.
                       
.
;
.
Outra opinião
.
  Leia em Artigos Temáticos:
  Segurança Pública

 

 

Editoria Opinião
     Principal
Editoria Opinião

 

 

 

 

 

    Segurança Presidencial:
    barato pode custar caro

 

       Enio Vieira ( * )
       15, Fevereiro/2004

 

Muita polêmica e incompreensão sobre a importância da segurança do Presidente da República e de Altas Autoridades têm surgido por conta do investimento de uma nova aeronave presidencial. Ao mesmo tempo que por muito tempo se tem ridicularizado o modelo obsoleto critica-se a recente iniciativa do Governo Federal.

 

 

O governo e o Presidente Lula tem toda razão ao aposentar o "sucatão" e adquirir um moderno ACJ ( Airbus Corporate Jetliner ) para seus deslocamentos nacionais e internacionais com toda a tecnologia da informação e de defesa que sejam ( e são) necessárias. Não dá para ser econômico, oposicionista, nacionalista e, principalmente, irresponsável neste aspecto. Tudo que houver de mais moderno tem que fazer parte do pacote de compra da aeronave. Ela tem que prever inclusive o reabastecimento em pleno ar da aeronave, para o caso de guerras e golpes de estado ou outras situações que exijam o comando da Nação fora dos palácios e quartéis.

Autonomia de vôo mínima pois que, quanto menores forem os números de pousos e decolagens menores serão as exposições aos riscos. Se tanto o pouso quanto a decolagem já incluem fatores de riscos, adicione-se as mesmas, as possibilidades de sabotagem e facilitação de atividades terroristas, sejam de origem interna ou externas.

A segurança presidencial não pode ser objeto de politicagem, falso nacionalismo, sofismas ou oportunismo barato. Concordemos ou não com o status quo vigente, a segurança do presidente é de alto interesse nacional e no caso do Brasil, a oitava economia do planeta ( caiu temporariamente para o 14/15. lugar) é de interesse mundial. Aliás, em termos de gerência de riscos, o ideal seria que, jamais as autoridades que comandam ou tem de alguma forma o comando do país nas mãos ou em seus laptops deveriam viajar num mesmo avião, estar num mesmo palanque, percorrer num mesmo período de tempo a mesma rota, estar ao mesmo tempo num jantar ou recepção, hospedar-se num mesmo hotel e outras situações para resumir.

Vocês imaginam por exemplo, o que aconteceria ao país e aos investimentos e negócios e as tratativas diplomáticas, na hipótese de um acidente fatal envolvendo o Presidente, o Ministro da Fazenda, o chefe da Casa Civil e o Ministro das Relações Exteriores?

De momento para outro, um país acéfalo sujeito as disputas internas de poder favorecendo lacunas para o florescimento de toda espécie de conflitos oportunistas, situações que deputado Nilmário Miranda (PT-MG) e o agora ministro Márcio Thomaz Bastos conhecem muito bem e talvez por isto mesmo.

Poucos sabem, ou sequer imaginam, sobre os fatos ( nunca revelados por inteiro ) que se sucederam ao falecimento do Presidente Tancredo Neves eleito Presidente pelo Colégio Eleitoral em janeiro de 1985, que levou o então, vice-presidente José Sarney à Presidência da República numa disputa acirrada pelo fato de que o presidente eleito com seu vice não terem sido empossados. O PMDB assegurava que Ulysses Guimarães, então presidente da Câmara era quem deveria assumir a Presidência do Brasil acéfalo. Enfim definiu-se José Sarney como Presidente da República, não sem alguma tutela militar como garantia de ver o Brasil retomar o Estado Democrático.

Havia urgência de tempo para que se desse as devidas articulações políticas, jurídicas o mais próximo possível à constitucionalidade e foi necessário para que se pudesse promover articulações e encontrar saídas, que a doença de Tancredo Neves tivesse consumido um longo tempo até a declaração do seu falecimento oficialmente. Por mais que pensemos que não, demos sorte em ter um político hábil como o atual Senador. Se o ex-presidente José Sarney não tivesse tanta experiência política e administrativa, não temos idéia de quantas décadas mais teríamos andado para trás por conta de outra ruptura institucional.

Acredito que alguém possa se lembrar da Primeira Dama, Sra. Marly Sarney mascando chicletes durante a cerimônia de posse do marido. Aquilo não foi deselegância, foi uma forma de lidar com a tensão reinante, pois até o último minuto, ainda havia possibilidade de sucesso conspiratório.

'Sarney sabiamente escolheu uma posição de modéstia, que atraiu a simpatia popular. Manteve os ministros escolhidos por Tancredo e encampou suas idéias básicas de formar um pacto nacional para a redemocratização do país.'

Fato parecido com aquele do ano de 1985, no Brasil de hoje poderia significar, com pouca margem de erro, um estado de total desordem levando-nos a uma fatal ruptura institucional. Terreno fértil existe.

Vejo como uma decisão sensata e corajosa do Governo Lula que em meio ao nível de desemprego alarmante, população faminta e classe média em extinção, ainda assim, enfrentou a incompreensão de muitos. Por certo é melhor tê-lo em segurança, vivo e com muita saúde para assumir as responsabilidades institucionais. Se o leitor ainda resistir à idéia, imagine quanta humilhação para o Brasil se jornais internacionais noticiassem que " o Presidente e Altas Autoridades brasileiros caíram do avião em que viajavam".

Sem dúvida, neste sentido Lula está bem assessorado. Devemos todos os brasileiros nos sentir aliviados. O governo italiano também tem um ACJ.

Compreende-se que os italianos não vivem as misérias que nós brasileiros vivemos, mas, também, se eles não podem ficar sem seus governantes, por que nós poderíamos?

Vale o bom senso.

 

.

                                   Sobe                                              Ir para a principal

 

DF
Interativas

Amizade

ClubeDF

CtrlQualidade

Participe
Expatriates

Onça

Amor

Seguros

Socorro

Trabalho&

Negócios

Serviços

Separação

Moda

ElesPorEles

Viagem

Cultura

NetColun@

NetHumor

Brechando

Entrevistas

Mulher

JovensElas

Noivas/Noivos

Perfumes

Lar&Casa

Lojas

Saudável

Internacional

Lazer

Lojas

Temáticos

Editorial
Opinião
Editora
DF

[ Domínio Feminino © 1998 -2004. Todos os direitos reservados. - Brasil] - Brazil, we speak portuguese