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Não
pude comparecer ao movimento "Cansei" ocorrido aqui em Belo
Horizonte, dia 4 de agosto. O problema é todo meu. Mas afinal,
o que é o movimento "Cansei"? O movimento é um protesto de
alguns grupos, entidades, associações e personalidades estafadas
e enojadas com a situação crítica que vivemos neste país nos
últimos anos, em todos os segmentos: política, segurança pública,
incompetência burocrática, etc. Entre passeatas e manifestações,
uma das ações é fazer um minuto de silêncio como forma de
mostrar a indignação em respeito ao Brasil.
O
movimento surgiu para todos os tipos de inconformados. Daqueles
que se cansaram do caos aéreo, da corrupção contínua, do poder
paralelo de criminosos, das balas perdidas e também de outras
mazelas brasileiras, e que querem fazer algo pelo país.
Como
sou um famoso crítico de qualquer coisa, ainda considero este
tipo de ação muito pouco frente ao país caótico que temos.
Na época das eleições, todos se esquecem de tudo que passou
e votam no político com a melhor jogada propagandista ou o
que oferta mais sacos de arroz. A feira livre de promessas
ao vento sempre fala mais alto do que o passado nebuloso de
um candidato.
De
qualquer maneira, é mais uma tentativa. Uma tentativa que
vai ganhando mais e mais adeptos. Vem ganhando as ruas e de
alguma forma, pode até mesmo pressionar por mudanças. Da mesma
forma que a necessidade de um mercado consumidor pode modificar
os serviços de uma empresa telefônica, as necessidades de
uma sociedade podem forçar a mudança de postura de um governo.
É
claro existem os "descansados". São geralmente formados por
aquela velha tropa de choque governista e também pelos folclóricos
capachos ideológicos, que vivem eternamente o sonho de que
suas raquíticas convicções políticas possam ser confirmadas.
Os "descansados" tentaram até mesmo invalidar o protesto do
"Cansei". Atribuíram o movimento à "elite branca", aos "fascistas
endinheirados", "golpistas", entre outros epítetos não menos
depreciativos. Ou seja: quem não é do time deles, não pode
fazer manifestações. É o monopólio do protesto.
E
essa gente, obviamente, não se cansou de nada. Estão dispostos,
firmes e fortes a aguardar novas tragédias, novos casos de
corrupção e o passar da favorável onda econômica mundial.
Tudo em nome de suas convicções pessoais e ideológicas. Como
respondo isso? Com mais protesto. Vamos fazer um minuto de
silêncio para a parvoíce ideológica deles.
Leia:
Màscaras da Inveja
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