Dilema do Estado
Flávio Calazans
29, Agosto/2003
Duas são as possibilidades de se ver o homem, a humanidade,
que influenciam todo o pensamento e sentimento político,
e estes dois modos podem ser simplificados assim:
Um modo de ver encara os homens como maus, é pessimista
( tipo Hobbes).
Já
o outro vê os homens como bons, é otimista (como Rousseau).
No caso de você achar que os homens são maus, então por
conseguinte devem ser controlados e reprimidos para não
fazerem o mau; Assim, alguém os controlaria de cima e castigaria
seus erros e pecados.
Ora, se você vê os humanos assim, e você também é humano,
faz parte deste conjunto, então você é mau, como todos os
homens.
Logo, se todos os homens são maus e fazem o mau, quem seria
eleito para governar e castigá-los de cima, um destes homens
maus? Então ele fará o mau com seu poder sobre os outros!
É um beco sem saída...e não adianta tentar mentir com a
abstração do Estado, pois o chefe de estado será um homem
mau; e nem justificar com as leis, pois seriam escritas
por políticos profissionais, que são homens maus!!!
Por uma questão de coerência lógica, admitir o homem como
mau é admitir a conseqüência que não pode governar, e será
a negação do Estado e do Governo, de todo Poder instituído.
Entretanto, por outro lado, já se você acreditar que o homem
é bom, pode viver em liberdade , pois reinará a amizade
e solidariedade, sendo o Estado e as leis desnecessárias,
inúteis.
Assim, surge uma proposição da tipologia lógica “Silogismo
Irregular” que Aristóteles chamou de DILEMA, que pode ser
assim enunciado:
Na verdade, não importa em que você acredite, seja o homem
bom ou mau, em ambos os casos o Estado e as leis serão um
absurdo.
Você já leu os filósofos da Liberdade ou do Anarquismo?
Pessoas como Epicuro, Diógenes, Lao-Tsé, Malatesta, Bakunin,
Koprotkin, ou mesmo Thoureau (desobediência civil) , Gandhi
ou Osho ? Há pessoas sensíveis e inteligentes que não estão
nem à direita nem à esquerda ou muito menos ao centro, estão
à frente e acima disto.
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o site do nosso colaborador, o cientista, Flávio
Calazans em www.calazans.ppg.br
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