Receita
de golpe de estado:
1. Desarme a população legalmente ativa;
2. Enfraqueça e demoralize a polícia e as forças armadas;
3. Detone o Judiciário, principalmente o Ministério Público;
4. Se não puder comprar, subornar
e corromper, cale a Imprensa;
5. Se não tiver inimigos internos e externos, invente;
6. Aniquile pontualmente os adversários democráticos;
7. Diga sempre que é pelo bem de todos e felicidade geral
da nação;
Caio
Martins
A imprensa brasileira
anda muito independente. O BNDES disponibilizou uma linha
de crédito para os grandes veículos de informação,
e, segundo notícias que vieram a público,
a benesse foi rejeitada.
À boca pequena,
circulam opiniões diferentes na internet, se é
que na internet alguém pode ter boca pequena. Nos
rumores da Rede, as notícias são outras
e há quem especule que determinado grupo beneficiou-se
não do empréstimo, mas de acordo muito mais
frutífero e a fundo perdido para a União.
Após isso, as más notícias do governo como
"recorde histórico de desemprego", sumiram, diz o missivista
atento.
Uma coisa parece
não ter ligação com o fato acima, contudo,
estranhou-se que o Governo Lula e adjacências se sentissem
tão à vontade para arvorarem-se de forma seguramente
nefasta e ditatorial se não tivessem encontrando
apoio que lhes garantissem tamanha arbitrariedade.
Já em
vigor, o que apenas ainda é projeto de lei, o malfadado
Conselho Federal de Jornalismo cuja cartilha apelidada de
Códito de Ética e Disciplina encontra-se em
vigor. Como ensaio de autoritarismo, a primeira solicitação
de enquadramento de jornalista a emitir opinião que
contrariou o Governo representado pelo ministro Amir
Lando. E o mais abusado, é o fato de que ninguém
tem conhecimento dos critérios que regem a tal cartilha,
ainda debaixo da manga. Vem à lembrança a
semelhança do caso do jornalista americano, William
Larry Rohter Jr., correspondente do New York Times,
que deve ter ficado entalado na garganta de Lula. Estaria
esse jornalista brasileiro sendo punido, exemplarmente,
para que outros não se atrevam? A coisa parecia parada
mas somente agora se pode ver o quanto a vingança
é comida fria.
Lula e adjacências
descobriram que seria mais fácil e rápido
e silêncioso e mais barato, aplicar a vigança
na imprensa brasileira, em veículo fragilizado como
o Jornal do Brasil, quando usou como meio de intimidação
explícita, o conhecido economista, professor de Economia
e articulista do Jornal do Brasil Ubiratan Iório
que vem a ser a primeira vítima de patrulhamento
ideológico e de perseguição política
do período conhecido como democrático brasileiro
petista. Claramente, ele é o desentalo de Lula e
adjacências contra a rala imprensa desatrelada do
marqueting petista.
Prova disso tudo
está no fato que aconteceu quando alguns dias após
a publicação do artigo Ministros Sinistros,
publicado no JB em 29 de março(2004), o Departamento Jurídico
do Jornal do Brasil recebeu um ofício da Polícia
Federal para que o Jornalista UBIRATAN IÓRIO, fosse apresentado
na Delegacia de Defesa Institucional ( equivalente ao antigo
DOPS e com as mesmas atribuições pelo que
se vê ), enquadrado que estava na Lei de Imprensa,
a mesma que vigorava no período militar ( Lei 5250,
de 1967 ) e contra a qual tanto se clamou.
Procurado pelo
Domínio Feminino, o professor de economia e articulista
do JB, Ubiratan Iório mostra-se, não sem motivos,
abismado com cerceamento da liberdade de opinião,
mesmo sabendo o que todos nós já sabíamos
sobre o que estava a caminho.
Trecho da resposta
enviada por Ubiratan Iório.
' ...em meu
artigo faço críticas à carga tributária vergonhosa, à
proposta do Ministro Amir Lando de elevar à contribuição
previdenciária ( que ele, há cerca de um mês, repetiu
) e ao governo em geral, que o tom é duro ( por exprimir,
penso, o que todos os brasileiros de bem gostariam de
exprimir ) .
Na mesma mensagem,
Iório ressalta que, além do Jornal do Brasil,
recebeu apoio da TV Bandeirantes e da Rádio Joven
Pan. José Nêumanne ( Estadão ), também.
Mas, só
esses? A pergunta de todas nós do Domínio
Feminino é pura retórica. Depois dessa leitura,
para baixar o nível de estresse e ter melhoria da
auto-estima Clique e leia
O FODA-se, de Millôr Fernandes.
Quem desejar
pronunciar-se em solidariedade ao jornalista Ubiratan
Iório, poderá enviar carta para a Seção
de Cartas do Jornal do Brasil: E- Mail cartas@jb.com.br.
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