo, se o presidente da Compaq do Brasil tinha uma intuição
aguçada. Akio Morita, presidente da Sony, observara pessoas caminhando
pelas ruas de Tóquio e Nova York carregando pesados aparelhos de
som nos ombros. Levou o assunto para uma discussão com os engenheiros
da empresa, pois, na sua intuição, um aparelho compacto, pequeno
e leve, poderia ser um novo produto no mercado. .
Sua equipe achou
que ninguém teria interesse em comprar um equipamento sem dispositivo
de gravação. Morita fez valer a sua intuição forte e lançou em 1979
o walkman, que foi, e ainda é, um sucesso de mercado, multiplicando-se
em mais de 250 diferentes modelos. Mais da metade dos executivos
brasileiros já pesquisados em grandes e médias empresas, pende para
o hemisfério esquerdo do córtex cerebral, guiando-se mais pelo raciocínio
e a lógica, do que pela intuição. Japoneses, americanos e ingleses
despontam no grupo dos executivos como os mais intuitivos.
Os empresários
brasileiros ainda dão um peso muito grande às análises estatísticas,
para a quantificação de dados, usando demais o lado esquerdo, em
detrimento do direito. Conseguem examinar as árvores, deixando de
enxergar a floresta. Ficam muito preocupados em contar, medir, pesar,
e quando precisam decidir, o tempo passou e o concorrente saiu na
frente. Um modelo novo de tênis dura apenas seis meses. Computadores
estão superados em 18 meses. Os consumidores se tornam mais imprevisíveis.
As pesquisas
de tendência estão ficando mais caras. São as aceleradas mudanças
econômicas e tecnológicas que tornaram as questões demasiadamente
complexas. Com a globalização, as empresas tiveram que se adaptar
a novos esquemas de produção, novas fontes de suprimentos, novos
nichos de mercado. Surgiram questões cruciais como: Produzir internamente
ou terceirizar? Comprar de fornecedor nacional ou localizar outro
melhor na Ásia? Montar uma rede própria de distribuição ou fazer
parcerias estratégicas com outras empresas? As pressões para tomada
de decisão estão sendo feitas em prazos cada vez menores, aumentando,
progressivamente, nas pessoas bem-sucedidas, os apelos para os dotes
intuitivos. Vale a pena voar nas asas da criatividade e intuição!
Não poderíamos adicionar a intuição
a um sexto sentido?
Tato, olfato,
audição, paladar e visão. São os cinco sentidos visíveis. O sexto,
não poderia ser a intuição, palavra que vem do latim intueri, que
significa olhar para dentro, ninguém sabe ao certo onde fica. Não
existe uma fronteira definida que delimite o seu alcance. Sabemos
que a língua é capaz de identificar sabores diferentes, que o tato
nos permite ter sensações de volume e textura, mas, afinal, do que
a intuição é capaz?
A intuição aguçada,
pertence mais ao homem ou a mulher uma coisa é certa que as pessoas
criativas são mais intuitivas pela facilidade no contato com as
emoções e o imaginário é que as pessoas criativas podem a sua intuição
com mais freqüência. Uma decisão acertada baseada na intuição pode
parecer mágica. Não é isso que os cientistas, artistas pensam -
segundo eles, a racionalidade e a criatividade exercitando a intuição?
os que raciocinam, criam são muito mais intuitivos do que os emotivos
e estereotipados que são repetidores do que os outros fazem.
As pessoas podem
ativar a intuição através de objetivos claros que é a primordial
condição, devendo saber discernir às informações objetivas e subjetivas
e ter capacidade para fazer associações, conexões e analogias Conhece-te
a ti mesmo e aumentarás a tua intuição.
O mergulho interior
é uma forma de ampliar a intuição; Aquele que conhece a si mesmo
conhece o senhor; diz o islamismo, Olha para dentro de ti tu és
um Buda, fala o budismo.
