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          O Letes do Caribe


 

      Ubiratan Iorio *
      
06, Agosto/2007

 

 

Leia: Editorial

 

               Em todas as competições esportivas internacionais de que Cuba participa, atletas daquele país escafedem-se da concentração, desaparecem por algum tempo e depois pedem asilo político ao país que organiza o evento. Nos Jogos Pan-Americanos recentemente realizados no Rio não foi diferente, a ponto de o ditador-irmão-substituto Raúl Castro, após mais algumas dessas fugas e com medo de novas deserções, ter ordenado que a delegação antecipasse o seu retorno ao país, antes mesmo de receber as medalhas do basquete, embora, naturalmente, negasse com veemência a medida. É óbvio que precisava negar, para não passar recibo.

Até um obstinado carrapato agarrado a um esquálido jegue pastando placidamente em Garanhuns sabe a razão das fugas, mas os pretensos intelectuais tupiniquins e uma parte de nossa mídia teimam em apresentar a ilha-presídio comandada há meio século pelo mesmo ditador como um paraíso caribenho, um exemplo de "democracia popular", a ser imitado e implantado não apenas no Brasil mas em toda a América Latina. Conforme os documentos do Foro de São Paulo e as ações da atual política externa de Amorim e do obsceno senhor Garcia estão aí para atestar, o sonho-pesadelo do risível Hugo Chávez, sorrateiramente acalentado pelas chamadas cabeças pensantes (sic) do petismo e das esquerdas latino-americanas, é remontar aqui uma réplica da antiga URSS. Parecem torcedores do São Cristóvão, campeão carioca de 1926...

Assim é que nossa intelectualidade ballantines continua pintando o regime decrépito e comatoso de Cuba com as cores do paraíso, quando na realidade é um inferno, ao qual cabe perfeitamente o dístico de Dante: Llasciate ogni speranza, voi ch'entrate. Hayek, em Intellectuals and socialism, e Mises, em diversos artigos e livros, esquadrinharam essa doença que acomete muitas pessoas bafejadas pela fama e o sucesso, o que as leva a adotarem o socialismo como um escudo, para simularem que, "apesar" de ricos (resultado que apenas reflete sua aptidão natural), preocupam-se com os "excluídos". A explicação está muito mais nos meandros da psicologia do que nas frias escolhas da teoria econômica, despida da capacidade de mergulhar na alma humana. Sentindo-se, de alguma forma, culpadas pelo próprio sucesso, quando deveriam estar felizes com os resultados de seu trabalho e talento, essas pessoas precisam dar uma explicação para o seu êxito, até mesmo para que possam continuar a usufruir as delícias mundanas da fama, e o fazem apoiando o socialismo e, naturalmente, o cruel regime cubano. Assim, a massa ignorante - que não sabe discernir igualdade de oportunidades de igualdade por decreto - os vê com bons olhos.

Os atletas de Cuba podem ser mal-educados, mas são, em geral, excepcionais. Não mais do que os nossos, só que, como em qualquer ditadura que se preze, lá o Estado trata os esportes como uma questão política, de afirmação da pretensa superioridade do regime. Daí o seu sucesso e as suas medalhas. Mas quem se apropria de suas suadas vitórias, a não ser os que mandam no país? De que adianta você, amigo leitor, bater um recorde mundial em sua modalidade, se, ao retornar à sua casa, mesmo tendo comprovado o seu talento e vendo coroado de êxito o seu esforço, vai continuar a ter direito aos mesmos quatro ovos de galinha mensais que o governo estabelece como cota para todos? É óbvio que, na primeira oportunidade, após pesar custos e benefícios da decisão de pedir asilo no exterior, muitos decidem que o custo de ficar longe da pátria, da família e dos amigos é inferior ao benefício da liberdade e do êxito que podem obter no estrangeiro. Estes são os motivos das fugas. Não há outros. Se alguém com memória melhor do que a minha conseguir apontar algum caso de um vietnamita do sul que fugiu para o Vietnã do Norte, de um ex-alemão ocidental que se evadiu para a antiga Alemanha comunista, de um coreano do sul que escapou para o norte ou de um norte-americano que buscou asilo em Cuba, darei o braço a torcer.

Porque o paraíso cubano - a Disneylândia da esquerda - nada tem de paraíso. Está mais para um presídio leteu, encravado nas margens do Letes, um dos cinco rios do Inferno mitológico! .

 

 

 

Ubiratan Iorio é Economista. Escreve para o Jornal do Brasil.
http://www.ubirataniorio.org - O presentea artigo foi publicado, originalmente, no JORNAL DO BRASIL.

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