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Ricardo Bergamini é Professor de Economia terça-feira, 9 de setembro de 2003 08:24 PIB - Produto
Interno Bruto Em dezembro de 1994 o estoque total da dívida externa líquida, pública e privada, era de US$ 107,4 bilhões (19,78% do PIB) migrando para US$ 195,7 bilhões (43,26% do PIB) em dezembro de 2002. Crescimento real de 118,71% em relação ao PIB comparado com o ano de 1994. Em julho de 2003 cai para US$ 192,5 bilhões (42,37% do PIB). Queda real em relação ao PIB de 2,10% comparado com dezembro de 2002. No conceito de liquidez internacional (inclui empréstimos ponte com FMI) as reservas em dezembro de 1996 eram de US$ 60,1 bilhões (não havia dívidas com FMI). Em julho de 2003 estavam em US$ 47,6 bilhões (com US$ 33,2 bilhões em dívidas com o FMI), ou seja: as reservas ajustadas eram de apenas US$ 14,4 bilhões. Redução de 317,36% em relação ao ano de 1996. A dívida total líquida (Interna e Externa) saltou de R$ 87,8 bilhões em dezembro/94 (25,13% do PIB) para R$ 1.103,9 bilhões em dezembro de 2002 (83,53% do PIB). Crescimento real em relação ao PIB de 232,39%. Em julho de 2003 migra para R$ 1.183,2 bilhões (81,70% do PIB). Redução real em relação ao PIB de 2,24% comparando com dezembro de 2002. Basicamente explicado pela valorização do real. Considerando também a dívida externa do setor privado de US$ 115,1 bilhões, ou R$ 366,8 bilhões (25,33% do PIB), a dívida total: interna, externa, pública e privada é da ordem de R$ 1.550,0 bilhões (107,03% do PIB). Do total da dívida da União existe um montante de R$ 303,2 bilhões sendo carregada ilegalmente pelo Banco Central do Brasil, por falta de tomadores em mercado. A dívida é maior do que o mercado. Do quadro da dívida líquida cabe destacar ter o Tesouro Nacional haveres de R$ 396,6 bilhões junto aos Estados e Municípios e de R$ 123,1 bilhões junto a Autarquias, Fundos e Fundações. O custo médio de carregamento da dívida pública total da União, considerando inclusive os títulos indexados ao câmbio, até julho de 2003, ficou em 1,43% ao mês, ou 18,65% ao ano, com ganho real para os investidores de 0,67% ao mês, ou 8,34% ao ano, depois de excluída a inflação pelo IGPM de 5,48% até julho de 2003. Excluindo os títulos indexados ao câmbio o custo médio foi de 25,38% ao ano, ou 1,90% ao mês. A dívida total da União em julho de 2003 apurou um PMP (Prazo Médio de Pagamento) de 32,79 meses. A dívida em mercado de 23,50 meses. . Nossa séria histórica da balança comercial com base na média/ano foi como segue: superávit 85/89 (US$ 13,5 bilhões - 4,58% do PIB); superávit 90/94 (US$ 12,1 bilhões - 2,70% do PIB); déficit 95/02 (US$ 1,1 bilhões - 0,16% do PIB). Até julho de 2003 foi apurado um superávit US$ 12,5 bilhões projetando um superávit de (US$ 21,5 bilhões - 4,72% do PIB) para o corrente ano. Nossa séria histórica de necessidade de financiamento com base na média/ano foi como segue: 85/89 (US$ 13,4 bilhões - 4,56% do PIB); 90/94 (US$ 17,4 bilhões - 3,89% do PIB); 95/02 (US$ 50,9 bilhões - 7,87% do PIB). Com base nos números até julho de 2003 podemos projetar um montante de (US$ 21,6 bilhões - 4,75% do PIB) para o corrente ano. Até julho de 2003 os investimentos externos líquidos foram positivos em US$ 6,0 bilhões. Não estamos considerando fraude contábil cometida pelo Banco