| Quem
pensava que todas as peripécias desta gestão
já estavam desvendadas, enganou-se. Tem mais uma, hilária
tanto ou mais que as outras. Estou falando de uma bomba que
corre por trás das câmeras de TVs e que se vier
à tona, será uma bomba muito maior que aquela
“sem-graceira” de comentar sobre os métodos
utilizados pelo o Palácio do Planalto para con$eguir
mudar a opinião parlamentares na tentativa de barrar
a continuidade da CPI dos Correios. Essa conversa já
cansou! E nós já estamos carecas de saber que
a opinião desses senhores é tão firme,
que uns conseguem trocar de partido como se troca de roupa.
Deixa isso pra lá!
A
bomba que me refiro chama-se Jeany Mary Córner, a cafetina
mais conhecida de Brasília. Ah, esses homens! Já
sabemos que essa empresária do sexo possui cadernetas
que causam muita excitação nos seus antigos
clientes. É claro que a excitação atual
deve ser bem diferente daquela que causava quando prestava
seus serviços. Até ai já sabemos.
O
fato novo é que, segundo comentários, essa "promotora
de eventos", está revoltada porque está
na iminência de levar um calote de R$ 150 mil de "um
grupo de notáveis".
Quando
percebeu que a coisa tava ficando feia pro lado dos seus devedores,
ameaçou divulgar a tal cadernetinha de nomes. Estratégica
essa moça! Na sua linha de raciocínio ela deve
ter pensado: politicamente eles estão sujos, vou ameaçá-los
para que suas famílias saibam o que eles faziam aqui.
Perfeita!
|
|
Corrupção
e outros quejandos
|
Jorge Ernesto de
Macedo Geisel |
| |
| A corrupção é o mal
advindo do poder. Não
há dúvida de
que quanto mais descentralizado
o poder, menor será
a capacidade jurisdicional
de cometê-la. A questão
exige visibilidade pública
e ela só é possibilitada
quando os poderes republicanos
de nomear e de decidir, são
reduzidos pelo continuado
exercício da liberdade,
na amplitude máxima
de subsidiaridade executiva,
legislativa e judiciária
dos Estados-membros da Federação
e na capacidade participativa
das populações
diretamente interessadas nos
problemas públicos
locais e regionais..
Prosseguir |
| |
O outro
lado não existe?
Patrícia Carlos de
Andrade |
|
A esquerda tradicional,
em nome dos interesses do
proletariado, e a direita
tradicional, em nome dos interesses
da burguesia, giravam em torno
da ditadura. Ambas, curiosamente,
davam ao Estado papel central
para a transformação social.
As ditaduras tradicionais
foram, acima de tudo, ditaduras
estatistas. Sem mudar o papel
atribuído ao Estado, que por
isso só faz crescer, a esquerda
e a direita modernas incorporaram
a idéia da democracia.. Prosseguir
|
|
|
|
|
|
|
A
estratégia deu certo e alguém representando do grupo de mau
pagadores, negociou a dívida em cinco parcelas de R$ 30 mil.
Ela só não contava com um detalhe. Parece que seus antigos
clientes não costumam cumprir suas promessas e a empresária
recebeu apenas duas cinco parcelas.
E
agora? O que fará Mary Córner? Eu fico torcendo
para que ela divulgue a tal cadernetinha. Será divertidíssimo!
Fico imaginando como se dariam as explicações
com suas inquietas esposas.
– Não, bênhe, isso
é coisa das elites!
– Tudo isso não passa de "transas não
contabilizadas".
Será
que elas aceitariam as mesmas argumentações
que estão nos dando para o uso do caixa 2?
O
pior é que esse grupo conseguiu desmoralizar o sistema
de cobrança da mais antiga das profissões. Alguém,
por mais imaginativo que possa ser, já imaginou um
dia, o parcelamento desse tipo de prestação
de serviço? Alguém já supôs a venda
fiada? Bem, nesse caso deve ser amor! Ou não? E tem
mais. Essas profissionais lá de Brasília, que
ficaram mal pagas, deveriam receber por insalubridade. Vamos
combinar!, a maioria lá é difícil de
encarar! Que é isso!
É
o cúmulo da piada. Seria o caso dessas "promotoras
de eventos" organizarem uma mega-manifestação
na frente do Congresso. Mas tem que ser grande! Igual a que
a militância do PT fez na semana passada pedindo a renúncia
de Bush. No caso delas, seria para exigir o cumprimento dos
acordos. Acho que seria legal! E olhem que em Brasília
o descumprimento de acordos é um perigo. A República
cai!
Pobre
Mary Córner, acreditou no conto do “financiamento
público de serviços carnais”. Ela só
não sabia que era a fundo perdido.
Mais artigos
de Adriana Vandoni Curvo Index
Alto
Opinião
|