Na Grécia se
deu muita importância ao Conhece-te a ti mesmo a partir do templo
de Apolo, figura complexa e enigmática, que transmitia aos homens
os segredos da vida e da morte, Apolo foi o deus mais venerado no
panteão grego depois de Zeus, o pai dos céus.
Os oráculos desempenharam
uma função importante na vida dos gregos. Tratava-se de santuários
em que um deus transmitia profecias ou conselhos a quem pedisse,
através de um intermediário humano. O oráculo do deus Apolo em Delfos
construído no século VII a.C. na Grécia manteve sua liderança até
a época helenística. No oráculo de Delfos havia uma sacerdotisa,
a pitonisa, que entrava em transe e recebia as mensagens de Apolo.
Suas palavras eram interpretadas por sacerdotes que, por sua vez,
as traziam em verso aos ouvintes.
No frontão do
templo se lia Gnohti seauton cuja tradução é Conhece-te a ti mesmo;
o dístico era completado ;e conhecerás o Universo e os deuses. A
frase era uma advertência de quem desejasse conhecer os desígnios
dos deuses deveria começar a procura dentro de si A frase tornou-se
célebre e imortalizou-se graças ao filósofo Sócrates 469-399 a.C.
Em suma esse
aviso era uma advertência para o visitante que se consultava com
a pitonisa e que queria conhecer os desígnios dos deuses deveria
começar a procurar dentro se si isto é intuir.
Resumo
da entrevista da Sharon
A psicóloga americana
Sharon Franquemont abriu um tema que empolga pelos poucos estudos
que existem a respeito excetuando-se o do Jung que nos ocuparemos
adiante. As teorias da psicóloga Sharon Franquemont já foram ouvidas
por funcionários do governo americano, profissionais da educação
e dirigentes de grandes corporações, como Intel, Procter&Gamble
e AT&T. Ler Resumo
A captação das
imagens apreendidas acontece muito rapidamente e o raciocínio é
intuitivo. Está sempre aberto ao novo e gosta de experimentos não
muito comuns As informações são recebe e processadas a partir de
idéias e imagens, ao contrário daquele que desenvolve o pensamento
analítico, tem grande capacidade de intuir que é o ato de ver, perceber,
discernir; perceber clara e imediatamente os fatos em redor; por
discernimento instantâneo com percepção do todo. A visão dos fatos
é sempre inovar e criar e sem receio em acreditar em novas idéias.
Não é titubeante e vê muito rapidamente as atitudes que pretende
tomar. Para aqueles que pensam intuitivamente, é mais importante
o futuro do que o presente. Pela sua ampla visão se perde nas minúcias
e pormenores. Não se perde com detalhes. Prefere a análise do que
a síntese.
Como a intuição
é vista pela filosofia e a sua importância nos conhecimentos:
Platão, nasceu
em Atenas, em 428/427 a.C., e lá morreu em 347 a.C. seu verdadeiro
nome era Aristóteles, e foi denominado de Platão que, segundo
alguns, derivou de seu vigor físico e da largueza de seus ombros
( platôs significa largueza ). Ele era filho de
uma abastada família, aparentada com famosos políticos importantes,
por isso não espanta que a primeira paixão de Platão tenha sido
a política. Platão distingue quatro formas ou graus de conhecimento,
que vão do grau inferior ao superior: crença, opinião, raciocínio
e intuição intelectual. Para ele, os dois primeiros
graus devem ser afastados da Filosofia são conhecimentos
ilusórios ou das aparências, como os dos prisioneiros da caverna
e somente os dois últimos devem ser considerados válidos.
O raciocínio treina e exercita nosso pensamento, preparando-o
para uma purificação intelectual que lhe permitirá alcançar uma
intuição das idéias ou das essências que formam a realidade
ou que constituem o Ser.
