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George Gessert |
2
José
Wagner Garcia
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3
Eduardo
Kac
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George Gessert
A primeira vez que comecei a desenvolver os conceitos da
Biomidiologia foi em 22 de agosto de 1989, quando participei dos
debates da CASA DA COR e assisti palestras
com a oportunidade de debater com Vilém Flusser, Yochiriro Kawagushi
(com seus ecossistemas virtuais gerados em ciberespaço com o programa
Morfogêneses), Louis Bec ( Zoosistematicista e pioneiro destas formas
de arte) e George Gessert.
George
Gessert foi o mais incômodo e chocante do grupo, pois o biotecnólogo
do Oregon-USA apresentou diapositivos de lindas flores coloridas
criadas por ele, o tema da palestra era “Pintando
com o DNA”; Gessert hibridizava plantas desenhando formas
de pétalas e cores por manipulação genética, e considerava-se autor
das flores.
Gessert
disse : “A maioria das plantas e animais de estimação cumprem a
mesma função da arte, isto é, servem como pontes entre o mundo exterior
e o mundo interior. No futuro, a Engenharia Genética pode virar
uma ferramenta para os artistas”. www DominioFeminino
com br.
George
Gessert foi o primeiro que ví auto-denominando-se um “DNArtista”,
e isto em 1989; e suas flores foram publicadas na revista Caos n.6,
São Paulo: AN editora, 1989, p.17 e no jornal Folha de São Paulo
de terça-feira, 22 de agosto de 1989, caderno ilustrada p.10, administrando
mídia do mesmo modo que o fotógrafo de arte Olivieiro Toscani fez
nos 18 anos em que comandou as campanhas da Benetton e que foi objeto
de uma pesquisa anterior de minha autoria apresentada em congressos
internacionais por estar na fronteira entre arte e publicidade,
a Arte-Mídia.
Observe-se a Land Art, plantações desenhadas com imagens para serem
vistas de avião, ou árvores podadas com formas, ou pedras e areia
de cor, ou gelo esculpido, etc. O que levaria um artista plástico
urbano a deslocar-se para regiões desertas e passar meses compondo
uma obra de duração efêmera, que ninguém irá ver?
A
aplicação do mesmo princípio estético da Arte Conceitual dos anos
1960, retomando o renascentista Leonardo da Vinci: “A Arte como
coisa mental”, mental, conceitual, e acrescente-se Negroponte do
MediaLab: “Bits, não átomos”, idéias e conceitos importam mais do
que o mero suporte físico, a matéria (Desenvolvi este tema no artigo
"Da Midiologia da Arte à Realidade Virtual". In : ARTEunesp, São
Paulo, 13:201-210, 1997).
A
única explicação para compreender tais manifestações estéticas é
o suporte midiático, o transporte do conceito transmitido.
Ele
irá fotografar a obra, sobre escadas, de helicóptero, de satélite
orbital, irá filmá-la. As fotos assinadas e numeradas podem ser
vendidas, ou a empresa patrocinadora pode editar o livro a cores,
e o lançamento será televisionado com as imagens do vídeo que ele
filmou, o making-off, além de cartões postais, camisetas, adesivos
e websites, configurando uma veiculação da mesma idéia ou conceito
em diversos suportes, Multimídia.
A
obra de arte entrou na era da reprodutibilidade técnica, como previa
Benjamim, e a matriz original perdeu a “aura” para serem comercializadas
as cópias, qualquer museu vende camisetas e posters dos quadros
de seu acervo, e chega-se até a comercializar pacotinhos com as
sementes vivas e cultiváveis das flores descendentes daquelas retratadas
nos jardins do impressionista Monet, uma apropriação biossemiótica-fitossemiótica
que merece estudos até de Marketing de Arte.
Visite:
www.calazans.ppg.br
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