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As
gralhas passeriformes da família Corvidae são
aves pequenas, coloridas e muito barulhentas, aparentadas
aos corvos, percas e pegas. No sentido estrito, são corvos.
Pois não é que uma agourenta e espalhafatosa gralha-de-bico-vermelho,
que na natureza habita as montanhas da Ásia Central e, mais
esparsamente, a Europa Meridional, instalou-se na Venezuela
e conseguiu tornar-se presidente daquele país? Refiro-me ao
maior dentre
tantos bufão
produzido na América Latina, o canastrão Hugo Chávez. Infelizmente,
não é um passeriforme autêntico, mas uma patética figura humana,
com tronco, membros e cabeça, esta dotada de idéias de causar
inveja a Matusalém de
tão provectas ,
ao Tabajara F.C. de
tão derrotadas - e a qualquer candidato a Napoleão de
tão malucas. O “socialismo” que prega é anterior a Adão. Tal
gralha é em si uma falha, uma pesada tralha, que fala como
metralha, porém tresanda a mortalha...
Mas – como escreveu
o economista Nivaldo Cordeiro não
devemos jamais subestimar os bufões e os canastrões, principalmente
quando estão no poder e têm projetos de nele se perpetuarem,
haja vista o maior deles, Hitler. Quem acreditaria, no início
dos anos 30, que aquela figura que parecia evadida de um manicômio
poderia causar os estragos que fez à humanidade? Da boca do
Chapolim de Miraflores regurgitam bravatas e cascatas, asneiras
e besteiras, ventos e excrementos, demagogias e idiossincrasias.
O brado “pátria, socialismo ou morte” é de uma estupidez lógica
total: as opções factíveis seriam entre os termos eventualmente
contrários: “pátria ou socialismo” e “pátria ou morte”. “Socialismo
ou morte” não é escolha, porque são sinônimos!
A barulhenta
gralha tem dinheiro, bastante dinheiro; tem aviões supersônicos
moderníssimos; forças armadas bem equipadas; dá palpites na
política dos países vizinhos com desenvoltura; é amigo do
presidente atômico do Irã e de outros líderes do Eixo do Mal;
calou o Judiciário; manietou o Legislativo; abafou a imprensa;
brigou com o cardeal de Caracas; vem sufocando qualquer tentativa
de oposição aos seus intentos; importou agentes cubanos para
“preparar” o país para o atraso; prende e persegue quem ousa
obstar-se à sua democracia de meia tigela e blasfema a três
por dois, chegando a dizer em seu novo discurso de posse que
Cristo foi o maior socialista da História. Parece crer-se
um novo messias, destinado a salvar o seu povo do mal, mas
seus conceitos morais básicos são mentira e tergiversação.
É caso claramente clínico.
Lula e Bush
são em parte responsáveis pelos vôos totalitários da histriônica
e perigosa gralha: o primeiro por emprestar-lhe apoio político,
por afinidade ideológica, sob o respaldo pseudo-intelectual
dos “barbudinhos do Itamaraty” a que aludia Roberto Campos
e o segundo por estar com suas preocupações concentradas no
Oriente Médio. Ambos os governos o
do PT e o de Bush já
são cúmplices da tragédia que enfrenta o povo da Venezuela.
Precisam reconhecer os próprios erros e tentar – antes que
seja tarde evitar
que a gralha transborde sua loucura para toda a América Latina
e, evidentemente, para o Brasil. Mas será que irão fazer isso?
É uma bofetada
em todos os que nasceram e os que vivem no Rio de Janeiro
a infeliz idéia de condecorar a gralha com a medalha Tiradentes,
honraria maior da Assembléia Legislativa de nosso Estado.
O que esse sujeito fez por nós? Deu dinheiro para uma escola
de samba desfilar na Sapucaí? Enviou petrodólares para cá?
Que outros interesses podem explicar a indecorosa condecoração
desse louco varrido, lavado e ensaboado, que tem mostrado
profundo desprezo pela democracia representativa e pelos direitos
individuais? Bajulam-no apenas por ser socialista?
Todos os cariocas
da gema e fluminenses devem mostrar indignação contra este
ato absolutamente inadmissível da Alerj. Não é para isto que
os pagamos. E regiamente.
Ubiratan Iorio é Economista. Escreve para o Jornal do Brasil.
http://www.ubirataniorio.org
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