Platão cita que
Anaxágoras, um dos pré-socráticos, tinha estudado a necessidade
de introduzir uma Inteligência universal para conseguir explicar
o porquê das coisas, mas não soube levar muito adiante esta sua
intuição, continuando a atribuir peso preponderante às causas
físicas, afirmava que a verdade direta e evidente era aquela que
a pessoa recebia de um plano transcendente, sem nenhuma mediação
do mundo material. Apartir da teologia medieval, esse conceito foi
sendo gradativamente resgatado. Na Idade Média, tinha-se em mente
que o contato direto com o sagrado promovia o êxtase religioso,
a sensação de iluminação e de plenitude. Atualmente, muitos religiosos
consideram esse tipo de experiência como sendo puramente intuitiva.
Mais tarde, uma
maior exploração do tema teve como base duas fontes centrais, No
século XVII, Renè Descartes (1596-1650) tratou a como uma verdade
evidente nas obras Meditações Metafísicas e Discursos do Método.
Um século mais tarde, Kant (1724-1804) identificou a como um pensamento
que engloba verdades e conhecimentos que independem da experiência
adquirida. Ou seja, para o filósofo alemão, a pessoa nasce intuitiva.
Pouco mais tarde, na Inglaterra, a corrente chamada intuicionista,
que tinha no filósofo escocês William Hamilton (1788-1856) um dos
principais representantes, afirmava que a era a primeira manifestação
do conhecimento, uma iluminação súbita que alargava a compreensão
humana. O físico Albert Einstein (1879-1955) afirmava que a criatividade
é mais importante que o conhecimento. Assim ele se referia :
Se o senhor quer estudar em qualquer dos físicos teóricos os métodos
que emprega, sugiro-lhe firmar-se neste princípio básico: não dê
crédito algum ao que ele diz, mas julgue aquilo que produziu. Porque
o criador tem esta característica: as produções de sua imaginação
se impõem a ele, tão indispensáveis, tão naturais, que não pode
considerá-las como imagem de espírito, mas as conhece como realidades
evidentes .
Todo o século
XVIII foi consumido na exploração das possibilidades abertas pelo
método infinitesimal, então recém-descoberto. Foi um período
de prodigiosos calculadores (como Euler) que, apoiados na fecundidade
da pura técnica operatória, invadiam e desbravavam domínios cujo
fundamentos eram, amiúde, pouco claros.
Os matemáticos
manipulavam séries infinitas (guiados apenas pela pura intuição,
pois não conheciam os fundamentos dos métodos utilizados). Esses
procedimentos originaram dúvidas e perplexidades, que terminaram
por inspirar uma nova atitude crítica, na passagem do século XVIII
ao XIX.
Não é fácil conceituar
a intuição. Se perscrutarmos os dicionários, encontraremos algo
do tipo: a intuição é o ato de ver, perceber, discernir, pressentir.
Fica-nos, então, aquela impressão de que a intuição é o ato de ver
algum objeto ou fenômeno de maneira diferente daquela normalmente
vista pela maioria das pessoas que olham para esse objeto ou fenômeno.
Por exemplo: bilhões de pessoas, no decorrer de milhares de anos,
já devem ter se deparado com um cenário, ao cair da tarde, onde,
por trás de uma macieira repleta de frutos suspensos por pedúnculos
visualiza-se a Lua, fixa no firmamento.
Quantos viram
algo além de maçãs e da Lua? Pois é bem possível que num cenário
como este e em seu sítio, em Woolsthorpe, o jovem Isaac Newton,
com apenas 24 anos de idade, tenha visualizado, além de maçãs
e da Lua, a inércia retilínea e a atração entre corpos com massa.
