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A Polícia Federal divulgou parte do resultado
das investigações sobre o desvio de 30 bilhões de dólares em remessas
ilegais de divisas para a agência do Banestado em Nova York, via
contas CC-5.
Declarou, textualmente, que há políticos
e pessoas influentes entre os criminosos que praticaram tal delito.
Diante de tal notícia, infere-se que
a Polícia Federal tem os nomes desses brasileiros e, portanto, há
possibilidade de conclusão do inquérito policial, já que há a materialidade
do delito e prova suficiente da autoria, ensejando a respectiva
denúncia por parte do Ministério Público Federal.
A gravidade de tal crime enseja, sem
demora, a divulgação dos nomes do envolvidos, já que há a possibilidade
de serem pessoas que conduzem o destino de nossa nação e podem,
como estão tentando fazer, alterar provas já levantadas.
Causa estranheza que veículos de comunicação
tão poderosos, ou tidos como, até agora não tenham divulgado os
nomes dos envolvidos e as quantias por eles desviadas.
As fontes jamais silenciaram sobre tal
fato. O que se conclui que há pessoas de tais veículos e políticos
por demais influentes dentre os meliantes que praticaram aludido
desvio.
Urge cobrar do governo e da grande imprensa
que cumpram seu papel histórico, pois podemos estar diante do grande
divisor de águas entre a velha corrupção e um Brasil voltado definitivamente
para as necessidades de seu povo.
É bom frisar que 30 bilhões de dólares
acabariam com a fome de milhões e milhões de brasileiros que são
vítimas indefesas diante de tanta roubalheira. A recuperação desse
dinheiro é por demais importante.
Sempre houve por parte dos governantes
e da grande imprensa, a divulgação que o Brasil é um país pobre
e que, portanto, seria muito difícil a solução dos graves problemas
sociais que atingem nosso povo.
Partindo do pressuposto que o caso Banestado
possa ser apenas a ponta do iceberg que esconde as remessas ilegais
de divisas para o exterior, talvez tenhamos dinheiro suficiente
para acabar com a fome brasileira e solucionar inúmeros problemas
que martirizam o Brasil.
Se conseguirmos recuperá-lo, claro. O
que não pode haver é receio de divulgar todas as provas levantadas,
para que o véu da corrupção seja definitivamente levantado e possamos
saber, sem sombra de dúvidas, quem é verdadeiramente amigo e quem
é inimigo de nossa pátria.
O Banco Central deve divulgar todas as
informações de remessas ilegais de divisas para o exterior através
das malfadadas contas CC-5 e quais os bancos envolvidos, já que
não é possível não ter tais dados. A era da ingenuidade está chegando
ao fim, felizmente!
A quebra do sigilo bancário, nesses casos
de evasão de divisas, é amplamente defendida juridicamente, já que
o interesse público está acima de possível garantia e direito individual.
O direito social sempre estará acima do direito pessoal.
Caso haja por parte do Governo Federal
qualquer tentativa de barrar as investigações mediante acordos políticos,
estará se nivelando aos agentes dos atos delituosos, devendo responder
solidariamente pelos crimes por eles praticados.
Pelo bem do país, a verdade formal advinda
da justiça e que será ipsi literis divulgada pela grande imprensa,
deve ser rigorosamente idêntica à verdade material havida, pois
não há democracia que se sustente em pilastras de falsidades e mentiras.
É dever de todo brasileiro lutar para
que tenhamos, cada vez mais, uma democracia plena e consolidada,
pelo bem de nossos filhos!
Alto
*
Douglas Mondo é poeta, advogado civilista e empresarial.
Fundador, ex-presidente e atual vice-presidente do Conselho de Segurança
de Jundiaí, SP. Acadêmico fundador e presidente da
Academia Jundiaiense de Letras Jurídicas. Palestrante - Grupo
Mondo, Barros & Terra. L.M. www.kyotec.com.br/mondo
- www.kyotec.com.br/poeta
e-mail- veritas@kyotec.com.br
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