|
Governar
Municípios
Douglas Mondo*
Comunique-se
15, Setembro/2003
É preciso renovar a política em todas
as cidades brasileiras. É preciso determinar que os compromissos
devam ser assumidos em consonância com os interesses da população
e não com vontades pessoais alicerçadas na vaidade ou nos desejos
deste ou daquele grupo político.
Ser prefeito, necessita desprendimento
individual e capacidade de governar aglutinando todas as tendências
ideológicas e partidárias.
Governar vai além do exercício do verbo
achar e há que se ter compreensão que questiúnculas de poder devam
ser deixadas de lado, já que as administrações municipais precisam
ser tratadas com visão macrorregional, pois os problemas das cidades
vizinhas a todos afetam, independentemente das vontades políticas.
Hoje, com exposição nos meios de comunicação,
os candidatos precisam ter projetos claros, exeqüíveis e transparentes,
já que os debates políticos acontecerão para uma verdadeira demonstração
de programas de governo e de aceitação de ingerência popular.
Ledo engano quem pensar que sairá vitorioso
em virtude dos aplausos de claquetes de aluguel ou de compras de
votos de cabresto com pagamento feito através de marmitex comprada
no bar da esquina.
É preciso que os candidatos saibam
pensar na coletividade, já que governar em regime de democracia
participativa, em vigor desde 1988, vai além do mero exercício de
estar prefeito de qualquer cidade.
É preciso viver tal compromisso e saber
que a responsabilidade de governar uma cidade, passa pela reengenharia
estrutural da máquina administrativa, com a eliminação do empreguismo
político e com a interligação das secretarias municipais, já que
há a necessidade de desenvolvimento conjuntural e todas numa mesma
direção.
Os prefeitos deverão governar com Conselhos
de Cidadãos, que deverão ter poder de deliberação, com responsabilidade
civil e criminal, já que somente as populações dos bairros sabem
de seus problemas e possíveis soluções.
Não há que se ter medo do povo. O povo
é solução e não problema!
Não pode uma única pessoa determinar
quais os destinos de uma cidade, por mais bem intencionado que esteja,
já que vícios oriundos do exercício de poder, fatalmente levarão
a usá-los em benefício próprio.
O déspota esclarecido é o pior dos
governantes. Melhor o ousado ignorante! O ideal é nenhum, mas sim
um negociador político que aglutine todas as tendências e dirima
os conflitos de interesses com sabedoria e sempre em direção ao
bem comum.
A participação popular é fundamental
para a determinação dos orçamentos municipais, para que haja um
verdadeiro desenvolvimento das cidades com justiça social.
E mais, deve o povo ter participação
na aplicação dos planos diretores municipais, que jamais devem ser
unicamente físicos-territoriais, mas sim devem contemplar o homem
acima do solo, com seus problemas sociais e comunitários.
Devem, os prefeitos municipais, ter
capacidade para direcionar os objetivos das instituições estaduais
para os mesmos rumos das municipais, em trabalho conjunto, já que
o beneficiário do serviço público será sempre a população das cidades,
independentemente da competência originária da prestação do serviço.
Ainda, administrar qualquer cidade,
vai além da vaidade pessoal, mas sim deve atender unicamente os
interesses de seu povo, que sempre guarda sonhos de afetividade
comunitária e que acredita no ideal da cidadania e na honestidade
de seus homens públicos.
Em suma, é preciso honrar o povo das
cidades e não enriquecer e aos parentes, mediante mandato outorgado
através de voto livre e soberano.
Para ser prefeito, é preciso ser competente
e honesto!
Vote sempre com consciência, depende
unicamente de você! .
Alto
*
Douglas Mondo é poeta, advogado civilista e empresarial.
Fundador, ex-presidente e atual vice-presidente do Conselho de Segurança
de Jundiaí, SP. Acadêmico fundador e presidente da
Academia Jundiaiense de Letras Jurídicas. Palestrante - Grupo
Mondo, Barros & Terra. L.M. www.kyotec.com.br/mondo
- www.kyotec.com.br/poeta
e-mail- veritas@kyotec.com.br
Alto
|