Entre a visão normal, ou o ato puro e simples de olhar, e
a visão sofisticada, qual seja, o ato de ver, de perceber, de
discernir, de pressentir, reside o segredo da intuição, também descrita
como a contemplação pela qual se atinge a verdade por meio
não racional
Newton, quando
viu cair a maçã e teve a intuição da Lei da Gravidade, passou
o resto de sua vida trabalhando para verificar aqueles conceitos
que determinara como leis. Se pesquisarmos com intuição,
poderemos, agindo com amor a natureza, fazer uma viagem fantástica,
e redescobrir a arte de descobrir
Vamos, então,
trabalhar um pouco mais este conceito no sentido de esclarecero
que aqui entendemos por verdade e por que o processo intuitivo
seria não racional.
O cientista é,
diferentemente dos outros, um homem que procura pela verdade e que,
portanto, assume a existência dessa verdade. Nessa procura, admite
como certo o que poderíamos chamar de verdade provisória. Digamos,
então, que esta última seja o que consideramos como verdade científica,
e o que a distingue das demais verdades provisórias, encontradas
pelos que não são cientistas, seria o seu acoplamento ao método
científico ou à experimentação. Para resumir, poderíamos dizer que
a verdade científica é uma verdade provisória tomada por
empréstimo da natureza e da forma como ela aparenta ser.
As hipóteses
e conjecturas científicas assumem, com freqüência, esse papel de
verdades científicas. Digamos, então, que o primeiro passo, mas
não o único e/ou o derradeiro, para chegarmos às verdades científicas
seria a contemplação da natureza.
A não racionalidade,
atribuída à intuição, retrata o seu caráter essencial, mas
não engloba, propriamente, todo o processo intuitivo. Digamos que
se refere ao insight ou estalo ou, ainda, à percepção
de alguma coisa estranha, não notada nas outras vezes em que
se observou o mesmo objeto ou fenômeno. É óbvio que esta percepção,
ao ser trabalhada racionalmente, poderá vir a se constituir numa
conjectura ou hipótese. No entanto, mesmo antes de formularmos uma
conjectura ou hipótese, já estamos frente a algo a que podemos associar
o conceito de verdade provisória. Existe um conceito popular a dizer:
Gato escaldado tem medo de água fria..
Seria isto
equivalente a admitir que o gato raciocina?
Seria isto coerente
com a afirmação de que o gato formula hipóteses (a água queima)
e as generaliza (as próximas águas queimarão)? Provavelmente não!
Podemos, pelo exemplo, simplesmente inferir que o gato está dotado
de uma intuição primitiva e da capacidade de memorizar
fatos e, em conseqüência disso, em condições de aprender por um
meio não racional.
Se a ciência
experimental começa pela intuição, poderíamos concluir que
o intuitivismo é a base fundamental de todos os conhecimentos
humanos oriundos das ciências empíricas. É importante não confundir
intuitivismo com intuicionismo. Este último relaciona-se
à doutrina que faz da intuição o instrumento próprio do conhecimento
da verdade: ver para crer.
Mesmo porque
o cientista parte da contemplação do que realmente existe, e interpreta
esta verdade seguindo um raciocínio lógico aprisionado ao
método científico. O cientista, então, parte da verdade (intuitivismo)
e procura por novas verdades científicas
intuição é, portanto, bem diferente de dizer que a ciência começa
pela observação.
É comum contemplarmos
a natureza por vias indiretas. Newton, por exemplo, conhecedor
da inércia circular de Galileu, viu a Lua em movimento e deve ter
associado este movimento à desnecessidade de um pedúnculo para que
a Lua permanecesse a uma distância fixa da Terra, o que não acontecia
com as maçãs. Ou seja, Newton contemplou a natureza com conhecimentos
adquiridos em seus estudos, o que é diferente de observar
um fenômeno sem conhecimento algum.
Einstein, por
outro lado, contemplou a natureza utilizando-se unicamente da imaginação
e de seus conhecimentos prévios, deixando a observação momentaneamente
de lado. Seus conhecimentos sobre eletromagnetismo, aos quinze anos
de idade, relacionavam-se a brincadeiras com uma bússola
ganha na infância e ao que pôde aprender no segundo grau a respeito
do eletromagnetismo vigente na época.