Central ao transferir US$ 3,2 bilhões recebidos em 2002, para o mês de março de 2003. O custo total de pessoal migrou de R$ 35,8 bilhões em 1994 para R$ 75,0 bilhões em 2002. Incremento de 109,50% em relação ao ano de 1994. Com base nos gastos até julho de 2003 podemos projetar um custo total de R$ 75,6 bilhões em 2003. Aumento de 0,80% em comparação com o ano de 2002. Com base nos gastos até julho de 2003 podemos projetar um rendimento médio mês per capita para 2003 com pessoal ativo (695.075 civis e 326.928 militares) de R$ 3.153,87, sendo a média nacional dos trabalhadores formais nas atividades privadas de R$ 853,60, ou seja: 257,76% menor; Com base nos gastos até julho de 2003 podemos projetar um rendimento médio mês per capita com pessoal inativo e pensionista (694.482 civis e 306.023 militares) de R$ 3.078,01, sendo a média mês per capita do pessoal inativo e pensionista das atividades privadas - INSS (21 milhões de beneficiários) de R$ 363,17 mensais, ou seja: 747,54% menor. Até julho de 2003, não considerando receita da Cofins de R$ 31,9 bilhões desviada para atender o serviço da dívida, o déficit do setor privado (INSS) foi de R$ 7,3 bilhões e o público federal de R$ 18,4 bilhões totalizando até o mês de julho de 2003 um déficit total de R$ 25,7 bilhões. Até julho de 2003 o sistema de previdência geral (INSS) arrecadou um montante R$ 45,5 bilhões (sendo R$ 3,6 bilhões via CPMF) em contribuições de patrões, empregados e autônomos ativos da iniciativa privada, contingente em torno de 28 milhões, pagando benefícios da ordem de R$ 52,8 bilhões para um contingente em torno de 21 milhões de aposentados e pensionistas, com salário médio de R$ 363,17, gerando déficit de apenas R$ 7,3 bilhões. Até julho de 2003 o governo federal arrecadou um montante de R$ 2,9 bilhões (Militares - R$ 0,6 bilhões; Parte Patronal da União - R$ 1,2 bilhões e Parte dos Funcionários Civis - R$ 1,1 bilhões) de um contingente de pessoal ativo da ordem de 1.022.003 servidores (695.075 civis e 326.928 militares), pagando benefícios de R$ 21,3 bilhões para um contingente de 1.000.505 servidores aposentados e pensionistas (694.482 civis e 306.023 militares), com salário médio de R$ 3.078,01, gerando um déficit de R$ 18,4 bilhões. O PIB per capita apurado no ano de 1994 foi de US$ 3.464,00. Em 2002 fechou em US$ 2.582,00, ou seja: 34,16% menor do que o apurado em 1994. Com base nos números conhecidos até julho de 2003 podemos projetar um PIB per capita de US$ 2.567,00 para o ano de 2003, ou seja: 0,58% menor do que o apurado no ano de 2002 e, 34,94% menor do que o apurado em 1994. O PIB apurado no ano de 1994 foi de US$ 543,1. Em 2002 fechou em US$ 450,9 bilhões, ou seja: 20,45% menor do que o apurado no ano de 1994. Com base nos números conhecidos até julho de 2003 podemos projetar um PIB de US$ 454,3 bilhões para o ano de 2003, ou seja: 0,75% maior do que o apurado em 2002 e, 19,54% menor do que o apurado em 1994. Em dezembro 2002 foi apurada uma taxa de desemprego aberto, medida pelo IBGE, de 10,5%. Em julho de 2003 migra para 12,8%, ou seja: 21,90% maior do que a apurada em dezembro de 2002. Nota: Estudo completo ler: “Prestação de Contas do Governo Lula” disponível em nosso sítio abaixo mencionado. www.angelfire.com/sc3/ricardobergamini |
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