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No Brasil de hoje
não temos grandes escolhas políticas a fazer.
Não há encruzilhada à vista, apenas uma
rotunda ajardinada de cravos vermelhos, um round-about de
mão única, sem sinalizações que
possam oferecer opções para outros caminhos
além dos direcionados à esquerda.
O voto obrigatório e o alinhamento oportunista
dos partidos em busca do poder, criou uma convergência latifundiária
de metas populistas, considerando a disputa eleitoral como
um mero desafio em cantar de violeiros, com suas velhas e
desgastadas rimas.
Os programas de
governo, com os quais acenam, só variam na gradação
alcoólica, de 20,5% a 28%, dependendo do preparo ou
da burrice do partido que produz o tipo de campari falsificado,
aquela bebida vermelhinha que muita gente aprecia como aperitivo.
No Campari verdadeiro, ainda hoje, o produto tem a mesma composição
original, inventada pelo italiano Gaspare Campari, entre 1862
e 1867, graças à fórmula que foi guardada
em segredo por quase um século e meio. A bebida é
obtida pela infusão de sessenta ingredientes, combinados
e macerados num malte de água destilada e álcool.
No caso político em questão, a fórmula
foi inventada por Karl Marx e que, para infelicidade do mundo,
foi agregada por Lenine, Trostki, Stalin et caterva, culminando
com a infusão dos ensinamentos pragmáticos do
italiano Antonio Gramsci (1891-1937).
A influência de Gramsci encontra-se
associada, principalmente, aos mais de trinta cadernos de
análise que escreveu durante o período em que
esteve na prisão. Este Mein Kampft comunista
dedica seu pensamento sobre a história da Itália
e nacionalismo, bem como idéias sobre teoria crítica
e educacional que são freqüentemente associadas
com o seu nome, tais como: hegemonia cultural; a ampliação
da concepção marxista de estado; a necessidade
de educar os trabalhadores e da formação de
intelectuais provenientes da classe trabalhadora, que ele
denomina intelectuais orgânicos; a distinção
entre a sociedade política e a civil; o historicismo
absoluto; a crítica do determinismo econômico;
a crítica do materialismo filosófico. E, a suprema
conquista da Hegemonia via Bloco Hegemônico.
No caso do Brasil, Gramsci foi devorado,
lido e relido, decorado e posto em prática pela junção
de um pensamento convergente das esquerdas latino-americanas,
no badalado Fórum de São Paulo em busca de um
bloco hegemônico continental, ao mesmo tempo em que
se formava a hegemonia interna via intenso marketing, coligações
partidárias paradoxais, centralismo exacerbado, desarmamento,
subversão educacional da História, corrupção,
aliança com os grandes negócios, mensalões
legislativos, prevalência da interpretação
canhestra dos Direitos Humanos, apoio ostensivo aos ativismos
indígenas, quilombolas, homossexuais e do MST, patriotismo
festivo, além de um enorme esforço na ampliação
clientelista-eleitoral do estado alimentário.
Alcunhado em alguns meios como o marxista
das super-estruturas, Gramsci atribuiu um papel central
à diálise infra-estrutura (base real da sociedade,
que inclui forças de produção e relações
sociais de produção) super-estrutura ("ideologia",
constituída pelas instituições, sistemas
de idéias, doutrinas e crenças de uma sociedade),
a partir do conceito de "bloco hegemônico".
Segundo esse conceito, o poder
das classes dominantes sobre o proletariado e todas as classes
dominadas dentro do modo de produção capitalista,
não reside simplesmente no controle dos aparatos repressivos
do Estado. Se assim fosse, tal poder seria relativamente fácil
de derrocar (bastaria que fosse atacado por uma força
armada equivalente ou superior que trabalhasse para o proletariado).
Este poder é garantido fundamentalmente pela "hegemonia"
cultural que as classes dominantes logram exercer sobre as
dominadas, através do controle do sistema educacional,
das instituições religiosas e dos meios de comunicação.
Usando deste controle, as classes dominantes "educam"
os dominados para que estes vivam em submissão às
primeiras como algo natural e conveniente, inibindo assim
sua potencialidade revolucionária. Assim, por exemplo,
em nome da "nação" ou da "pátria",
as classes dominantes criam no povo o sentimento de identificação
com elas, de união sagrada com os exploradores, contra
um inimigo exterior e a favor de um suposto "destino
nacional". Assim se forma um "bloco hegemônico"
que amalgama a todas as classes sociais em torno de um projeto
de natureza burguesa. (Vikipédia).
A sorte do Brasil e de nossas vidas está
lançada. Entre escolher burros preparados e inteligentes
despreparados, será uma verdadeira roleta-russa.
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