Jung e a intuição
Carl
Jung, psicanalista profundamente interessado pelo
estudo das diferentes formas de expressão da vida, inclui a
intuição como uma das atividades do psiquismo que
funda o que é o humano.
Considera a intuição
conjuntamente com o pensamento, o sentimento e a sensação qualidades
que permitirão criar uma tipologia dos seres humanos pela predominância
e interação de cada uma destas funções.
Jung julgava
ser a intuição e o sentimento faculdades preponderantes para
uma vivência adequada da psique, pois é apenas através de todos
os seus elementos (pensamento, sentimento, sensação e intuição)
que podemos tentar entendê-la.
Foi ele quem
determinou, na sua obra Tipos Psicológicos, que a intuição é um
componente indispensável para a formação da personalidade do homem,
ao lado da sensação, do pensamento e do sentimento. E foi ele também
quem colocou a intuição como uma ocorrência nascida e processada
a partir do plano inconsciente.
Hoje, em função
das mudanças teóricas, deixa-se de acreditar no imediato. Temos
como mediadores os conhecimentos histórico, econômico, político
e social, entre outros.
Jung classifica
a sensação e a intuição, juntas, como as formas de apreender
informações, ao contrário das formas de tomar decisões. A
sensação refere-se a um enfoque na experiência direta, na
percepção de detalhes, de fatos concretos, o que uma pessoa pode
ver, tocar, cheirar. A intuição é uma forma de processar
informações em termos de experiência passada, objetivos futuros
e processos inconscientes.
Os intuitivos
processam informação muito depressa e relacionam, de forma automática,
a experiência passada e informações relevantes à experiência imediata.
Para o indivíduo, uma combinação das quatro funções resulta em uma
abordagem equilibrada do mundo: uma função que nos assegure de que
algo está aqui (sensação); uma segunda função que estabeleça o que
é (pensamento); uma terceira função que declare se isto nos é ou
não apropriado, se queremos aceitá-lo ou não (sentimento); e uma
quarta função que indique de onde isto veio e para onde vai (intuição).
Entretanto, ninguém desenvolve igualmente bem todas as quatro funções.
Cada pessoa tem uma função fortemente dominante, e uma função auxiliar
parcialmente desenvolvida. As outras duas funções são em geral inconscientes
e a eficácia de sua ação é bem menor. Quanto mais desenvolvidas
e conscientes forem as funções dominante e auxiliar, mais profundamente
inconscientes serão seus opostos. Jung chamou a função menos desenvolvida
em cada indivíduo de função inferior. Esta função é a menos consciente
e a mais primitiva e indiferenciada.
Jung classifica
a sensação e a intuição juntas, como as formas de apreender informações,
diferentemente das formas de tomar decisões. A Sensação se refere
a um enfoque na experiência direta, na percepção de detalhes, de
fatos concretos. A Sensação reporta-se ao que uma pessoa pode ver,
tocar, cheirar. É a experiência concreta e tem sempre prioridade
sobre a discussão ou a análise da experiência.
Os consumidores
sensitivos tendem a responder à situação imediatamente, e lidam
eficientemente com todos os tipos de aspectos negativos. Em geral
estão sempre prontos para o aqui e agora. O consumidor intuitivo
processa informações em termos de experiência passada, objetivos
futuros e processos inconscientes. As implicações da experiência
são muito mais importantes para os intuitivos do que a experiência
real em si. Os intuitivos recebem e decodificam a informação muito
depressa e relacionam, de forma automática, a experiência passada
com as informações relevantes da experiência imediata.
A grande maioria
dos Programas de Treinamento Gerenciais abordam que é o estudo dos
diversos modos pelos quais as línguas podem diferir umas das outras.,
as decisões são geralmente tomadas enfatizando-se a preferência
que emprega a função dominante, geralmente ignorando-se a função
inferior. É mais provável que uma decisão seja melhor tomada quando
as quatro funções forem utilizadas já que estão relacionadas à observação
(Sensação - i ntuição) e à tomada de decisões (Pensamento -Sentimento
).
