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Parte
da humanidade, na qual me incluo, ficou revoltada com a determinação
com que o presidente Bush atacou o Iraque, a despeito das manifestações
em contrário pedindo paz.
Há
a impressão que o ato foi de insanidade e na razão inversa das características
da espécie humana.
Na
verdade, presenciamos diariamente atos de exercício de exacerbação
de poder humano, sem que nos espantemos com isso. O trânsito violento
nas grandes cidades é a mais pura demonstração deste exemplo. Na
mão do fraco, o veículo é a arma que o transforma, supostamente,
em forte e ele ataca outras vidas com seu brinquedo.
Raramente
é punido por tal ato, já que a maioria das pessoas o cometem.
A
conquista de um povo por outro, motivada por expansão territorial,
necessidade de utilização de bem natural, ou qualquer outro motivo
teoricamente plausível, não deixa de trazer em seu bojo o componente
infantil de exercício de poder do fraco sobre outro de sua espécie,
na mesma proporção.
Compensa-se
a fragilidade que se sente com demonstração de poder e conquista,
usurpando direitos, ou mesmo no mero exercício, legal ou não, de
aquisição de bens acima das necessidades mínimas de sobrevivência.
Esta
é a base da sociedade capitalista, onde ter é mais importante que
tudo. É o sentido autofágico de viver!
Ao
longo da história, tivemos inúmeros exemplos de atos de conquista
e que mantiveram as relações humanas dentro da base de exploração
do homem pelo próprio homem, não importando o tipo de sociedade
existente, já que a característica da espécie é o que importa.
Gêngis
Khan, o terrível mongol, levou sua conquista, com toda barbárie
possível, de Khanbaligh, atualmente Pequim, até as margens do rio
Tigre, na cidade hoje conhecida como Bagdá, no Iraque.
Alexandre,
O Grande, um dos mais célebres conquistadores do mundo antigo, nasceu
na Macedônia e levou suas conquistas desde Pella até próximo à Índia,
passando pelo mesmo rio Tigre. Conquistando, também, o Iraque.
Com
isso se constata que o presidente americano não foi o primeiro a
conquistar aquele país.
Por
mais evoluídos que pensamos ser, somos a única espécie que aprisiona
seu semelhante e que pratica infanticídio, no exercício da afetação
de um sentimento louvável que jamais tivemos. Hipocrisia e dissimulação
são nossas características básicas.
Talvez,
por ser, também, a única espécie que sabe que vai morrer. Em razão
disso, valoriza-se a fantasia em detrimento da realidade.
A
grande questão no sentido da evolução humana, é a sobrevivência
da espécie dentro de parâmetros de ética e respeito aos semelhantes
e às outras espécies que habitam o mesmo planeta, sem necessidade
de utilização de penalidades por descumprimento às regras de convivência,
tais como cerceamento da liberdade, ou outra qualquer.
A
grande utopia, talvez seja não macular o respeito à convivência
pacífica. Mas sim, viver em paz, pela simples razão de viver!
Até
o momento, a espécie humana ainda não provou que deu certo no planeta
em que vive, a despeito de todas as explicações e credos existentes.
Alto
*
Douglas Mondo é poeta, advogado civilista e empresarial.
Fundador, ex-presidente e atual vice-presidente do Conselho de Segurança
de Jundiaí, SP. Acadêmico fundador e presidente da
Academia Jundiaiense de Letras Jurídicas. Palestrante - Grupo
Mondo, Barros & Terra. L.M. www.kyotec.com.br/mondo
- www.kyotec.com.br/poeta
e-mail- veritas@kyotec.com.br
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