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Na arte do possível,
que é a Política, a impostura atingiu seu limite máximo em
Pindorama. Por aqui, os grandes episódios de exacerbação na
corrupção de costumes, levam, geralmente, a uma reação ética
que, não penetrando às raízes do fenômeno moral, de cunho
metafísico e espiritual, costuma diluir-se num moralismo de
ocasião, árido, farisaico e, afinal, socialmente desmoralizante.
Poucas são as críticas
fundamentadas e muitas as condenações lastreadas em aparências,
com a amplitude que pretende atribuir ao Parlamento uma natureza
inerentemente delituosa, cujo melhor destino seria o fechamento
de suas portas de vidro, recentemente estilhaçadas, impunemente,
pelos adeptos da ocupação da propriedade alheia.
A fonte geradora
da sinergia corruptora de parlamentares, é hoje encontrada
no Executivo, gerido sem escrúpulos, por homens que aprenderam
abraçar com muita convicção, desde os primórdios de suas aspirações
totalitárias, o relativismo moral como base de sustentação
para a conquista do Poder. A propalada Ética da estrela vermelha,
um “cavalo de tróia”, para facilitar a conquista da praça.
A hipocrisia orquestrada
demanda, apenas, o fuzilamento moral daqueles representantes
delinqüentes do povo, no Legislativo, como formula de saneamento
público e notório. Uma solução final? Uma réplica brasiliense
da queima do Reichstag? Aos que promoveram a maior orgia política
do século, o voto movido pelo avanço da ternura social no
Tesouro e pelas algemas exibicionistas de uma moralização
sem profundidade, mas eleitoralmente eficaz.
A Política no Brasil,
a bem da verdade, tem sido exercitada mais pela procura de
atendimento aos efeitos do que pelo saneamento das causas
que nos impelem ao continuado atraso social e econômico. Contrariando
tal onda sebastianista e cretina, vimos divulgando nossas
proposições federalistas, como formula de inverter a pirâmide
que agulha o Brasil, com seu vértice de poder agudo e desmesurado,
apunhalando um gigante de riquezas atadas, cujo sangue se
esvai na hemorragia tributária de 40% do PIB nacional.
Vimos divulgando
nossas idéias e com absoluta identificação partidária. Agora,
em plena época de campanha eleitoral, estamos vendo a publicação
de artigos e exposição de opiniões, praticamente copiadas
do programa do Partido Federalista. Nada mal, não fossem tais
arautos contumazes clientes do Poder centralizado e mistificadores
de plantão, sempre prontos a tentar ganhar apoios, pelo copismo
manipulado, descarado, para suas hipocrisias na arte do possível.
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