Os tipos Intuição-Pensamento,
enfatizam problemas e conceitos gerais. Sua organização ideal é
aquela em que o enfoque principal é a descoberta, invenção e produção
de novas tecnologias e portanto deve ter um alto grau de flexibilidade.
Os autores a denominaram organizações ligadas a pesquisa e desenvolvimento.
Os tipos Intuição-Sentimento,
também tem como ideal organizações mais flexíveis e globalizantes.
A diferença marcante com os Pensamentos é a de que enquanto eles
preocupam-se com aspectos teóricos da organização, estes enfatizam
as metas pessoais e humanas. Sua organização ideal é aquela que
pudesse servir a humanidade, ou seja, eles realmente acreditam que
as organizações existem com o objetivo de servir as pessoas. Foram
chamadas de organização orgânico-adaptativa pelos autores.
Erich Fromm (1900-1950),
psicanalista e filósofo social alemão naturalizado americano, constitui
o terceiro pilar fundamental da utilização terapêutica dos sonhos.
Sua grande contribuição à psicanálise foi a nova ênfase que deu
aos fatores econômicos e sociais no comportamento do indivíduo.
A título de ilustração realizou novas interpretações de sonhos famosos,
aplicando-os à terapia das neuroses e dos desvios de comportamento.
Para Fromm, o sentido fundamental do sonho é a realidade e a autêntica
que se manifesta também em conseqüência de problemas e questões
socioeconômicas.
Como a parapsicologia
enquadra a Intuição
No Corpo Mental
que é o veículo de manifestação pelo qual a consciência se manifesta
usando os atributos da inteligência ( intelecto, intuição,
memória, imaginação, etc. ); mente; corpo do pensamento.
O Feng Shui e a intuição
Quando se aplica
o Feng Shui nos ambientes, temos que reunir a Sabedoria com a Intuição
para termos um trabalho com ótimos efeitos. A intuição é
uma das formas de Ver a Energia destes ambientes e, saber quais
as "curas" que se deve fazer para Harmonizar as Energias.
O Zen e a Intuição
O discernimento
pelo espírito oriental, apoiado no pensamento Zen, permitiu que
os conhecimentos se perpetuassem e passassem do mestre ao aluno
através dos anos, com certas variações técnicas, condicionadas pelo
ambiente físico de cada época, mas aglutinadas todas elas ao redor
de uma idéia, o conhecimento das coisas na sua forma real e de nós
mesmos como meta final. Este "do" , este caminho necessário a percorrer
se apóia num sistema, a intuição ensinada, a qual nos leva ao paradoxo
de que algo próprio e íntimo de cada indivíduo, a intuição, pode
ser ensinado, e inclusive formar escola. Isso se consegue perseguir
através dos métodos de ensino Zen, que os mestres transferiram às
artes marciais.
Conclusão
Como dissemos
no inicio que faríamos um ensaio panorâmico sobre a intuição julgamos
desprenteciosamente ter atingido o nosso alvo e como iniciamos o
nosso ensaio com os conceitos de psicóloga Sharon Franquemont gostaria
de finalizar com o final de sua entrevista com o meu ponto de vista
que a intuição também tem um pouco de querer é poder.
Conta a psicóloga
que conhecia uma casal que foi para Londres passar as férias: Lá,
a mulher teve a intuição de que um dia ela e o marido se mudariam
para aquela cidade. Cinco anos depois, ele foi convidado a se transferir
e, ela mesmo tendo que abandonar projetos pessoais importantes em
andamento, não hesitou em acompanhá-lo. Ela tinha certeza de que
tudo sairia bem, como, de fato aconteceu e conclui Pura intuição.
Alto
|